Como ser um freelancer mais eficiente
 Publicado: 25/07/2017 Atualizado: 15/08/2017

Como ser um freelancer mais eficiente

Turbinando a produtividade! Sete dicas, fáceis de implementar, pra te ajudar a lucrar mais no final do mês.
  Por Luedy Costa
Cena da série 'Friends From College' da Netflix.

A velha frase “tempo é dinheiro” é muito mais do que verdadeira para um freelancer.

Como a maioria de nós costuma cobrar tomando por base o tempo que será gasto em um projeto, diminuir o tempo investido em cada um deles acabará aumentando o seu lucro no final do mês. E uma graninha a mais no dia 30 não faz mal a ninguém! ;)

Aqui vão algumas dicas de como eu faço para aumentar a minha eficiência:

1 – Crie um sistema

Fluxo de Trabalho / Shutterstock

Eu sou designer de marcas, mas os meus clientes nunca querem apenas uma marca. Sempre que entrego um projeto, acabo tendo que desenvolver a papelaria junto ou alguma outra peça institucional para a divulgação.

Então passei a ter alguns grids prontos para trabalhar e acelerar a criação dessas peças secundárias. Cada layout é personalizado dentro de uma estrutura pré-pronta.

Claro que em alguns projetos isso não funciona. Mas em projetos menores, em que o cliente tem muita pressa, esse método me ajuda muito.

2 – Alie-se ao cliente

Reunião / Shutterstock

Discuta as suas ideias com o cliente. Quanto mais ele participar do processo, maior será a sua assertividade e menor a demora na entrega.

Geralmente eu converso bastante com o cliente para tentar entender o que ele deseja e então inicio o meu processo criativo. Quando chego a um resultado, envio para o cliente para que me diga se o caminho está alinhado com suas expectativas. Se sim, continuo. Se não, revejo quais pontos estão fora da rota, volto e refaço.

Tudo no projeto precisa ser justificado. Você precisa fazer com que o cliente entenda o porquê de cada elemento estar no projeto, mesmo que não agrade o gosto pessoal dele.

3 – Cronograma

Cronograma / Shutterstock

Tenha sempre um cronograma atualizado com datas de entrega, pagamentos e recebimentos. E lembre-se sempre de dar uma margem de erro, pois imprevistos acontecem. Ter o cronograma organizado deixa sua cabeça livre para criar.

Tão importante quanto ter um cronograma organizado é compartilhá-lo com o seu cliente e também respeitar as datas propostas.

Recentemente minha esposa precisou ir para a emergência e precisei de dois dias de atenção total a ela. Entrei em contato com um cliente, fui transparente e disse que entregaria o projeto 2 dias após o prazo combinado. Ele entendeu e então entreguei no novo prazo. Isso ajudou a estreitar mais a relação que já era de confiança.

4- Less is more

Tenha poucos, mas bons, fornecedores. E lembre-se sempre, ao indicá-los ou contratá-los, você está atrelando a sua imagem a deles.

Um mau plantador de tomate acaba com a empresa de molho e com o restaurante.

Não indique colegas que você não conhece o trabalho só por que você gosta muito deles. Se for o caso, seja transparente com o cliente e diga que você não conhece o trabalho da pessoa.

Quando você tem um fornecedor problemático, seu tempo é gasto de maneira errada, pois você fica o tempo inteiro tentando tapar os buracos deixados por ele.

5- Aposte nos seus pontos fortes

Homem de negócios / Shutterstock

Adapte os projetos às suas habilidades e não o inverso. Novas técnicas requerem tempo de prática.

Quando você está trabalhando comercialmente, tempo é dinheiro. Utilize o seu tempo livre para melhorar novas técnicas antes de oferecê-las para algum cliente.

Eu até me aventuro a desenhar algumas coisas quando sobra tempo, mas tenho consciência de que não consigo criar uma ilustração com qualidade em um tempo satisfatório.

Nestas situações, prefiro passar o trabalho para ilustradores mais experientes.

6- Não negligencie a parte administrativa

Calculando / Shutterstock

Claro que preferimos criar do que fazer a parte administrativa.

Porém, é importante ter o mesmo cuidado com ambas as partes. Assim como seus clientes, você também é uma empresa e precisa cuidar do seu posicionamento, das suas ações de marketing, do seu fluxo de caixa, do contato com fornecedores e tudo isso que achamos um saco.

Será que a falta de grana no final do mês vem do fato de você estar gastando demais ou do fato de estar recebendo de menos?

Eu analiso meus custos todo mês (ou pelo menos tento) e estou sempre revendo meu plano estratégico, meu posicionamento ou o que vou divulgar nas redes sociais (por isso até acabo ficando ausente das redes um tempo).

Vejo essa área como se fosse o setor administrativo da minha empresa, que precisa trabalhar se eu quiser crescer ou simplesmente chegar ao final do mês com dinheiro no bolso.

7- Atenção ao orçamento

Por favor, não esqueça: tempo é dinheiro!

Se você passa seu orçamento planejando 30 horas de trabalho, você terá prejuízo se fizer em 31 horas.

Depois de aprovado pelo cliente, você não pode mais alterar o valor do orçamento. Então, repasse várias vezes o seu orçamento antes de enviar.

Anote todos os seus custos para saber quanto você precisa ganhar por mês para pagar todas as suas contas e ainda ter lucro.

E por falar em lucro, não são os custos mensais que vão definir o seu preço, eles apenas vão apontar o quanto de dinheiro você precisa para continuar sem dever a ninguém.

Quem define o seu preço é o seu posicionamento! Você é bom e barato ou você é premium?

Mais uma coisa!

Não misture a sua conta pessoal com a sua conta empresarial. Não precisa ter uma conta de pessoa jurídica. Basta ter uma conta à parte para depositar a remuneração pelo seu trabalho.

Afinal, você não vai querer perceber que gastou no cinema a grana da hospedagem do site.

E você, o que faz para ser um profissional eficiente?

Use a caixa de comentários e vamos levar o assunto adiante!

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Publicado por:
Luedy Costa
Designer baiano especialista em Branding e papai esperando a chegada do pequeno Martin Ayô.

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  • Thiago Cangussu

    Sistemas são definitivamente uma das melhores formas de se poupar tempo, mas não só isso, sistemas são excelentes para poupar energia mental, já que você não precisa ficar pensando no que tem que fazer, uma vez que o tem que ser feito já foi previamente definido. E ter energia mental sobrando é tão bom quanto ter tempo pra quem trabalha com a criatividade.

    • Belo complemento, Thiago!

      É isso aí, criar essas estruturas de trabalho é importante. Acho que elas vão meio que se criando naturalmente a partir do momento que a gente começa a perceber que nos vemos com frequência diante da mesma situação no dia a dia do trabalho.

  • Paulo Roberto Silva

    Para as finanças, indico o site/app Organizze, tenho uma só conta mas sei de onde vem e pra onde vai o dinheiro.

    • Fala, Paulo!

      Usei durante bastante tempo o Organizze. Na época que usava ainda era de graça. Agora é pago, não?
      Achava muito bom, porém eu precisava ver algum saldo, somando algumas categorias, ou algo do tipo e não conseguia ter isso nele. Assim acabei migrando pro bom e velho excel mesmo.

      Outra coisa que não me sentia confortável era conectar com minha conta no Banco do Brasil. Você conecta com sua conta no banco?

  • Amanda Nascimento

    Ótimas dicas! Bom ver o pensamento de um conterrâneo! rsrs
    Tenho me dedicado dia a dia a melhorar minha rotina e os processos de trabalho. Dá um alívio imediato, já inicio o projeto tendo mais paz, tenho sido mais assertiva também.
    Não tinha pensado ainda em montar estruturas pré-definidas para criação, embora eu ache que todo mundo acaba fazendo isso sem perceber. Com certeza algo que tentarei aplicar daqui pra frente, porém, cada caso é um caso, não dá pra ficar preso na receita de bolo sempre. Aparelho Elétrico sempre me animando a permanecer no caminho que escolhi!
    Ah, para pagamentos, indico o Gerencianet. Deixo o montante lá e vou transferindo o necessário para as contas. Por enquanto, tem sido a melhor escolha para ter controle e poupar também.

    • Luedy Costa

      Opa… valeu Amanda!

    • Aparelho Elétrico sempre me animando a permanecer no caminho que escolhi!

      Que legal, Amanda! <3

  • Maete Porto

    Oi Luedy, ótimas dicas! Tem uma coisa que tem me intrigado um pouco, quando tu fala ali que tu prevê 30 horas de trabalho e se forem 31 horas… quando esta 1 hora for problema de organização tua beleza, fica o prejuízo. Mas quando é o cliente que “esqueceu” de te dar uma informação importante que muda totalmente o teu layout, o que fazer? Tu consegues cobrar este valor a mais? Tenho tido problemas seguido com isso nos últimos tempos e como o cliente não tem noção que aquilo pode alterar tudo (por não ser designer) acabo que fico constrangida em cobrar porque sinto que talvez meu briefing não foi eficiente. Mas estas últimas vezes não foi o caso…

    • Olá Maete, eu também passo por esse problema com certa frequência. Como você disse, as vezes é o cliente que não informou direito a sua demanda no briefing, em outros sou eu que não consegui mensurar corretamente tempo que seria necessário para completar o trabalho. Sempre que isso ocorre, fico me segurando para não ter que passar pela conversa “de rever os preços” com o cliente, pois acho isso muito desagradável, para ambas as partes. Dessa forma, algumas vezes acabo “levando prejuízo” com alguns jobs, mas acho que isso se equilibra com o passar do tempo, pois tem projetos que também acabam se mostrando mais simples e rápidos do que havia imaginado (trabalho com desenvolvimento de sites). No entanto, se o prejuízo começar a se demonstrar muito grande, acabo ligando para o cliente e explicando para ele a situação (alguns minutos de negociação geralmente são suficientes, se você já tiver o valor$$$ em mente para passar para o cliente). Sei que é uma situação constrangedora e chata, mas em alguns casos é a única solução, pois trabalhar em um projeto que você sabe que está te causando “prejuízo” é uma das piores sensações para um freelancer.

      • Maete Porto

        Ai Lucas, me sinto mais confortável quando vejo que não sou só eu que passo por isso. Muito obrigada por compartilhar um pouco da tua forma de lidar com isso.

      • Realmente, Lucas.

        Rever os preços com o cliente é muito chato mesmo. Vejo muito projeto sendo orçado incorretamente na área de desenvolvimento de sites.

        Cada projeto é um projeto, cada um tem as suas peculiaridades, limitações… o cenário é mutante. O cara tem que fazer uma leitura do cenário e ter a sensibilidade de propor um modelo de remuneração que seja justo para as duas partes.

        A maturidade pra identificar essas situações vem com o tempo.

    • Luedy Costa

      Olá Maete, isso varia muito. Cobrar a mais depende muito da minha relação com o cliente e da “gravidade” dessa falta de informação, alguns cliente que me geram outras demandas eu acabo absorvendo esse prejuízo (desde que seja pequeno). Mas no geral sou sincero com o cliente e aviso antes de estourarem essas horas que a informação errada ou a falta de informação vai atrapalhar na entrega, e ai negociamos a melhor forma de resolver isso.

      • Maete Porto

        Oi Luedy, obrigadão pela dica. Eu fico muito sem jeito, mas eu acho que eu tenho que mudar a minha postura e organização também. Acho que devo deixar mais claro quantas horas estou orçando e quando mandar a primeira proposta visual, avisar talvez quantas horas já foram consumidas. Mas ai penso que talvez posso gerar outro constrangimento, se levei menos horas que o orçado, talvez teria que dar o desconto no valor, será?

        • Luedy Costa

          Eu sempre sou sincero com o cliente. Mas algumas coisas eu evito falar, como por exemplo a quantidade de horas gastas. Eu geralmente aviso quando esta prestes a estourar o orçado. E apenas uma vez aconteceu de muito menos do orçado e eu dizer ao cliente: Olha… eu usei bem menos do que o planejado, se você quiser eu posso fazer uns cards para você postar ou um panfleto.
          O cliente topou na hora, fico mega feliz e voltou depois com outro projeto.

          • Bacana tua transparência, Luedy!
            Só não sei se isso não dá muita margem pro cliente ficar te monitorando, como se tu fosse uma espécie de funcionário dele. Como respondi pra Maete acima, prefiro manter o levantamento de horas para controle interno mesmo.

          • Luedy Costa

            Claro. Temos que tomar muito cuidado com essa transparência. Ela tem seu lado bom mas pode ser utilizada para o “mau”. O meu controle é interno, mas em alguns poucos casos eu já utilizei disso como forma de ganhar mais um pouco da confiança. Mas nada de ficar revelando para os clientes quanto tempo gosto com os projetos.

            Mas muito bem pontuado, Henrique.

          • Esse lance de horas trabalhadas é bem comum na área de programação. Os devs adoram dizer quantas horas levarão pra concluir o job (e isso não é uma crítica).

            Mas se o cara tá trabalhando pra um cliente final, digamos o proprietário de uma rede de lojas que vende material de construção. Será que esse cara tá acostumado a lidar com horas? Tenho minhas dúvidas. Acho que esse perfil de cliente só quer saber três coisas:

            1 – Vai ficar bom?
            2 – Vai ser entregue no prazo?
            3 – Quanto tenho que pagar?

            Mas é aquilo que a gente sempre diz por aqui: “cada caso é um caso”, “cada cliente é um cliente”. Tem cliente que é mais objetivo e não quer se envolver. E tem cliente que quer se envolver em todo o processo. O lance é saber identificar cada um deles.

        • Oi, Maete!

          Essa questão das horas gera muita confusão mesmo.

          Particularmente, nunca digo pro cliente quantas horas vou levar trabalhando no projeto. Acho que pra ele, no final das contas, isso não diz nada e ainda pode dar margem pra ele ficar imaginando coisas como “é muito tempo pra fazer apenas uma ‘artezinha'”, “se ele trabalhar mais rápido, poderia cobrar mais barato”, etc..

          Prefiro usar o controle de horas internamente, só pra mim mesmo. Sei quantas horas vou levar e com isso sei quanto tenho que cobrar pelo projeto. Se eu extrapolar as horas, paciência.. assumi o risco e não vou cobrar mais do cliente por isso. Se eu levar menos horas que o previsto, ótimo… mais lucro pra mim!

          Só cobro a mais do cliente se ele não está conseguindo ser claro no que deseja. Uma vez apresentei 3 vezes uma proposta de marca para um cliente. Todas dentro do briefing que eu havia confirmado com ele. Em todas as vezes o cliente não conseguia me dizer mais do que “não é bem isso o que eu queria”. Então eu apontava direções, ele confirmava dizendo que era esse caminho que eu deveria seguir. Mas com a marca pronta, ele não aprovava. Apresentei 3 vezes. Na última apresentação, eu disse que tentaria mais uma vez, se a marca não agradasse, seria o caso de vermos um valor a mais pelo trabalho extra. Ou então, infelizmente, seria o caso de encerrarmos a parceria.

          Detalhe: o cliente havia pago à vista. Eu nunca devolvi dinheiro e nem penso em fazer isso.

          Por coincidência, a última versão agradou em cheio.

          Eu não coloco na proposta que posso apresentar até 3 propostas para apreciação. Se eu fizer isso, corro o risco do cliente pedir pra ver as três propostas. É uma regra interna minha pra flexibilizar pro cliente e também não ficar ruim pra mim.

          • Maete Porto

            Bom saber disto tudo, obrigada de coração! Mas acho que rola uma outra discussão essa questão de apresentar só uma proposta ou mais de uma para o cliente… eu realmente fico na duvida ainda. Porque as vezes sinto que resolvo mais rápido apresentando tres propostas diferentes, mas as vezes o negócio vira um frankstein, ele quer um pouco de cada proposta em uma… ai é um inferno! No final das contas vejo que tirando o cliente o trabalho fica ótimo, heheehehhehe. Amo o que faço mas quando acontece essas coisas temho vontade de chutar tudo!

          • Imaginei que a gente ia acabar entrando nessa questão do “quantas opções apresentar”. Conheço profissionais que apresentam mais de uma opção e conheço profissionais que apresentam uma só apenas.

            Particularmente, quando ainda fazia trabalhos de marca (faz muito tempo isso), cada leva (se não me engano) tinha 3 opções e elas eram mais variações do mesmo tema do que totalmente diferentes entre si. Volta e meia rolava esse frank que você falou, Maete. Mas como elas eram variações, não ficava tão frank assim. ;)

  • Luedy Costa

    Aaah…detalhe que não falei no texto e provavelmente o Henrique nem sabe.
    Eu uso o Freelancer Doc Box e me ajuda muuuuuuito!

    Não é jabá…o Henrique não tá me pagando pra falar isso. haha…
    É real, me ajuda muito a otimizar a parte administrativa.

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