Podcast: Como encontrar o preço ideal para cada projeto
 Publicado: 26/12/2015 Atualizado: 30/10/2016

Podcast: Como encontrar o preço ideal para cada projeto

Dani Lima, Henrique Pochmann, Vinny Campos e Walter Mattos contam como fazem pra orçar seus projetos.
  Por Henrique Pochmann
Você não precisa ser um fora da lei pra faturar o que você merece.

Baixe este episódio: [Download]

Neste episódio conversei com Dani Lima, Vinny Campos e Water Mattos. E desta vez o assunto na pauta foi “precificação”. Dividimos nossas experiências e visões a respeito do tema. É importante dizer que não existe um único meio de precificar um projeto. Cada um sabe qual é o benefício que pretende obter de cada job. O ideal é que você escute as nossas dicas e palpites e adapte o que achar necessário para a sua realidade.

Peço desculpas porque nesse podcast não pude ler os comentários do pessoal sobre o podcast de Networking. Fiquei devendo porque este último mês foi muito corrido. Se você acompanha a newsletter do blog, sabe que estou passando uma temporada em Melbourne na Austrália e aqui, infelizmente, tenho que dividir meu tempo com outras responsabilidades. Mas acredito que até o próximo episódio tudo volta ao normal. (:

 

Participantes deste episódio

henrique-pochmann-freelancer-em-design-digital

Henrique Pochmann
Designer Digital / SEO Freelancer no henriquepcm.com e editor do Aparelho Elétrico

Freelancer Design Dani Lima 

Dani Lima
Designer freelancer e mantém o Medium Chá com Design.

vinny-campos-freelancer-e-nomade-digital

Vinny Campos
Designer no Studio Lhama, colunista do blog Choco la Design e nômade digital.

Designer Freelancer Walter Mattos

Walter Mattos
Designer Gráfico freelancer no waltermattos.com e Youtuber no waltermattosvideos

 

Alguns tópicos abordados:

– É preciso analisar o briefing e ouvir o cliente com cuidado;
– Como calcular o seu valor hora;
– Prazo é um dos fatores que influencia muito no preço;
– Artigo no Aparelho Elétrico: Formação de Preços;
– Trabalhando com PayPal você recebe o valor na íntegra e o cliente pode pagar parcelado;
– O tamanho do cliente importa?
Branding: a sua reputação e o valor que você agrega ao projeto importa. Muito!
– Vale a pena trabalhar de graça? Em que situação?
– Hashtag #vinnyhumilde;
– É importante saber o tipo de cliente com o qual você quer trabalhar;
– Tome cuidado com pessoas que prometem visibilidade em troca do seu serviço;
– É preciso pensar em longevidade para a relação comercial;
– Desenvolva a sua política de preços;
– Preços diferentes compram serviços diferentes;
– Sobre a importância de filtrar clientes;
– Vinny explica a técnica do “valor susto”;
– Sinta o mercado e adeque seu preço;
– Ancoragem de preços é uma boa técnica para fechar mais propostas;
– Vale a pena perguntar quando o cliente quer investir?
– Blog da Nini Ferrari: A Path to Somewhere

 

Como você faz?

E você como tem feito pra orçar seus projetos, quais são os critérios que você usa? Compartilhe a sua experiência aqui embaixo nos comentários. Vamos evoluir mais o tema. Outros profissionais podem aprender bastante com a sua experiência.

 

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Publicado por:
Henrique Pochmann
Criou o Aparelho Elétrico em 2014. Produz e apresenta o podcast do blog. Trabalha com marketing digital desde 2002. Quer mais tempo para colocar outros projetos em prática, quer uma bicicleta e quer uma bio mais legal também.

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Participe da Conversa
  • Eddy Oliveira

    Olá, pessoal. Gostei muito do podcast. Precificação é mais um dilema que envolve o mundo do freela, quanto cobrar, será que o preço é justo com o cliente, será que é justo com o meu trabalho. Uma coisa que pesa muito é a questão do que nós entregamos não é um material palpável em muitos casos.

    • Fala, Eddy! Que bom que gostou do episódio.

      É, concordo com você… o nosso trabalho é muito subjetivo, depende da visão de cada um.

      Uma dica que esqueci de comentar na gravação, e que pode ajudar a aprovar mais propostas, é mostrar ao cliente o tempo de vida do trabalho. Mostrar pra ele que, por exemplo, ele pode usar uma marca por 10 anos sem precisar alterar. Ou que o site vai ficar no ar por no mínimo 3 anos.

      A equação tempo de vida dividido pelo valor investido pode fazer ele ter uma outra percepção do projeto e aprovar a proposta mais facilmente.

      Grande abraço e obrigado por comentar, Eddy!

      • Bacana a dica. É algo que tento fazer na tal descrição do meu trabalho que mencionei no pod. Normalmente, o ato apresentar um resumo do que você faz e como isso pode beneficiar o cliente funciona, inclusive, como uma espécie de filtro.

    • Por isso é importante evitar ter o trabalho visto como mercadoria. É importante que isso fique bem claro, pois não é incomum o cliente, principalmente aquele que nunca contratou um designer, enxergar nosso trabalho como uma mercadoria. Essa é uma ideia que já vem implantada na cabeça da maioria, acredito. Estamos muito mais acostumados com a ideia de mercadoria (um bem móvel destinado à venda) do que de serviço ou mesmo produto.

      • Esse lance de transformar nosso serviço em um produto não é má ideia. Não sou contra isso. Mas você tem que fazer do jeito certo.

        Se você consegue produtificar o seu serviço e fazer isso ganhar escala (ou seja, sem que você tenha que se envolver demais), você pode ser muito bem sucedido. Por exemplo, há designers que vivem de vender o seu talento em sites como o Shutterstock, por exemplo. Eles vendem um pack de vetores em larga escala e assim fazem grana.

        Tudo depende do tipo de trabalho que você quer desenvolver. E pra quem você quer trabalhar.

        • Não discordo de você. Talvez o final do meu texto tenha confundido um pouco o que eu quis dizer, então editei para ver se melhora.

          Quando me refiro a “mercadoria” não quero dizer o mesmo que “produto”. Entendo mercadoria como algo mais descartável na percepção geral – não estou dizendo que o é. Mercadoria é “um bem móvel destinado ao comércio”, segundo o dicionário.

          Você mesmo defendeu bem a ideia de produto no seu texto, dizendo “se você consegue produtificar seu serviço…”. É exatamente isso, um produto nada mais é que do que “aquilo que se adquire através de um serviço”, também segundo o dicionário.

          Permita-me dar um exemplo do porque vejo isso como problema: se o cliente interpretar meu produto/serviço (design de marca) como “mercadoria” ele simplesmente vai procurar outra “mercadoria” se não gostar do preço. Imagine que, em uma situação hipotética, seja como escolher fruta em uma feira. Em princípio só me importo com quem dá mais desconto, pois as frutas têm quase todas a mesma aparência (ou importância, traçando um paralelo com meu produto/serviço).

          Isso não significa que o feirante não possa ter um atendimento diferenciado por diversos fatores. Como falei, este foi apenas um exemplo.

          Um abraço!

          • Claro, Waltinho!

            Eu entendi teu ponto… só quis traçar uma linha pra que os leitores não confundam as coisas. Porque eu acho que um bom caminho pro freelancer se monetizar de forma adequada é “produtificando” suas habilidades.

            E acho que o que agrega ao teu ponto é o branding. Sempre falo isso. O freelancer tem que desenvolver a sua marca. Assim ele se destaca da multidão e os clientes vão escolher ele, como diz o Vinny: “não por O QUE ele faz, mas sim por COMO ele faz.”

            Tipo, hoje eu sei que se eu quiser fazer uma marca bem feita, eu posso te contratar. Tu tem um branding forte e eu tenho convicção de que tu vai fazer um ótimo trabalho. Agora, designers iniciantes não tem essa mesma força no branding deles.

            Abraz!

  • Presente de Natal atrasado. Pensei que os podcasts haviam acabado, foi uma boa surpresa ver a atualização do feed do meu app de poscasts essa madrugada, e com um assunto tão legal foi melhor ainda. Nada que não tenham coberto, mas no meu caso funciona agregar serviços (blog, newsletter, redes sociais etc) separados e na hora de “negociar” o preço tiro ou coloco funcionalidades no website dependendo do investimento. Fato interessante (pra mim) NUNCA responderam o “orçamento” no meu briefing, quero crer q diminuiria o stress nos e-mails de negociação, mas enfim, Em tempo, o Mediun da Dani Lima é show de bola, não conhecia, Forte abraço. Bom 2016 etc etc etc hehehhehe

    • Fala, Flavio! Às vezes a pauta aqui aperta, por isso as publicações atrasam. Mas a ideia é que sempre tenham podcasts novos. Boa essa dica das funcionalidades. É isso aí, mexer no escopo do projeto é sempre um bom modo de negociar.

      Esse lance do orçamento, lembro que no antigo escritório sempre perguntávamos o valor que o cliente tinha pra investir. Aí enviávamos um valor de 5 mil pro cliente. Ele retornava dizendo: “eu estava pensando em investir apenas 2500”. Então ele tinha um valor desde o inicio, mas provavelmente preferiu não abrir na esperança que fosse mais barato o serviço.

      Grande abraço, Flávio. Que 2016 seja um ano com ótimos jobs por aí! :)

    • Oi Flávio,

      Quando lancei a pergunta sobre orçamento no meu briefing confesso que não esperava respostas. Talvez por conta do alto índice de visitas no blog eu tenha recebido muitas respostas, mas acredito que pelo menos 50% dos briefings respondidos são de próprios leitores do blog fazendo “testes”.

      Algo que não mencionei no podcast, acredito, é o fato de que a grande maioria das pessoas que responderam essa pergunta não fecharam de fato o projeto. Na verdade, se não me engano apenas um cliente que respondeu a pergunta fechou o projeto.

      Lá fora me parece que essa estatística funciona de maneira diferente. Vivendo e aprendendo.

      Um abraço.

  • Muito bom este podcast, já favoritei. Ótimo tema :)

    • Que bom que curtiu, Chico! Obrigado pelo comentário. Grande abraço e ótimos projetos em 2016!

  • Oberdan Rodrigues

    Cara a cada episódio o AE está ficando muito louco. Precificação é um tema bastante legal de conversar porque cada um tem uma maneira de trabalhar o preço de acordo com o valor que entrega para o cliente. Eu confesso que assim como o Walter Mattos eu também trabalhei a ideia de perguntar sobre o orçamento que meu cliente teria disponível para trabalhar. Eu tive várias surpresas. Umas boas que superavam a minha expectativa e outras bem ruins que foi quando perdi clientes, decepcionando-os quando passava meu preço. Isso é meio punk e daí eu parei.

    Mas o mais importante foi que isso me gerou várias ideias de como precificar. E eu cheguei a conclusão que pra mim uma tabela (não fixa) me serviria para orientação. Eu coloquei os valores com base no custo do meu escritório, o tempo médio gasto em cada projeto para organizar minha agenda, e também inseri nisso o lucro.

    Quando preciso gerar provas impressas para minha revisão (eu gosto de revisar no impresso) no caso de papelarias – que faço o cliente local assinar – eu insiro também um pequeno valor por peça. Visualizo 2 impressões em gráfica rápida por material, e 1 em minha impressora mesmo. Enfim, eu fiz umas contas muito loucas. Hoje tenho um preço que acredito ser justo, é lucrativo e me permite fazer mais e melhor pelo meu cliente. Esse processo é um pouquinho além disso, eu não vou passar detalhes agora, mas têm funcionado legal.

    Eu trabalho com clientes de pequeno e médio porte e os desafios são diversos. Em minha localidade eu sou meio que único em minha proposta, com meu conhecimento e resultados que gero para o cliente, mas ainda assim meu concorrente direto são as gráficas. Com preços diversos, qualidades diversas, e isso gera muitas confusões (sem contar os sobrinhos que me ajudam também). Se quiser fazer um podcast sobre atender clientes em pequenas cidades, com clientes sem experiência com design eu estou dentro. Tem muita gente que tem o desafio diário de atender clientes que sempre confunde o designer com a gráfica. Podemos refinar ideias… quero colaborar.

    Por fim, adoro o podcast. Há menos de 2 meses eu conheci e estou muito empolgado com a ideia e estou também com vontade de começar a produzir o meu. Obrigado pelo conteúdo e inspiração e forte abraço a todos!

    • Belo comentário, Oberdan! Grande contribuição!

      É isso aí, cada um tem sua forma de negociar… o importante é não sair no prejuízo e conseguir prosperar na carreira.

      Eu sei bem como é trabalhar nessa área em uma cidade pequena. Sou de Venâncio Aires no interior do RS. Lá era bem complicado atender os clientes porque a maior das pessoas não tem cultura de investir em design. Você anda pela rua e percebe a falta que um bom design faz. Fachadas mal desenhadas, cartazes horríveis, tudo marcando gol contra para o negócio.

      É uma questão de evolução, acho que o pessoal mais novo sabe dessa importância. A hora que esse pessoal começar a assumir grandes cargos nas empresas, a coisa tende a mudar. Espero eu! :)

      E sobre ter seu podcast… te dou o maior apoio. Quanto mais gente gerando conteúdo, melhor pra todo mundo que trabalha como freelancer. Quanto mais qualificados formos, melhor seremos vistos pela sociedade e melhor remunerados também.

      Lembrando que o Aparelho Elétrico tá aberto a colaborações, se quiser publicar tuas ideias aqui, é só me dar um toque por e-mail que a gente segue conversando.

      Grande abraço e um Feliz 2016, que seja um ano de grandes projetos, meu caro!

      • Boa. Ia ser legal ver mais podcasts, blogs e canais no Youtube de qualidade em 2016.

        • Oberdan Rodrigues

          Pois é Walter, eu quero fazer um podcast mas voltado para empreendedores. Acredito que posso transferir esse conhecimento sobre o design para orientar as pessoas e educá-las. Temos que ter mais paraquedas abertos por aí. Desmistificar a ideia de que design é gasto, ou é muito caro sendo que sabemos o quanto quem investe tem retorno.

          Quero entrevistar outros profissionais das mais diversas áreas pra falar não só de design, mas de registro de marcas, marketing, marketing digital, publicidade…ou seja, tudo o que pode contribuir para um comunicação mais eficiente. Dar ideias mesmo e fazer essa galera evoluir seus negócios.

    • Oi Oberdan! Muito legal seu comentário. Eu sou do Rio, mas em 2004 me mudei para Vila Velha no Espirito Santo e senti como mercados fora do eixo RJ-SP ainda estão imaturos. Nesta epoca eu ainda não era frelancer, trabalhei numa agência (ate muito boa) de lá. Mas mesmo os clientes desta agencia, precisavam de um longo caminho para entender toda a dimensão do trabalho de design e até publicidade. 10 anos depois acredito que o mercado de lá tenha evoluido mais. Mas acho que o papel de profissinais como você é fundamental nisto. Educar e amadurecer o mercado é um desafio nosso – e fazer como você fez, estudando seu processo de precificação, fazendo experiencias e aprendendo pode ser difícil mas é fundamental. E com certeza vai te trazer bons frutos a longo prazo :) Outra coisa que o mundo de hoje facilita, é que freelancers podem morar em cidades pequenas mas atender clientes em centros maiores ou até fora do país. Isso ajuda a gente a se manter e também a criar experiência para educar o mercado local. Beijos e boa sorte!

      • Oberdan Rodrigues

        Oi Dani, obrigado por responder! É bem isso mesmo que estou fazendo. Eu estou localizado em Valparaíso de Goiás e fica a 30km de Brasília. Hoje eu atendo clientes tanto desta cidade quanto da capital. Eu comecei aqui como freelancer mas não teve jeito. Tive que abrir meu estúdio, a Cratera Design. Ainda é um começo e agora estou formando minha equipe pra encarar essa parada em 2016.

        Aqui tem um dado muito interessante. É uma das cidades que mais crescem no Brasil e umas das melhores cidades para se ter um negócio. Tem um mercado legal pra atuar, e outra…eu sou o único por estas bandas. Por pouco não abri o estúdio em Brasília, mas como eu não moro lá seria bem pegajoso encarar o trânsito e contratempos porque sou pai e a gente sabe como tem que otimizar o tempo. Daí preferi encarar esse desafio e confesso que até então tem sido difícil, mas muito muito prazeroso.

        Hoje estou neste processo de educação das pessoas. Durante este ano pretendo fazer palestras beneficentes para empreendedores locais e já recebi o apoio da Secretaria de Desenvolvimento. Minha meta é transformar o cenário local com outros profissionais, e fazer Valparaíso ser referência para outras cidades. Eu sei que isso é possível e basta somente trabalhar. E por hora como é difícil se manter com estes clientes locais eu estou atuando em Brasília mas também em outros lugares. Eu já tive oportunidade de atender clientes de Portugal e EUA e como você disse isso fortalece muito essa experiência que pretendo trazer para minha cidade.

        Boa sorte pra você e parabéns pelos seus artigos no Medium. Estou gostando de todos. Um forte abraço!

        • :) Show de bola Oberdan! Muita sorte e sucesso pra você em 2016! :)

  • Alan Gaio RAzuk

    Olá, venho acompanhando o blog a algum tempo e queria agradecer pela iniciativa. Tem me ajudado muito a pensar várias questões e a me animar com a profissão! Gostei muito desse tema e de conhecer novas formas de se pensar a precificação! Uma coisa que não me sai da cabeça é de como a forma de dar preço mudou. Eu assisti uma palestra com o Ilustrador Montalvo Machado em que ele expôs uma questão que sempre ouvia falar antes de entrar para o mercado de trabalho, e que não foi abordada no podcast. A questão dos direitos autorais. E de como, ao contrário do que disse o grande Walter Mattos (sou seu fã), devemos entender o valor de produto da arte agregado ao produto final. Eu concordo com ele (Montalvo) ao precificar o trabalho, dependendo do tamanho, alcance e faturamento que esse produto final terá, e assim colocar um preço no Design. O que acham?

    • Oi Alan, tudo bom? Primeiramente, muito obrigado pela menção honrosa. :D

      Sobre o tema em questão, não lembro exatamente se chegamos a falar sobre isso na gravação original (que foi editada), em um podcast antigo ou um artigo no meu site, mas enfim, quando vemos esta questão pela ótica de um ilustrador a coisa muda de figura.

      Para mim, que sou designer de marcas, não faz muito sentido exigir direitos sobre a imagem da “marca do cliente”. Assim que eu entrego a marca, ela se torna única e exclusivamente dele. Meu direito de uso, caso o cliente permita, é apenas para portfólio. Por isso fica difícil pensar exclusivamente em porte, alcance, etc. como indicadores do preço do projeto. Mas volto a repetir, essa é uma visão particular. Há quem pratique design de marcas de maneira diferente. É uma questão de escolha.

      No caso de uma ilustração acho que essa preocupação faz bastante sentido. Você pode criar uma ilustração que será usada em uma camiseta, por exemplo, mas a ilustração continua sendo sua – caso isto esteja acordado com o cliente. Aí sim vale pensar na projeção, alcance, etc.. Cada aplicação feita com essa mesma ilustração pode render, por exemplo, comissões diferentes através de clientes diferentes.

      Obrigado mais uma vez e um abraço!

      • Alan Gaio RAzuk

        Vlw por esclarecer Walter! Entendo que realmente a uma diferença quando o assunto é visto pela ótica de um ilustrador, mas confesso que me surpreendi, pois eu ainda imaginava que existia a possibilidade de eu cobrar pelos meus logos e continuar recebendo o direito autoral ao longo da vida por eles, e assim quando fosse velhinho, teria uma renda de todos as minhas criações!

        Fui me inteirar mais sobre o assunto e acabei tendo de aceitar que isso não existe. Como você falou: – ” Assim que eu entrego a marca, ela se torna única e exclusivamente dele. Meu direito de uso, caso o cliente permita, é apenas para portfólio”.

        Pesquisando vi que é isso mesmo: quando a uma transação comercial para a criação do logo fica subentendido que o valor de uso e exploração comercial ou “direito patrimonial” é de quem contrata.

        Para o design fica o direito intelectual, que, pelo que li, esse sim é intransferível, e não pode ser negado, seja pelo cliente ou dono da agência. (Cabendo indenização) Bom… isso já é outra conversa.

        Muito obrigado por responder! Vlw, grande abraço!

    • Fala, Alan!

      Eu concordo com essa sua colocação: “Eu concordo com ele (Montalvo) ao precificar o trabalho, dependendo do tamanho, alcance e faturamento que esse produto final terá, e assim colocar um preço no Design. O que acham?”

      Foi o que tentei trazer para a discussão quando perguntei ao Walter se ele cobraria o mesmo valor para a marca de uma livraria e para a marca de uma rede de livrarias.

      Eu defendo que por mais que o serviço acabe sendo o mesmo, o valor de cada marca é diferente. Pois a marca da rede de livrarias vai acabar impactando mais pessoas. Por isso, na minha opinião, o serviço para essa marca merece ter um preço mais alto.

      Grande abraço e obrigado pela contribuição, Alan!

      • Alan Gaio RAzuk

        Oi Henrique, realmente você apontou isso na conversa. Que bom saber que voce pensa assim também. Eu sou da mesma opinião! Vlw por responder aqui! Grande abraço

  • Rodrigo Bispo

    Ótimo, gostei muito, vou continuar acompanhando o site. Parabéns.

    • Massa, Rodrigo! Que bom que curtiu o site. Logo vamos publicar mais conteúdo. Grande abraço!

  • Ronaldo Serrano

    Curti demais o podcast. Uma atenção especial para o final onde vocês mencionam o valor do tempo, eu vivo batendo nessa tecla com amigos meus e alguns até me acham meio surtado com isso, mas assim como a Dani mencionou na hora de comprar roupa eu penso em todos os momentos “quanto de tempo X coisa vale?”. É o que temos de mais precioso, uma pena ter demorado tanto a perceber isso, agora eu corro atrás e tendo sempre isso em mente nas minhas decisões.

    grande abraço para vocês todos, to sempre aqui acompanhando o podcast! Um ótimo ano novo para todos :)

    • Feliz 2016 pra você também, Ronaldo.

      Sobre sua luta contra o valor/hora, eu e o Henrique temos dois materiais distintos que podem ajudá-lo, não sei se conhece.

      Artigo “Você sabe quanto custa sua hora de trabalho?”: http://waltermattos.com/artigos/voce-sabe-quanto-custa-sua-hora-de-trabalho/

      Freelancer Doc Box (um pacote com documentos essenciais, incluindo planilha de cálculo de hora de trabalho): http://freelancerdocbox.com/

      Espero que ajude, meu caro.

      Grande abraço.

      • Ronaldo Serrano

        Obrigado Walter, conheço os materiais sim!
        Mas o que eu mencionei antes, foi em relação à saber tanto valor do tempo, que ter sempre dúvida do quanto equilibrá-lo na nossa vida, com relação à trabalho, tem com amigos, tempo com família, não necessariamente à precificação de projetos. Afinal, é um recurso limitado.

        • Saquei, Ronaldo!

        • Oi Ronaldo, acho que isso é algo difícil mesmo de se aprender dado o meio em que vivemos… Toda hora, desde cedo e de diversas formas aprendemos que o consumo “valida” a nossa existência. Isso não faz sentido nenhum, mas acabamos comprando esse idéia sem nem perceber. Mas não importa se a gente aprendeu cedo ou tarde (eu aprendi bem tarde tb…), o importante é se dar conta disso e colocar valor no que realmente importa: nosso tempo :) Um dia seus amigos chegam lá :p

        • Fala, Ronaldo!

          Não sei se consegui captar bem sua dúvida…. mas vou pegar o gancho aqui e dar meus pitacos.

          A falta de tempo é uma desculpa básica que a gente inventou pra várias coisas.

          Mas a questão é que a gente tem 24h, tirando 8h que precisamos dormir, sobram ainda 16h.

          Essas 16h a gente tem que distribuir de acordo com nossas prioridades. Boa parte disso vai pro trabalho, porque precisamos nos remunerar pra continuar vivendo numa sociedade capitalista.

          Digamos que você consiga administrar bem seu tempo e mantenha 8h diárias de produção no trabalho. Ainda sobram mais 8h.

          Dessas 8h, você pode tirar 2h pra ver um filme e relaxar a noite. Você pode colocar 3h para gastar com alimentação. Ainda sobram mais 3h pra você colocar em outra coisa.

          Meu ponto aqui é que a gente precisa dominar o tempo. Se você administra ele do jeito correto, você consegue render e fazer tudo o que quer de acordo com suas prioridades.

          O grande problema é que muitas vezes a gente não percebe que tá colocando tempo em coisas banais, como ficar olhando a timeline do facebook por exemplo. Às vezes são horas desperdiçadas em algo que não te agrega muito.

          Grande abraço e que em 2016 a gente consiga dominar melhor o nosso tempo. :)

          • Ronaldo Serrano

            Fala aí Henrique!
            Então, não é a questão de saber dominar o tempo simplesmente e nem é uma dúvida na verdade, na verdade foi um desabafo da angustia que é querer fazer tanto nesse tempo tão curto que temos.

            Tendo que lidar com todos os aspectos na vida, digamos que você separe 12h do dia, que já é coisa demais para trabalho e você tem duas duas coisas que você quer aprender que digamos que vc demore um mínimo de 15 horas para cada uma. Digamos que você consiga tirar duas horas por dia para estudar, você vai demorar 15 dias para concluir isso.

            Estaria tudo bem se você não tivesse sempre com vontade de aprender coisas novas, aí acontece que por mais que seu tempo esteja bem regrado não fique pensando “queria poder me dedicar a isso umas 5horas todos os dias, para que eu consiga desenvolver tal habilidade em um ritmo maior”

            Eu atualmente estou num momento de transição de áreas dentro da carreira e acabo sentindo falta de ter mais tempo disponível para passar mais tempo estudando. Não é que eu não tenha tempo sabe? É mais a questão de você ter noção que estamos sempre abrindo mão de outra coisa. Consciência que muitos não têm.

            Mas sim, que 2016 consigamos administrar ainda melhor o nosso tempo :)
            E que eu consiga ficar mais em paz com a falta de horas no dia. haha

            abs!

          • Saquei, Ronaldo!

            E compartilho dessa angústia também. Sei exatamente o que você sente. Também sinto falta de poder me dedicar a várias outras coisas, e o bizarro é que essa angústia só aumenta depois que você passa dos 30. haha

            Fica a dica pra quem é mais novo e tem pouca coisa na pauta ainda: aproveite seu tempo livre da melhor maneira possível. :)

            Abraço!

          • Ronaldo Serrano

            Nem fala, cheguei nos meus 30 há alguns meses, to nesse turbilhão fazem 5 anos, queria ter começado a pensar há 15. Mas como não tem como voltar atrás, nem reorganizar o tempo que já foi gasto, a gente vai em frente tentando dar nosso jeito sem surtar no processo.

            abs!

    • Eu também faço isso, sempre que vejo algo que quero comprar eu imagino quantas horas do meu trabalho serão necessárias pra pagar aquilo. É muito bom ter isso em mente… assim a gente começa a desenvolver a nossa inteligência financeira.

      Abraço e obrigado por comentar, Ronaldo!

  • Daniella

    Engraçado que antes de sair esse podcast, eu estava me perguntando porque tinham tantos homens nas conversas. Não que seja algo ruim (longe disso), mas entenda, eu sou uma mulher, estou começando a trabalhar com design mas estou ouvindo um podcast recheado de homens. Tem problema isso? Claro que não, mas vezes eu me perguntava “será que para uma mulher é assim, será que é diferente…?” Não acho que isso aconteça só com o Aparelho Elétrico. Acompanho o Anticast, por exemplo, e nos primeiros anos que eles focavam em design, não tinham muitas participações femininas também. Não entendo bem porque isso acontece..
    Então Henrique, quando saiu esse novo podcast com a Dani, significou muito para mim! Quando ela falou que trabalha como freelancer e que tem filhos, NOSSA! É banal uma freelancer ter filhos, pode ser, mas eu não sabia porque nunca tinha visto. Claro, não tenho muita experiência, não tenho muitos contatos mas, ainda assim. Quem sabe quando eu quiser ter filhos não vou estar super assustada em trabalhar como freelancer. Entende o que quero dizer?
    Então, parabéns de novo por ter convidado ela para o programa pois, talvez tenha mais mulheres na mesma situação que a minha e que também se sentiu mais aliviada (ou algum outro sentimento positivo) em ouvir uma voz feminina.
    Infelizmente, não tenho sugestão de outras mulheres para te indicar (o que me assusta um pouco). Será que a própria Dani não teria? Será que ela teria algo a dizer sobre isso: mulheres freelancers? Isso é relevante? Isso importa? Não sei, ainda estou me questionando sobre isso MAS, com a participação dela já fico bastante feliz.

    • Brigadão por comentar aqui, Daniella! Com certeza agora vamos nos esforçar sempre para ter sempre mulheres participando. Precisamos de participações femininas. Fico feliz que tenha curtido a participação da @disqus_ED6tid9eeH:disqus. Eu também gostei. ;)

      Aos poucos eu acho que vamos ter outras participantes também. E reforço aqui: indicações são bem vindas.

      Grande abraço, Daniella! Feliz 2016!

    • Olá Daniella, “quase” xará (eu sou DanielE :). A questão da representatividade é muito importante mesmo! Sei como você se sente. É sempre legal trocar experiências – com qq pessoa, independente do gênero. Mas é muito legal poder ter alguém com quem se identificar, pra gente não ficar com aquela sensação de “sou só eu?”. Por muitos anos na minha carreira eu tive a mesma sensação que você mas sem conseguir expressar de forma tão clara como você expressou aqui. As vezes parece que o mercado é só de homens, mas não é não!! :) Hoje em dia, por exemplo, tem um movimento muito forte de empreendorismo e protagonismo feminino, alguns inclusive dedicados a mães que desejam empreender – em qualquer área. Eu participo de alguns grupos de mães home office e mães empreendedoras no facebook e é bem legal trocar experiência com outras mulheres. Eu não sei se existem grupos só para freelas mulheres, mas seria legal ter… É algo a se pensar né? Teoricamente, ser freelancer homem, mulher, gay, trans, não faz a menor diferença… O que importa é a qualidade do trabalho, claro. Mas as dificuldades que as mulheres encontram no mundo freelancer são bem próximas daquelas encontradas no mercado de trabalho convencional – parece que precisamos ser 3 vezes melhor que um homem para que nos considerem “boa”. Isso é fruto da mentalidade de uma sociedade patriarcal e, felizmente, está mudando aos poucos. É uma discussão bem longa e não vou entrar nela agora. Mas resumindo: sim, mulheres podem ser freelas! :) Podem ser bem sucedidas nisso, basta correr atrás. E dá até pra ter filhos – é preciso planejamento e organização (um filho muda tudo na vida e licença maternidade é algo muito importante). No caso dos filhos, um parceiro que te apoie faz toda diferença é claro (mas já li histórias de mães solteiras bem sucedidas tb – deve ser sofrido, mas tb é possível :) Dito isso, eu sou freela e por muito tempo minha vida foi um caos :p (ainda é as vezes) Por isso aconselho o planejamento e organização :p Mas olha, hoje eu não troco meu home office e liberdade por nada! É bom demais. Boa sorte aí e fique a vontade para entrar em contato. Sororidade :) Grande abraço!

      • Daniella

        Que surpresa boa ler o teu comentário Dani!! Obrigada pelo retorno! É realmente uma sensação estranha que eu sentia/sinto do tipo “ah, é claro que é comum ver uma mulher freela… mas… por que vejo mais homens? Por que me pego toda hora pensando nisso?” Sabe? É até difícil explicar… mas isso que você comentou que parece que nós temos de ser 3 vezes melhores para nos considerarem boas, me parece algo que acontece mesmo. Já ouvi isso de outras mulheres também (que trabalham com design mas que não são freelas). Realmente, trata-se de um assunto bem longo (e bem sério né?) que pode ser mais aprofundado em outro momento. Mas fico mais aliviada que, aos poucos, isso esteja mudando e com o seu otimismo hahaha isso me deixa mais otimista também :) Vou procurar me envolver mais em grupos para discutir sobre o assunto mas é como você falou, independente do sexo, estilo, personalidade…o que importa é ser um bom profissional! Se esforçar e correr atrás! Obrigada por dividir comigo (e com quem esteja lendo, especialmente outras mulheres) algumas das tuas experiências, com certeza já me sinto mais animada em trabalhar como freela. Como eu falei no comentário anterior, estou começando agora a trabalhar e não tenho muita experiência, então o teu comentário já me deu um empurrããããozãão! Muito obrigada! E obrigada Henrique também né, sempre com as portas abertas pra conversar e por dar importância a participação feminina! Um forte abraço para vocês dois! :)

        • :D <3<3 Daniella, eu é que agradeço seu comentário! Vai lá, em frente! Boa sorte e qq coisa, pede ajuda ;)

        • Eu que te agradeço por tocar nesse ponto e nos dar a oportunidade de falar sobre. :)

          Abração, Daniella! :)

        • Esse é um ponto interessante e acho que merece mais discussão, realmente. Lembro do Henrique me falando que sentia falta de uma voz feminina no podcast. Foi interessante ver como rele conseguiu resolver a questão de maneira tão rápida e trouxe uma voz que não só encaixou, como complementou perfeitamente. Se não me engano este foi o podcast que mais rendeu bate-papo em off. Estávamos todos muito entrosados, mesmo discordando sobre alguns aspectos – o que foi ótimo para expandir a mente.

          Devo dizer que há tempos esta questão é algo que me incomoda também. Desde o início do meu trabalho como produtor de conteúdo notei que as mulheres ocupam menos de 18% dos leitores do meu blog e do canal no Youtube. Já cheguei a pensar que o problema poderia estar na forma como falo (ou escrevo), mas realmente acho que não é o caso.

          Talvez a resposta esteja apenas na relação proporcional entre o número de “mulheres designers” VS “homens designers”. Vai saber…

          Um abraço.

          • Daniella

            Walter, fica tranquilo, (pelo menos eu acho) que não é a forma que você escreve, não. Conheci o teu blog faz pouquíssimo tempo (uma amiga que me indicou, olha só que bacana) e desde então estou sempre lá. E estou pensando agora numa coisa que o Henrique me falou por e-mail: que talvez as mulheres não se sintam tão a vontade em participar, como os homens. Eu concordo. Principalmente, por exemplo, se numa sessão de comentários tiver SÓ comentários de homens. Talvez isso iniba um pouco, entende? Imagina uma menina que comentou em um blog, por exemplo, e teve como resposta algo do tipo “volta pra cozinha”. Isso acontece, muito! Provavelmente essa menina não vai se sentir a vontade de comentar mais em nenhum outro lugar.

            Não sei, posso estar errada mas eu acho que a resposta disso seja ainda mais profundo do que a relação proporcional entre o número de homens e mulheres designers…

            Abraço Walter (teu blog está me ajudando muito, valeu e parabéns pelo trabalho!)

          • Walter, isso aí é assunto para uns 5 podcasts :p Mas o principal é a questão da representatividade mesmo. Como meninas/mulheres, a gente cresce vendo “só” homens como protagonistas nos filmes, séries, livros, histórias. Pode parecer nada, mas isso faz uma diferença enorme na auto percepção da pessoa. É como a Daniella falou: a gente não se sente a vontade com o protagonismo e se encolhe – é uma longa estrada o aprendizado de sair desse condicionamento. Bom, mas não vou me alongar não que a discussão aqui não é essa. De qq forma é muito legal encontrar parceria em vc e no Henrique para lidar com essas questões. Sonho em ver várias mulheres freelas botando pra quebrar nesse mercado! :) Se essa minha participação no podcast for mais um empurrãozinho pra isso, eu fico feliz demais!

          • Oi, Dani. Engraçado como parece ser óbvia essa percepção das mulheres sobre o mundo, mas é algo realmente muito pessoal. Depois de ler seu texto caiu uma ficha que nunca tinha caído antes, por mais que se leia e se ouça falar sobre o assunto. Me parece que o mundo está tentando evoluir nesse sentido. Além das várias lideranças femininas e movimentos de inclusão e igualidade recentes no mundo todo, 2015 foi o ano de mulheres protagonistas no cinema e nas séries. E independentemente do filme, muito além de entretenimento cinema é um formador de opinião e, quando a informação é bem direcionada, abre a mente de muita gente. Não sei se isso é bom ou ruim, mas tanto o cinema quanto a mídia em geral têm mais força que muitos outros meios mais “sérios”, por assim dizer.
            Bom, estou torcendo pra que o Henrique arrume um tempinho pra gente soltar mais um podcast bacana!
            Beijão.

          • Já tô com um assunto aqui na manga. O desafio agora vai ser o fuso horário… haha

  • João Marcos Rosa

    Muito manero esse episódio!! Transpondo tudo que vocês falaram sobre precificação pro universo do tradutor/redator, é muito difícil estabelecer um preço fixo por hora ou palavra (senão impossível!). Cada assunto demanda um esforço diferente dependendo da pessoa. Eu, por exemplo, cobraria muito mais pra traduzir um texto sobre “Os Melhores Sutiãs Para Se Andar a Cavalo” do que um artigo sobre Star Wars, porque eu não sei nada sobre cavalos, muito mais de sutiãs (acreditem… eu já traduzi um texto sobre isso hehehe)

    • Muito bem colocado, João! Acontece comigo também… eu sinto que perco competitividade em alguns serviços por não ser nativo daquela área. Sei que vou demorar mais tempo pra chegar em um resultado satisfatório e em função disso acabo computando essas horas no orçamento. Nestes casos, dificilmente consigo fechar.

      Grande abraço!

      P.S: fiquei curioso sobre esse texto que você mencionou. ;)

  • Bruno L.

    Como sempre mais um ótimo bate-papo.
    Muito produtivo, vai me ajudar muito a “nortear” a criação dos orçamentos.
    Valeu, Henrique!

    • Que beleza, Bruno! Fico feliz que a gente tenha conseguido gerar bons insights.
      Grande abraço e boa sorte nos novos orçamentos!

  • Gabriel Gonçalves

    Ba cara, um podcast esclarecedor. Eu já passei por algumas situações citadas e que se tivesse ouvido esse podcast antes, agiria de forma totalmente diferente. E para agregar, caso alguém leia, se tu tiver um cliente que mantem o contato contigo porque tu abaixou o teu preço ideal, experimenta aumentar o preço. O ano virou, muito imposto subiu e essa desculpa se torna uma coisa justificável, é muito chato perder o “tesão” de trabalhar em um projeto por causa de um cliente.

    • Fala, Gabriel! Que bom que curtiu esse episódio. E concordo com você, a virada de ano justifica uma nova tabela de preços, sem contar a crise. É bom manter uma política de reajuste da sua hora de trabalho também. Quem sabe uma vez por ano.

      Grande abraço e obrigado por participar aqui nos comentários.

  • Mayck Xavier

    Queria saber qual é o post que a Dani Lima fala sobre os fatores multiplicadores de valor.

    • Fala, Mayck! Aqui no blog você encontra um artigo sobre formação de preços http://aparelhoeletrico.com/negocios/formacao-de-precos/.

      Mas se não me engano a Dani falou algo sobre markup neste episódio. Tu lembra @disqus_ED6tid9eeH:disqus, conhece algum artigo que mostre como fazer isso? Brigadão! :)

      Abraços!

      • Mayck Xavier

        Eu li o post no blog, mas a Dani comenta sobre o post de alguém que tem uns fatores de multiplicação de valor do tipo “não estou interessado no projeto”, ele multiplica o valor por 1.2, por exemplo.

    • Ola Mayck! Vou ver aqui se encontro nas minhas referencias… tem tempo que li este post…

    • Call me Google Master pq eu achei o link! Eu nao tinha aqui mas catei la pelo Google e achei :p
      http://ivomynttinen.com/blog/a-different-approach-to-charging-clients-as-a-freelancer

      • Mayck Xavier

        Muito bom!
        Obrigado, Dani!

  • Thiago DaCosta

    O podcast está fora do ar?

    • Oi, Thiago! Infelizmente sim… tivemos um imprevisto com o SoundCloud, somente os dois episódios mais recentes estão disponíveis. Já estou correndo aqui pra resolver. Peço desculpas.

      Abraço!

  • Vim ver os comments desta edição só agora(9 meses depois), mas mesmo tarde é bom saber que um podcast tão focado como este trás esse tipo de reflexão como a que as #Danis (hihi) expuseram-nos aqui.

    • Que legal que curtiu, Victor!

      Os comentários dariam um programa a parte. É como a gente costuma dizer, nosso papel é só colocar o assunto em pauta. Todo mundo está convidado a vir e interagir. Essa troca de experiências é muito legal. Todo mundo sai ganhando. :)

      Grande abraço!

      • Mais uma vez eu que agradeço vocês pela dedicação :)

  • Pô Henrique, tô ouvindo só hoje o podcast. Faço com prazer o novo layout.
    Vê aí alguns jobs https://www.flickr.com/photos/samuraidesign/albums/72157651902998047
    Parabéns, top esse podcast como sempre. Abraço velho!

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