Podcast: Perfeccionismo. Herói ou Vilão?
 Publicado: 12/12/2016 Atualizado: 15/12/2016

Podcast: Perfeccionismo. Herói ou Vilão?

Talvez o seu nível de exigência com o seu próprio trabalho esteja minando a sua produtividade.
  Por Henrique Pochmann
O perfeccionismo é o seu malvado favorito?

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Henrique Pochmann, Fran Candy, Tati Hardt, Vinny Campos e Walter Mattos conversam sobre o quanto um nível de exigência extremo com seu próprio trabalho pode acabar prejudicando a sua carreira. Você se orgulha de ser perfeccionista? Talvez mude de opinião após este episódio. Vem ouvir!

 

Participantes deste episódio

freelancer-henrique-pochmann

Henrique Pochmann
Editor no Aparelho Elétrico.

freelancer-em-ilustracao-franciane-bourscheidt Fran Candy
Ilustradora no Estúdio Candy.

Tati Hardt
Ilustradora no Tati Hardt.

vinny-campos-freelancer-e-nomade-digital

Vinny Campos
Designer no Studio Lhama e nômade no A Path to Somewhere.

Designer Freelancer Walter Mattos

Walter Mattos
Designer no waltermattos.com.

Tópicos deste podcast

E você, como encara o perfeccionismo?

Seja você um perfeccionista ou não, conta pra gente aqui nos comentários. Queremos saber se você já tinha pensado nesse assunto e como vem lidando com isso. 

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Publicado por:
Henrique Pochmann

Criou o Aparelho Elétrico em 2014. Produz e apresenta o podcast do blog. Trabalha com marketing digital desde 2002. Quer mais tempo para colocar outros projetos em prática, quer uma bicicleta e quer uma bio mais legal também.


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Participe da Conversa
  • Wellington Knabbenn

    Segunda-feira chego na agência e logo cedo tem um Podcast sobre perfeccionismo. Baita tapa na cara pra começar a semana.
    Eu tenho problemas sérios com isso, profissionalmente não (nesse caso, tento melhor entender as necessidades do cliente e não as minhas), mas quanto aos projetos pessoais, eu tenho muito.
    Eu simplesmente não termino os projetos que começo. Penso que pelo fato de serem projetos pessoais eu acabo me cobrando muito. Meu Blog pessoal já teve mais revisões no layout do que artigos postados (inclusive está em manutenção novamente, por detalhes mínimos). Tenho a impressão de que ainda não consegui “preparar o campo” para iniciar o jogo. Fico tentando deixar tudo certinho antes de começar a produzir, e isso está me estagnando muito.
    Quando chego na metade de um projeto e surge outra ideia nova, eu abandono a ideia anterior e começo a nova. Isso virou um loop na minha vida.

    • Vinny Campos

      Somos 2 cara! Mas virada de ano é ótimo pra isso né, no mínimo para prometer que vai lançar! Eu após o programa, mesmo tendo participado, me senti quase como um ouvinte, aprendendo a lidar com isso em relação aos projetos pessoais! Então bora botar os betas na praça @wellingtonknabbenn:disqus !

    • Somos 3!

      Tenho buscado melhorar nessa questão e o que me ajuda muito é o lance do “consertar a roda com o carro andando”. No caso do blog eu penso: é melhor que o artigo esteja no ar mesmo que não esteja com o melhor layout, assim pelo menos quem precisa muito daquela informação vai conseguir encontrar, mesmo que ela não esteja com a melhor “roupa”.

      O bom é que projetos web permitem “melhoramento contínuo”. Podemos ir deixando ele cada vez mais redondo com o tempo.

      É uma pena, mas já vi muito profissional bom perder o fôlego e desistir dos seus projetos devido a cobrança exagerada com o próprio trabalho e desejo de aprovação das outras pessoas. Pessoas essas que na maioria das vezes nem são o público alvo do projeto. E provavelmente não estão dando a mínima para o que o cara está fazendo.

      Ser sempre sucesso de público e crítica é utópico. Precisamos desapegar.

  • João Lucas

    O conceito de perfeccionismo é um tanto quanto relativo, até porque pra você determinada marca que você está desenvolvendo pode não está da melhor maneira(como se estivesse faltando algo) e você continua trabalhando, querendo melhorar a todo custo, mas pro seu cliente poderia estar perfeita logo na primeira finalização da marca, e como foi levantado no podcast o projeto é pro cliente, você tem um prazo a seguir, não é simplesmente pra colocar em seu portfólio.
    Acredito que o perfeccionismo é legal no sentido de você querer o melhor, analisar o projeto com cuidado (evitando erros) mas respeitando um limite, como o prazo de entrega, se vejo que estou trabalhando demais no projeto e tenho outras etapas a serem cumpridas mas o tempo está estourando, busco parar e refletir “Será que já não está bom e estou me cobrando demais,querendo ser “igual” ao outro que admiro?”, esse é o perigo do perfeccionismo, se cobrar demais, querer algo que em certos casos não vai nem chegar a acontecer ou não há necessidade você está perdendo tempo.
    Bem, esse é minha opinião. Aproveito o momento pra agradecer a todos por fornecer esse conteúdo de tamanha importância para mim (que estou começando na área) assim como para outros. É de pessoas assim que o mundo precisa.Pessoas dispostas a ajudar a outras, sem medo de concorrência ou algo do tipo.
    Abraço a todos.

    • Será que já não está bom e estou me cobrando demais,querendo ser “igual” ao outro que admiro?”

      Bela colocação, João!

      Acho que um dos grandes perigos do perfeccionismo é esse mesmo: a comparação. A gente fica achando que o trabalho do outro é melhor. Ou às vezes a gente sabe que nosso trabalho é melhor mas não recebe tanto destaque quanto o do outro e aí vem a frustração. É preciso estar alerta a esses pensamentos e sair desse looping de desgraça. =)

      Obrigado pela colaboração! Grande abraço!

  • TatiHardt

    Só gostaria de dizer que as obras continuam! Hahaha

    Podcast lindão, obrigada pelo convite Henrique. E obrigada aos demais participantes por esse papo bacana que a gente teve, adorei conhecer vocês! :D

    • Valeu, Tati. :D

    • Eu que te agradeço por sempre estar participando e compartilhando tuas experiências com a gente, queridona! Que seja o primeiro de vários. =)

  • Sebastian Baltazar

    Mano! Super feliz de ouvir sempre os PodCasts do Aparelho! Parabéns pelo trabalho, pela dedicação <3

    • Grande Sebastian! Eu que fico feliz em saber que os podcasts estão agradando. =)
      Obrigado pelo ótimo feedback, meu caro.

  • Sebastian Baltazar

    Acredito que há uma grande diferença entre perfeccionismo e Masterização. Eu diria que a forma como o Walter faz o trabalho dele é bem conectado ao conceito de nasterizar, estar sempre melhorando o próprio trabalho. Acho que diferença está em como vc lida com esse sentimento, como falaram no podcast, quando isso começa a atrapalhar a vida (trabalhos e afins), chegamos a um nível exagerado de exigência…

    O mesmo vale para seu exemplo, que inclusive tu compartilhou Henrique, sobre o site, tem tudo a ver (ou haver??)
    Seguir em frente é essencial, mas é necessário aprender a lidar com todas as críticas e afins.

    São tantas histórias que fixa difícil não querer comentar tudo, hehe…
    Fico extremamente feliz quando ouço vcs falando de vossos trabalhos e o quanto me identifico em nível de auto conhecimento! Puxa é tão difícil encontrar pessoas para compartilhar e que compreenda a necessidade do auto conhecimento, essencialmente para empreendedores (não só, é claro!).

    Enfim parabéns e vamos seguindo!

    Gratidão por compartilhar conosco aqui do lado de cá!

    • Obrigado pelas palavras, Sebastian. :)

      • Sebastian Baltazar

        Obrigado vcs por continuarem com esse conteúdo incrível! @waltermattos:disqus sou SUPER fã do seu trabalho! Abraços!

    • Boa, Sebastian! Interessante a questão do “masterização”, acho que não conhecia esse termo.

      Obrigado por contribuir, meu velho.

      Grande abraço!

      • Sebastian Baltazar

        Imagina Henrique! É um prazer! Eu conheci esse termo através da Tania Mujica, uma Coaching que conheci uns meses atrás e hoje utilizo ele na nossa metodologia, aqui no Studio! Acho que vi um post sobre meditação por aqui uma vez, até comentei sobre ela, pois tem mudado muito minha forma de ver a vida… Enfim, acho que realmente é termo digno do trabalho de quem se preocupar em entregar sempre o melhor, sem prejudicar prazos e etc… Cara, sucesso demais aí pelos PodCasts! Não estive participando dos outros, mas garanto minha participação em todos os próximos! Gratidão novamente, pelo excelente conteúdo (sempre masterizado) que nos promove!

      • Sebastian Baltazar

        Alias, a ideia da Meditação tem tudo a ver com quem geralmente procrastina e busca o autoconhecimento… Já pensou em trazer o tema para os pod? Digo, falar sobre como meditação pode ajudar na produtividade? Enfim, já fica aí a dica, rs! Abraços!

  • Iure Figueira

    Primeiramente, honra é pouco pela citação no programa de hoje! (Consegui resistir a piadinha) Como a galera tem falado aqui, contribuir é o mínimo pra agradecer!

    Sobre o tema, uma lenha para a fogueira: Talvez a maior diferença entre nós profissionais da comunicação e de engenheiros e médicos, é que dificilmente vamos ser cobrados por um cálculo ali ou um bisturi deixado num lugar errado, e tudo porque os problemas que resolvemos são subjetivos e isso tende a dificultar um pouco.

    E pensando melhor agora, talvez a gente consiga fazer bom uso do perfeccionismo se a gente restringir ele dentro de uma metodologia de trabalho. Talvez assim, e tendo uma noção do todo e do objetivo daquilo que estamos envolvido, sejamos um tanto quanto criteriosos e ponderados com esse lance de perfeição aí.

    Até porque nenhuma solução nossa é atemporal… Né?
    *música dramática no fundo*

    Obrigado mais uma vez pelo conteúdo pessoal!

    • Grande Iure Figueira, praticamente o Casagrande do Aparelho Elétrico. Comentarista oficial! :)

      “É o que temos pra hoje” é a minha frase para moderar o perfeccionismo exacerbado. Se eu vejo que entrei em um looping de melhorias desnecessárias, solto essa pra mim mesmo e me livro de todo o mal. É uma forma de me alertar que dentro daquela situação, com aquelas cartas, é o que posso fazer.

      Grande abraço e obrigado por estar sempre participando, meu caro.

  • Walysson Marcelino

    Bom dia, boa tarde ou boa noite a todos, para ser mais aberto com vocês, eu tenho um grande problema em relação a ansiedade e ao perfeccionismo, eu quase nunca, consigo ficar feliz com meus resultados, isso é um grande problema para mim e para minha família, eu tenho uma filha de 1 ano e 3 meses e ela está começando a descobrir coisas novas. E cara, como que trabalha com uma “fedelhinha” mais gostosa do mundo, querendo atenção, e encarar a família julgando, e jogando na cara, “fica sentado na frente do computador o dia inteiro”. Além de tentar ser o mais produtivo possível e enfrentar esses dois inimigos, Ansiedade e Perfeccionismo? É claro que sou novo no ramo de Design, ainda estou aprendendo, mas ainda assim, o pouco que eu faço, não é o bastante.

    O meu grande passo, para identificar que eu tenho esses probleminhas, foi literalmente, me sentar em frente ao espelho, e falar para mim mesmo, que eu não sou todo mundo e que eu não sou perfeito e nunca vou ser, vou falhar, errar, cair e sempre. Como a Fran disse, o negócio é buscar autoconhecimento e se, entender. Quando conseguimos nos criticar, é possível trabalhar melhor o nosso lado criativo, creio que tudo ao nosso redor, influência diretamente no nosso lado criativo e se você é uma pessoa que se vê como um perfeccionista nato, é mais complicado ainda, pois o ambiente não vai estar propício para trabalhar, sua organização não vai ser o suficiente, o clima vai te afetar, tudo, exatamente tudo, te deixa mais ansioso e perdido.

    Bom, fico por aqui, agradeço demais por esse episódio esclarecedor, de vários pontos que me tocam, tanto pessoalmente, quanto profissionalmente e que me levam a questionar, até quando eu vou conseguir segurar a barra para trabalhar como designer/freelancer? Como vou conciliar o que eu amo, com as pessoas que eu amo e com esses problemas que me assombram?

    Como disse a @TatiHardt:disqus vamos levar a vida mais leve e é isso aí.
    Um Forte abraço, até mais.

    • TatiHardt

      Oi Walysson! Compartilho muito desse seu sentimento de ansiedade. Por isso que eu bato sempre na mesma tecla do quanto a terapia me faz bem e recomendo a todos. Pede indicação de algum psicólogo(a) pros amigos, assim você acaba achando alguém que caiba no seu orçamento. Investir na sua saúde mental é uma das melhores coisas que você pode fazer para si mesmo e para sua família. Ah, sou muito a favor da terapia cognitivo-comportamental nesse caso.

      Fico feliz que tenha gostado do podcast e obrigada pelo comentário :)

      • Boa, Tati! Terapia é a academia do cérebro. Muito bom pra deixar tudo organizado e os pensamentos mais saudáveis. :)

      • Walysson Marcelino

        Cara, eu dou maior força pra todos que fazem terapia, só eu que ainda não cheguei a fazer, mas faz falta demais. Acho bacana demais essa ideia e é aquela, a saúde mental é essencial para trabalhar né, sem isso, ninguém funciona. Valew demais Tati.

    • Fala, Walysson!

      Muito bacana teu relato, cara. Vou te dizer que você está muito próximo de resolver essa situação. Tomar conhecimento de que ela existe e está te afetando é o primeiro passo em direção a uma solução.

      Fico feliz que o podcast tenha te feito pensar a respeito do assunto. O lance é essa mesmo, não nos cobrarmos tanto, levar os jobs mais leves, nosso trabalho não é questão de vida ou morte.

      Fazer um bom trabalho é fundamental, mas isso não pode afetar nossa saúde mental/bem estar.

      Grande abraço e obrigado por comentar.

      • Walysson Marcelino

        @henriquepcm:disqus é um prazer na verdade, participar aqui. eu rogo para que esse podcast sempre cresça, e na moral, você está no caminho certo meu velho. Um abraço e é nóis. obs: No “pós-crédito” do aparelho, eu achei que @vinnycampos:disqus tinha dormido de novo. Mas ta bom…kkk até mais.

  • leandro

    Adorei o Podcast. Me fez perceber melhor minhas ações como profissional, bom saber que tem pessoas que compartilham de pensamentos semelhantes! ;)
    Henrique e seus convidados sempre com excelentes debates! <3

    • Fico feliz que tenha curtido, Leandro!

      Perfeccionismo é um assunto sério que volta e meia tratamos com uma certa banalidade. É importante botar estes tópicos na roda e dar a devida importância. Acho que tem muita gente por aí sofrendo com isso sem perceber.

      Grande abraço e obrigado pelo comentário!

  • Acabei não conseguindo deixar claro durante a gravação um ponto de vista. Vou tentar explicar melhor aqui.

    Acho que só podemos atingir 100% de satisfação dos clientes de um projeto. Mas o perfeccionista acaba se desgastando como se pudesse atingir 200%. Ele trabalha como se todo mundo fosse tão exigente quanto ele. Por isso mencionei que seria mais interessante dividir essa energia em dois projetos.

  • Outro ponto que acabamos não mencionando é que o freelancer tem seu faturamento limitado por sua capacidade de produção.

    Digamos que o freelancer precise, para pagar suas contas e viver bem, entregar 5 projetos por mês. Em uma situação como essa, o perfeccionista se vê ansioso porque ele quer o mês todo para trabalhar em apenas 1 projeto. Ele acredita que só assim vai fazer um bom trabalho. Só que entregando apenas um projeto, ele terá a satisfação de um trabalho bem feito, porém não terá a renda que precisa. Já me vi nessa sinuca de bico várias vezes.

    Em um cenário onde o perfeccionista já pode se dar ao luxo de fazer apenas um projeto por mês e ser bem pago por isso, ok. Perfeito! Mas sabemos que essa não é a realidade do nosso mercado. Em grande parte, os clientes pagam pouco e é preciso suar muito a camiseta pra chegar nessa patamar.

    É uma equação difícil de resolver.

    • Vinny Campos

      Ótimo ponto!

  • Jeciley Di Género JG

    Muito bom este tema e oradores também são ótimos como sempre … Eu sou um perfeccionista em tudo que eu faço até para procrastinar, kkkkkk, depois de ler vários artigos e ter visto vários videos de especialistas. Estou a diminuir este probleminha.

    • Fala, Jeciley! Tudo certo por aí?

      Procrastinar é o que eu faço de melhor também! #tamojunto

      Muito obrigado pelo comentário, meu caro!

      Grande abraço!

  • Bruna Marzarotto

    Adorei o tema do podcast :)
    Acho que toda pessoa que trabalha com criatividade é um pouco perfeccionista, e como foi comentado, acredito que o fator principal é o medo de errar e do julgamento dos outros.
    Muito bom!

    • Que bom que curtiu, Bruna!

      Exatamente, esse dois pontos são bem importantes.

      Acho que o perfeccionista tende a achar que o trabalho dele é uma extensão dele mesmo. Assim ele acredita que se o seu trabalho é ruim, logo ele é ruim também. Assim ele vai evitando ao máximo algum movimento que possa colocar em risco a sua própria reputação. Bem complexo isso.

      Obrigado por participar. :)

  • 1 2

    hum legal

  • Leander dos Santos

    Boa noite pessoal! Então, o tempo que tenho trabalhando como designer gráfico fez com que eu deixasse o perfeccionismo de lado. Eu comecei minha carreira de Designer em gráfica, um lugar onde o que você mais quer é ser perfeccionista mas não tem tempo pra isso. Quando comecei a trabalhar em agência e começou aumentar a quantidade serviços freelance, comecei a me deparar com as reprovações de clientes e vi que quando isto acontece diminui o prazo de entrega do job e o que seria perfeito acaba saindo fora de controle. Como todos sabemos, mesmo tendo um Briefing bem elaborado reprovações acontecem, aqui em Minas tem um ditado que é muito usado que é o “gosto é que nem ( * ) cada um tem o seu”, isso quer dizer que o que é perfeição para você pode não ser para o seu cliente. Quando acontece isto, o seu perfeito se torna um defeito que se torna um problema, porque você vai fazer um menos dedicado que o cliente vai gostar. Nesse momento que começamos a analisar: – Perdi 20 dias para fazer uma parada fina para o cliente e ele aprova um que fiz pelas coxas com uma semana. Como o Walter Mattos falou, eu também não tenho o hábito de apresentar rascunho para o cliente. Acho que quando se apresenta um rascunho, a cabeça do cliente se enche de ideias a partir daquela imagem e aumentam as chances de ele reprovar o trabalho no final, pois ele já cria uma representação mental do que seria o final daquele esboço. Então para resolver este tipo de problema de perder muito tempo em algo que pode ser reprovado, quase sempre eu busco opiniões de amigos. Pergunto para uns dois amigos que trabalham com comunicação e para outros dois que sejam leigos em questão de conhecimento em criação que teriam a visão de dois clientes no caso, faço uma porcentagem em cima das respostas e vejo o que alterar ou não alterar para apresentar para o cliente o trabalho finalizado. Agora quando o trabalho é para mim eu costumo dedicar um pouco mais porém me policio porque senão o trampo nunca sai. Eu me aventurei em produzir algumas músicas assim como o Henrique rs, mas foi uma experiência bacana. Eu tinha um amigo produtor que me dava uma consultoria gratuita online para eu aprender a trabalhar com os softwares de produção e ele também era o primeiro a escutar o som e dar os pitacos. A primeira música lancei ela e não ficou muito boa a produção, porém a segunda já teve uma grande evolução. A segunda música ele falou que podia fazer algumas alterações mas chegamos a uma conclusão que sempre vai ter algo a melhorar e nunca vai chegar ao fim. Eu acredito que os grandes criadores sempre veem algo a melhorar em sua obra mas chega uma hora que o filho tem que nascer e sempre vai existir uma outra oportunidade para fazer melhor mesmo que seja pra outro cliente. Aproveitando o momento pra fazer um jabá, quem quiser escutar as aventuras sonoplásticas da banda de um homem só segue o link: https://soundcloud.com/leander-dogueto/tracks

    Aquele abraço!

    • Fala, Leander!

      Concordo bastante com teu comentário. O perfeccionismo complica muito o meio de campo quando cliente e profissional estão desalinhados quanto ao que é um bom resultado do produto final. Se você tem uma visão e o cliente tem outra, esse impasse pode gerar muita refação e consequentemente perda de tempo.

      A questão de gradar o cliente também é complexa. Porque nem sempre o cliente é o público alvo dele. Ás vezes ele gosta de algo, mas o cliente dele não vai curtir. Por mais que ele seja o cara que mais entende do próprio negócio, acho que é importante manter o foco não em agradar o cliente diretamente, mas o cliente do cliente.

      Quanto a experiência de gravar músicas em casa, talvez no podcast tenha parecido que não gostei da experiência. O fato é que curto muito. Só achei que, neste caso específico, o perfeccionismo me travou, fez eu entrar em um loopiing infinito de refações e isso não é nada produtivo. Poderia ter distribuído essa energia em mais músicas e colhido melhores resultados.

      Concordo que a música nunca tá pronta. Sempre vai existir a vontade de mudar algo aqui outra coisa ali. Imagino esses caras tipo os Stones que tocam as mesmas músicas há anos… deve ser insano tocar ela sempre igual.

      Grande abraço e obrigado por participar, meu caro!

  • Cheguei mais uma vez pelas mãos (🤔 mãos?) do @waltermattos:disqus e adorei o pod. Trabalho com design há pouco tempo, quase dez meses, mas desenho há 17 anos. Foi só o tempo de aprender as ferramentas de design (PSD, AI) para começar a ouvir os comentários – “Você é muito perfeccionista.”

    Hoje tento equilibrar produtividade e qualidade e tenho ficado satisfeito com os resultados. Tenho clientes de 3ª geração e me sinto orgulhoso por isso.

    Ansioso para o próximo podcast. Se ele não sair em tempo oportuno já saberei qual o motivo, rs.

    Forte abraço a todos! Parabéns pelo trabalho @henriquepcm:disqus.

    • Boa, Luan!

      Isso aí, equilibrar qualidade e produtividade. Acho que esse é o caminho.

      Grande abraço e obrigado por participar.

  • Manú Freitas

    Descobri o programa hoje e esse título foi o que mais me chamou atenção.
    Após ouvi-lo, só posso dizer que não podia ter vindo em hora melhor: estava parada na frente de um arquivo de Indesign, procrastinado apenas por saber que o eu colocasse no papel não seria “tão bom” como o que estava na minha cabeça.

    Parabéns pelo trabalho, vou ouvir todos :)

    • Oi, Manú! Seja bem vinda.

      Que bom que o podcast te ajudou. Isso aí, o espírito é esse mesmo, não deixar o perfeccionismo te frear… de um jeito ou de outro, a coisa precisa andar. :)

      Espero que tenha gostado dos outros episódios também.

      Abração!

  • Augusto Morais

    Pessoal, parabéns!

    Acredito que, depois desse podcast, posso me considerar perfeccionista e vou trabalhar cada dia mais em cima disso.
    Muito do que vocês falaram me atormenta diariamente: Olha o trabalho de caras que, muitas vezes, são mais novos e produzem ilustrações e identidades que me deixam de boca aberta (e triste, por me achar incapaz e/ou inferior).

    Tive alguns problemas de ansiedade e depressão justamente por essa situação, e encontrei um vídeo que me auxilia muito, e sempre que caio nesse tipo de pensamento eu o assisto: https://www.youtube.com/watch?v=a5VMFo_Axdc

    As questões levantadas como meditação, a questão de nossos “ídolos” também terem seus ídolos,… são muito importante para não deixarmos os pensamentos “tóxicos” tomarem conta da nossa vida pessoal e profissional, uma vez que ambas (principalmente na nossa área, onde atuamos muito com emoção) estão interligadas.

    Mas não tem jeito: Caso você realmente queira atingir um nível “superior”, o negócio é abaixar a cabeça e trabalhar/estudar o quanto for necessário. “Sucesso/realização não tem idade pra acontecer.”

    Valeu, muito obrigado por mais esse conteúdo (e por me livrarem a quase exatamente um ano da vida de agência)! hahaha

    • Fala, Augusto!

      Que belo comentário, cara. Fico feliz em saber que geramos alguns insights aí pra refletir sobre o teu comportamento.

      Assisti ao vídeo e curti muito, acho que ele fala muitas coisas bacanas que ajudam muito na produtividade da gente e interferem na nossa aceitação. Achei um pouco severo a hora que o cara fala que se dedicou somente a estudar e não dedicava nada de tempo pra diversão. Acho que ter um espaço pra se divertir é importante pra produzirmos melhor. Fora isso, tem muita coisa boa aí.

      Obrigado por compartilhar, meu caro. E parabéns aí pelos quase um ano de vida sem agência! ;)

      Grande abraço!

  • Amanda Nascimento

    Muito bom o podcast! Sou perfeccionista com tudo e isso me prejudica muito, e eu achava que não era. Às vezes só de iniciar o projeto a gente já acha ruim e fica num looping infeliz. Mas estou mais consciente disso, tentando driblar esse fantasminha rsrs E com certeza pesa muito na produtividade. Mas ainda acho que o pior de tudo é quando o cliente não curte e não sabe explicar. O briefing está ali, mas como resolver, né? rs Nessas horas conversa é a chave, mas aí a sensação de derrota já rolou. Geralmente quando termina estou doente mesmo. Faço terapia há 3 anos e espero que, lidando melhor com meus problemas pessoais, eu consiga trabalhar melhor também. Uma coisa que, acho que foi a Tati que disse, é que o mais importante é resolver o problema do cliente e deixar pra fazer do jeito que você acha melhor quando o projeto for seu. E querendo ou não, o que o cliente acha perfeito pode ser algo que você não curta muito, mas pelo menos fica a sensação do dever cumprido. Espero conseguir me sentir assim. Incrível seu trabalho com o blog, Henrique!

    • Oi, Amanda!

      Que bom que curtiu o podcast! :)

      Perfeccionismo pode ser uma bela armadilha. Podemos nos sentir poderosos dizendo “eu sou perfeccionista”, mas no fundo isso pode ser uma tremenda trava na produtividade.

      Legal que você identificou pontos de melhora no seu comportamento e está trabalhando nisso. Terapia é ótimo. Se as pessoas se dedicassem tanto a terapia quando se dedicam a academia, viveríamos em mundo melhor.

      Grande abraço e obrigado por participar!

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