Publicado: 03/04/2017 Atualizado: 03/04/2017

Podcast: faz em troca da divulgação?

Será que isso é sempre uma roubada? Vem ouvir e pegar vários insights pra encarar esse tipo de proposta da forma adequada.
  Por Henrique Pochmann
"Vou te indicar pra todo mundo"
Homem com megafone / Shutterstock.

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Chegamos ao número 22 do podcast do Aparelho Elétrico. Muita gente pedia pra fazermos um podcast sobre esse assunto que assombra, principalmente, os iniciantes. É comum clientes com pouca verba, ou sem verba nenhuma, fazerem esse tipo de proposta. Será que é sempre uma roubada aceitar projetos em troca de divulgação? Vem ouvir o episódio novo pra estar no ponto certo pra encarar esse tipo de situação.

Participantes deste episódio

Henrique Pochmann
Aparelho Elétrico

dani lima freelancer em design gráfico Dani Lima
Chá Com Design
Thalita Lefèr

Thalita Lefèr
Amarelo Criativo

Vinny Campos

Vinny Campos
Studio Lhama

Walter Mattos

Walter Mattos
Walter Mattos

Timeline do podcast

Abertura

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  • Freelancer Full Folio – Um tema Premium para sites de freelancer;
  • Freelancer Doc Box – Caixa virtual de documentos essenciais para freelancers;

Leitura de Comentários

Pauta do Programa

  • Vinny conta sobre a oportunidade de refazer o layout de um site famoso;
  • Quanto você tem de verba?;
  • Se é pra fazer em troca de divulgação, o freelancer pode escolher o cliente;
  • Mesmo em caso de permuta, mostre o valor que custaria o projeto;
  • Você tem um real interesse no público que o projeto pode te trazer?
  • Avalie o contexto geral para entender o cenário;
  • Caso você for cobrar…”;
  • Você pode dizer ‘não’;
  • A dificuldade de dar valor ao próprio trabalho;
  • ‘Divulgação’ não é mensurável;
  • Busque por parcerias;
  • Branding é o que falta no seu negócio;
  • Sobre participar de concursos e concorrências;
  • The Co-Creative Economy: Stef Van Dongen at TEDxAmazonia;
  • 10 ways to have a better conversation;
  • Casa Amarela;
  • Projeto Curadoria.

Você já fez/faz projetos em troca de divulgação?

Quero muito saber a sua opinião sobre o assunto. Deixe a sua participação nos comentários e vamos levar o assunto adiante.

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Publicado por:
Henrique Pochmann
Criou o Aparelho Elétrico em 2014. Produz e apresenta o podcast do blog. Trabalha com marketing digital desde 2002. Quer mais tempo para colocar outros projetos em prática, quer uma bicicleta e quer uma bio mais legal também.

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Participe da Conversa
  • Samylle Maria

    Sobre isso de colocar tudo na pauta, quando eu vou dormir e começo a ficar com o pensamento acelerado eu anoto tudo que eu to pensando, tudo que tenho que fazer e então consigo dormir. Da mesma forma quando eu acordo de madrugada pelo mesmo motivo, eu pego o celular e digito tudo no bloco de notas e logo em seguida consigo dormir. Não sei onde aprendi isso, mas foi muito bom pra mim.

    • Boa, Samylle!
      Legal descobrir que mais pessoas também fazem isso. Realmente dá uma aliviada legal na ansiedade.

      Obrigado por participar. =)

  • Raoni Machado

    Acabei de passar por uma situação mais ou menos parecida. Acabei de montar um estúdio remoto com uma amiga e por não termos conhecimento web e nem dispor de muito dinheiro, estamos apanhando muito pra tentar colocar nosso site no ar. Nesse meio tempo levando meu filho pra escola, descobri que a mãe de um coleguinha tem uma empresa que desenvolve sites em Joomla e pedi pra que ela me mandasse um orçamento. Trocamos nossas apresentações e notei que a apresentação dela visualmente deixava MUITO a desejar, era bem fraca. Já a minha era bem o oposto e ela elogiou muito.
    Resumo da história, é que os preços dela ficaram fora do que eu tinha imaginado, mas muito mais por meu budget estar baixo. Não achei o serviço dela caro. Pensei por mais de uma vez oferecer uma permuta, por ter notado uma carência de uma apresentação melhor da empresa dela. Pensei mais um pouco e cheguei a conclusão de que era melhor apenas encerrar o contato. No fim das contas acho que isso não é uma troca muito agradável para ambos os lados. Por troca de divulgação então, nem pensar.

    • Fala, Raoni!

      Porque você decidiu não fazer a permuta… não seria interessante pra ambos no momento?
      Particularmente sempre prefiro fazer a coisa pelos meios tradicionais, prestar o serviço e receber o valor combinado. Mas no caso de não ter verba disponível, a permuta me parece uma troca saudável pra manter as duas empresas indo em frente.

      • Raoni Machado

        Até seria interessante para ambas as partes. Porém acho que por não nos conhecermos direito pode ficar uma coisa muito estranha, assim de cara, num primeiro contato. Esse lance de permuta precisa ter uma química profissional entre as partes. Resolvi engavetar a ideia e achar uma outra solução.

        • Verdade, é preciso ter um laço de confiança bem formado mesmo. Concordo.

          Abraço!

  • Allan Douglas

    Pousei aqui por causa da Thalita. Primeira vez aqui e gostei demais!

    • Bacana, Allan! Seja bem-vindo, meu caro. Fica à vontade pra participar nos comentários sempre que quiser.

      Grande abraço!

  • Maete Porto

    Estava escutando o podcast e fazendo uma proposta para uma pessoa que pelo telefone eu senti um pouco este papo de “divulgação”. Na medida que vcs foram falando fiquei bem mais aliviada e segura em saber que o que estava pensando era bem parecido com o que vcs pensavam. Muito boa a pauta e foi de muita utilidade. Obrigada

    • Bacana, Maete! Legal que o nosso papo serviu pra clarear um pouco as ideias.
      E o Job era mesmo em troca da divulgação? Aceitou?

      Abraço!

      • Maete Porto

        Olha, foi uma negociação longa, tive que dar um pouco mais de desconto mas consegui fechar os tres produtos. Prefiro sempre conseguir fechar o maior número de itens quando sei que vai ter uma exposição ou contar para portfólio, pois assim são mais itens para mostrar. Então negocio um desconto maior mas tento fechar a proposta completa. Mas isso estudado estrategicamente o caso, pois cada caso é um caso. (desculpa a demora em responder, mas a pauta ainda bem está cheia!)

        • Bacana! Concordo com você, cada caso é um caso. Se o cliente tá aberto a negociar, melhor ainda.
          Abração e obrigado por participar! :)

  • Boa noite, Eu uso uma técnica bem bacana. O cliente diz “olha, pode fazer por um valor bem abaixo que vou te indicar muita gente”, eu faço uma proposta bem justa: Vamos fechar no valor combinado, você me indicando dou um desconto ou pago x de comissão.Tem um outro lado, fechei um contrato com um supermercado onde 50% do valor recebo em dinheiro e o restante em vale compra, no meu caso tem o mesmo valor que o dinheiro, pois já faço minhas compras no supermercado.

    • Fala, Lourenço!
      Bacana essa sua técnica. Acho que pode funcionar quando o profissional e o cliente estão em um mesmo patamar de faturamento. Mas quando o cliente é grande demais, acho que não se interessaria por esse tipo de trato.

      Cara, demais essa da permuta com o supermercado! É praticamente uma permuta que não é permuta pq todo mês você precisa comprar comida. Invejei essa! =)

      Grande abraço e obrigado por participar, meu velho.

      • Muito legal Lourenço! Me lembro que no dia seguinte que gravamos o podcast, eu ouvi um podcast gringo, do Tim Ferris (o cara do 4hour workweek) entrevistando a designer Debbie Millman. E ela disse que na vida aprendeu a dizer mais “sim, mas e se…” do que “não”. Que é bem parecido com isso que você falou. Ela dá exemplo de um livro que ela achava horrível, mas que aceitou dizendo pra editora “sim, mas e se fizessemos deste outro jeito?”, a editora topou e o livro virou um sucesso pra ela. O “fazer pela divulgação” do papo de malandro é furada sempre, mas é legal ver onde dá pra conversar, onde tem idoneidade e propor o “sim, mas e se…” Capaz de abrir portas :)

        (cara, e bem queria uma permuta com supermercado…e farmacia… é por onde o dinheiro escoa aqui em casa :p)

  • Iure Figueira

    Isso daí é um papo sobre percepção (e troca) de valores muito forte! Como muito bem pontuado pela Dani e pelo Vinny, o que nós fazemos é algo subjetivo e, por tanto, fica um pouco difícil validar os resultados que trazemos a curto prazo o que dificulta demais a divulgação que se segue porque você não tem parâmetro ou referência palpável de como seu projeto será propagado. Junto de minha excelentíssima, temos uma singela fábrica artesanal de doces e que por duas vezes já aceitamos sim uma troca por divulgação. Imaginem uma mesa de doces completa para uma festa grande em troca de uma página em um jornal local. “Oras! Quem lê jornal hoje em dia?” — Vocês devem estar se perguntado. De fato, ninguém do nosso público. Foi uma estratégia arriscada, confesso. Mas estávamos mirando em quem estaria na festa! Diferente de nós, os Doces de minha excelentíssima são capazes de gerar uma percepção muito clara e, pelo feedback e as recomendações de nossos clientes, é uma das coisas que mais nos trazem retorno!

    Precisamos cada vez mais ter certeza e apontar que o nosso trabalho se estende além do produto final entregue. E arrisco a dizer que o valor do nosso trabalho está aí e é o que precisamos comunicar! Podcast fantástico! Valeu pessoal!

    • Boa, Iure!

      Não sou contra a trabalhos feitos por divulgação, desde que a coisa seja devidamente formalizada. Não rola deixar as coisas no ar. Se vou me responsabilizar em fazer o trabalho pro cliente, ele também deve se responsabilizar pela tal ‘divulgação’. Simples assim.

      Valeu a pena fazer em troca do anúncio? Essa sim é uma divulgação ‘concreta’. Não é aquela coisa solta de ‘eu te indico pro pessoal’. Lembra a permuta que a Thalita contou no episódio.

      Abraço e obrigado por estar sempre presente, meu caro!

      • Iure Figueira

        Pelo anúncio, não valeu porque os leitores não eram o nosso público. Quem estaria nessa festa, sim! Vale mencionar que a encomenda em questão era para a filha do dono do jornal então, no final das contas, a troca que valeu não foi a combinada explicitamente. Foi um risco que topamos correr porque sabíamos o contexto e o que estava em jogo! =)

        • Cara, mas acho que muita gente lê jornal ainda.

          Tem muitas variáveis aí… talvez o anúncio não tenha atraído a atenção por alguma razão (chamada, design,…), talvez o anúncio não estava colocado em um ponto estratégico dentro do jornal (página ímpar é sempre melhor – tava ao lado de uma matéria de gastronomia ao menos?)…. enfim… não achei que foi uma má troca, mas tem algumas nuances aí que talvez poderiam ter contribuído pro sucesso do anúncio também.

          Mas que bom que, pelo visto, o pessoal da festa curtiu os doces. :)

  • Oberdan Rodrigues

    Fazer troca de serviço ou troca por divulgação é algo bastante complicado. Há um bom tempo que eu não recebo proposta de troca por divulgação mas volta e meia recebo proposta para troca de serviços. Confesso que ano passado eu fiz algumas, e não foram muito boas. Não tive tanta sorte (exceto pelo quiro praxista e o consultório de odontologia).

    Por isso, hoje sou bem cauteloso quanto a isso. Você precisa analisar bem a situação e se vai te favorecer de fato. Concordo um pouco com as opiniões apresentadas. Sou como o Henrique que não é tão radical. Pode ser que você venha a perder uma boa oportunidade.

    Vou contar uma breve história aqui ^^

    Uma empresa de turismo me solicitou um orçamento para Identidade Visual e site, então nós apresentamos mas não foi fechado porque estava além do valor que a empresa tinha à disposição. E então conversamos muito, e eu sempre luto para não perder o cliente, mas sem desvalorizar o meu trabalho. Talvez eu pudesse melhorar as condições de pagamento parcelando em mais vezes e então surgiu a ideia de permuta.

    Naquela época, eu desejava oferecer uns mimos para meus clientes e então pensei: “Cara, podemos dar umas viagens à Caldas Novas-GO para nossos clientes que compram X valor de nós e vai ser du caramba”. Fui lá e apresentei isto como contra proposta e então fechamos.

    Fizemos o trabalho em um tempo menor para mostrar que estávamos bem comprometidos. A treta começou na terceira viagem. As duas primeiras eu dei para meus funcionários testarem e foi okay, e então quando chegou na terceira eu fui testar o serviço da empresa antes de passar para qualquer cliente, e daí a empresa já se demonstrou descomprometida totalmente conosco. Eles viviam desmarcando as reservas e adiando nossa viagem.

    No final, reclamei sobre a falta de compromisso, tentei ver outra maneira de pagamento, e por WhatsApp ainda tive que ouvir da dona da empresa que ela entrou em contato antes com um outro “profissional” que classificou nosso site como: mal desenvolvido, plataforma antiquada e pouco usada (usamos WP), site que qualquer um pode fazer, e que ele faria de graça porque não teria como cobrar, e que ele não conseguiria converter para HTML porque era o ideal a ser feito.

    Por fim, desfiz o contrato e tirei o site do ar no outro dia. Quem ficou no prejuízo foi eu que na época tive que pagar funcionário pra ficar pendurado neste job que não me rendeu nada. Decidi também não levar à justiça porque não gosto de perder tempo e nem dar lição em ninguém. Preferi deixar de lado seguir em frente sem rancor.

    Mas já tive problemas com dono de empresa de ar condicionado que nunca foi instalar os aparelhos na agência, empresa de comunicação visual que nunca foi entregar os trabalhos que permutei, gráficas que não me entregaram minha papelaria corretamente, e outros… Isso porque eu sempre entrego meu trabalho corretamente. Imagine se não fosse assim…

    Mas ai fica a lição.
    Foi mal pelo textão (rimou ^^).

    Pra quem quiser conhecer meu trabalho -> http://crateradesign.com.br

    • Grande Oberdan!

      Muita experiência nesse texto, hein? Obrigado por contribuir com a discussão, cara.

      Aí no teu comentário tu deixou claro a minha maior preocupação em torno dessas permutas é a falta de segurança na outra parte. Você formalizou em uma proposta como se dariam essas permutas?

      Acho que mutas vezes a gente acaba não querendo formalizar as coisas, ou por falta de tempo ou para não parecer que estamos ‘desconfiando’ das pessoas. Mas acredito que isso seja fundamental para a seriedade e o sucesso do projeto.

      Grande abraço!

      • Oberdan Rodrigues

        Eu já passei por muita coisa nesses 10 anos trabalhando e tem muita história pra compartilhar. Umas que nem lembro, mas quando escuto o podcast ai vem aquela história lá do fundo do poço. O podcast tem me ajudado muito e só tenho a agradecer.

        Quanto a formalização, eu sempre faço contratos. Inclusive eu tenho um modelo de contrato que fizemos para permutas (quando eu achava que era legal). Eu tento ajudar ao máximo as pessoas e ai é que elas pisam na bola porque não tem a mesma honestidade.

        Hoje eu só faria uma troca com quem eu já tenho um relacionamento muito estreito e com experiências muito positivas. Tenho um cliente que é dentista. Cara eu estou fazendo o meu tratamento e o da minha esposa, e manutenção por 2 anos tudo isso a base de troca. Eu já entreguei 90% do combinado e ele também e está fluindo super bem. Tudo depende de uma conversa clara mas também com muita honestidade de ambos.

        Obrigado e um grande abraço!!! Confesso que um dia gostaria de participar do podcast pra contar algumas histórias e também passar um pouco do que aprendi ao longo da jornada. Quem sabe um dia… hehhehe

        • Boa.. isso aí, cara. Não é com todo mundo que dá pra fazer permuta (ou negócios no geral mesmo), as pessoas precisam estar na mesma freqüência, senão a coisa não rola.

          Bacana teu interesse em participar com agente! Quem sabe uma hora dessas. =)

    • Valeu por compartilhar Oberdan! Realmente a permuta tem essa grande risco.. Principalmente pq normalmente nós entregamos primeiro o trabalho e depois fica meio da dependência do compromisso do outro para entregar. Realmente, tem que estudar muito e, se decidir fechar, colocar tudo o possível no papel – custos, prazos etc. E pensar que há este risco envolvido mesmo (todo job a gente tem um certo risco de não receber né? E é preciso se cercar do que for possível para minimizar esse risco.) Abraço!

      • Oberdan Rodrigues

        Obrigado Dani. Parabéns pela sua participação. Achei fantástico seu ponto de vista e adoro quando você participa.

  • Luedy Costa

    Bastou falar sobre bruxismo que comecei a prestar a atenção na tensão da mandíbula e não consigo parar.
    Obrigado, Walter. kkkkkk…

    Coincidentemente, o Vinny falou sobre perguntar ao cliente quanto ele tem de orçamento para o projeto e essa semana eu fechei com uma cliente que foi a primeira a me responder essa pergunta e o que ele tinha na cabeça foi mais ou menos o valor que eu cobraria. Só precisamos fazer alguns ajustes, mas muito mais no que ela pediu/precisava do que no valor das coisas. Parece que as pessoas têm medo de falar sobre dinheiro.

    Mas entrando no tema… como eu disse no facebook, eu só faço trabalho “de graça” se for uma causa que eu acredito e defendo. Como foi o campeonato de Karatê que eu citei lá no facebook.
    E a Tatá falou sobre aceitar trabalho pra entrar no mercado…
    E eu cai nessa e tomei no reto também. Quando eu ainda estava na faculdade uma agência me convidou para fazer parte da equipe com a seguinte proposta: Eu estagiaria para eles, ganharia experiência, não receberia pelos 3 primeiros e depois receberia uma bolsa de $300 nos 3 meses seguintes e depois esse valor iria dobrar… aceitei. Trabalhei feito um escravo, sofri assedio moral, comecei a fumar, adquiri gastrite, me tornei ansioso, cheguei a trabalhar 14h seguidas e fiquei lá 1 ano sem receber. A única vez que me pagaram foi quando eu fui para o Pixel Show em SP e eu precisava da grana e dei uma peitada tipo: “Eu vou viajar e preciso da grana que vocês me devem”. A parada era tão foda que teve um dia em que toda a equipe chegou para pedir demissão no mesmo dia (alguns mudaram de ideia e saíram posteriormente… eu fui um desses). E cheguei no meu limite no dia que o dono da agência falou: “Eu não sei abrir o photoshop e faria isso mais rápido do que você”… resumidamente respondi: “Então não tenho gabarito para ser designer da sua agência! A partir de amanhã eu não volto mais.”

    • Gente, toda vez que eu ouço um relato desse eu fico besta de como tive sorte de trabalhar em lugares legais. Somente uma vez trabalhei numa agência em que não curti algumas das coisas que rolavam – mas nem se comparam a estas histórias (tipo, bloquear meu messenger que eu usava pra falar com a minha mãe e minha irmã, já que morava em outra cidade. Sendo que eu NUNCA atrasava um job). Eu acho bizarro perceber a falta de humanidade que é possível no mercado e não canso de dizer: isso é errado e é absurdo. Sei que quando a gente tem contas pra pagar, as vezes é difícil, mas insisto em dizer que não devemos aceitar ser tratados deste jeito. Todo mundo merece ser tratado com respeito e dignidade, não importa onde.

      • Luedy Costa

        O lado positivo foi que eu pude ter essa experiência negativa cedo e hoje poder reconhecer essas armadilhas mais rápido.

        • Adoro gente que vê o lado positivo das coisas ;) É isso aí, assim a gente só ganha experiência :)

    • Parece que as pessoas têm medo de falar sobre dinheiro.

      Muito verdade isso! No país onde as pessoas se vangloriam de dar o seu “jeitinho brasileiro” e passar a perna nos outros, acho que é até natural as pessoas terem medo de falar de valores. É uma pena.

      Cara, lamentável esse clima hostil de agência, onde já se viu o cara dizer isso pra você. Já trabalhei em um lugar onde o proprietário da agência mandou o financeiro calar a boca. Não fiquei uma semana nesse lugar. Sempre tive um lance de não estar no time de gente babaca. Acho que é natural perder a cabeça em momentos de tensão… mas saber se desculpar e dizer que pisou na bola tem que fazer parte do processo também.

      • Luedy Costa

        O lado positivo foi que eu pude ter essa experiência negativa cedo e hoje poder reconhecer essas armadilhas mais rápido.

        No meu penúltimo trampo (uma loja familiar de móveis, com donos altamente egocentricos), eu trabalhava na antesala da sala dos donos. Na minha segunda semana eles chamaram as funcionarias da contabilidade para uma “reunião” e gritavam tanto com elas que eu só pensei: “não vou passar por isso”. Ai fui para casa, conversei com a minha esposa e decidi voltar no dia seguinte já pedindo demissão.
        ps.: Eles tinham me contratado como analista de marketing (e um salário compatível) mas na hora H eles queriam que eu fosse planejamento, fotografo, designer, programador, analista de redes sociais, produtor, produtor de eventos… esse foi outro dos motivos para minha saída.

  • em troca de divulgação eu nunca fiz, mas faço “escambo” o tempo todo. meu celular foi comprado por escambo (serviços de mídias sociais durante X meses em troca de um celular X), aluguel de casa (sério hahaha), produtos na própria loja (que eu compraria de qualquer forma) etc. acho válido, pra mim faz super sentido :)

    • Legal, Gi!
      Você já é uma profissional no assunto. Se é algo que você realmente precisa e faz sentido pra você, acho que não tem problema nenhum. O escambo/permuta é bem melhor porque fica claro o que você vai ter que fazer e o que vai receber em troca, ao contrário da tal de ‘divulgação/indicação’ que alguns clientes dizem que vão fazer.

  • Pedro Rodrigues

    Eis ai uma questão bem “complicadinha” de se tratar, até porque cada profissional encontra um beneficio na troca de serviços. Pra mim já funcionou por algumas vezes.. Vou contar uma breve história..

    Cerca de 1 ano atrás uma amiga que trabalha com social mídia, me chamou para “ajudar” ela em um projeto de um cliente grande que estava começando a investir em comunicação, a principio não tinha muita verba, entrei sem previsão de ter grandes lucros, e por diversos meses a verba era baixíssima e apesar de ter outros clientes comigo não quis largar mão de um “cliente bom”. Até porque via que é melhor um “bom cliente com baixo investimento” do que nenhum cliente. Hoje em dia a página virou e é um cliente grande aqui onde moro, (Búzios/RJ). A visibilidade que esse cliente me deu foi excelente, por mais que não estivesse estampado na cara que eu quem desenvolvi certos projetos, ganhei uma experiência incrível.

    Outro caso é uma permuta que pra mim tem funcionado super bem.. Tenho uma permuta com um escritório de advocacia, que me atende tanto pro lado profissional, com desenvolvimento de contratos e propostas, como pro lado pessoal. Dá até um ar de profissionalismo chegar no cliente e dizer que “meu advogado” vai preparar o contrato e etc.. Diversos clientes já fecharam comigo simplesmente por ler o contrato e ver que é um contrato único para cada projeto. Tenho até um caso de uma cliente que não cumpriu com o combinado, não me pagando o que deveria ser pago, hoje o caso dela está na justiça, sendo controlado pelo advogado e etc.. Imagina eu um mero freelancer correr atrás dos meus direitos, ir a audiência, cartório… Nesse caso pra mim tem me ajudado bastante..

    Creio que é uma balança onde tem que ser muito bem pesada, e o principal de tudo creio que é a honestidade. Tanto para um lado quanto para o outro.. Jogar seu preço pra cima para obter mais vantagem na permuta é algo inaceitável, temos que ter em mente o preço e o valor do nosso trabalho.

    Não podemos também sair trocando nossos serviços em divulgação, como o Henrique citou no podcast, divulgação não paga contas.. pode até aliviar algumas, mas não paga todas..

    Afinal, dinheiro sempre foi e sempre será a melhor moeda de troca.

    Não é atoa que na história da bíblia Judas traiu Jesus por moedas de prata… Ele trocou por moedas e ganhou a visibilidade de ser um grande traídor… rsrs…

    Muitas vezes a visibilidade vem junto com o dinheiro, temos sempre que analizar muito bem as propostas para os dois lados..

    E não poderia deixar de elogiar,como sempre, excelente podcast do Aparelho.
    Parabéns a todos os envolvidos.. ;)

    • Belo complemento, Pedro!

      Legal que você teve visão, aceitou entrar no negócio quando o rendimento era baixo e agora que o cliente cresceu você está colhendo os frutos. Muito bom!
      É isso que quis dizer no podcast, acho que não dá pra negar tudo, tem que fazer uma leitura da situação, acredito que existam boas oportunidades que não envolvam dinheiro em um primeiro momento.

      Grande abraço e obrigado por participar, meu caro.

  • Daniel Spacof

    Poxa, concordo com tudo o que vocês falaram, já tive experiências não muito boas fazendo trabalhos, ou dando descontos em troca de divulgação, é como vocês falaram mesmo, não diria que nunca mais vou aceitar, mas tem que ser algo que realmente valha a pena, afinal não posso pagar minhas contas com divulgação, só com dinheiro, então…
    A propósito, o Porta dos Fundos fez um vídeo muito bom a respeito disso, ele ilustra perfeitamente o que vocês falaram neste episódio:
    https://youtu.be/_SQsy5Cwmfw

    😂😂😂
    Abraço!

    • hahaha, boa, Daniel. Ilustra muito bem mesmo.

    • Gentem! Esse é pra mandar pra todo cliente que perguntar se “faz pela divulgação” :D

  • pedrobopp

    Fazer trabalhos em troca de divulgação às vezes faz parte e pode ser interessante. Pode ser um cliente interessante, uma caisa que se admire e apoie ou um amigo/parente sem condições de pagar. A moeda de troca será a divulgação, o problema é que assim como um trabalho remunerado, onde se firmam as condições e prazos de pagamento, geralmente não se atenta para a tal promessa de divulgação. Nesse caso seria interessante ter claro com o cliente o que isso envolve. Posts em redes sociais, repetição programada deles, emails de divulgação para clientes potenciais com o teu copiado e contato posterior para trabalhos futuros são possibilidades de negociação. No caso de um trabalho por divulgação temos que cobrar do cliente tal qual fosse um pagamento atrasado. Se não for assim, será apenas um trabalho de graça.
    Parabéns pela pauta e obrigado por trazer a discussão, pessoal! Abração à todos!

    • Fala, Pedro!

      Resumiu muito bem, meu caro. Assino embaixo.

      Grande abraço!

  • Haha’ Mais um podcast excelente!!

    Minha opinião é que cada caso é um caso. Como foi dito, vale pensar se o público do cliente realmente é interessante e como foi dito também, um cliente pagante, ao receber um bom trabalho também vai indicar.

    Tenho um cliente de fee que está conosco há quase um ano e recentemente me indicou para dois amigos que toparam na hora! Fui até oferecer para ele uma bonificação, algo como 50% de desconto na próxima mensalidade e ele rejeitou. Disse que indica porque gosta do meu trabalho e por sermos parceiros (parceiros no sentido de andarmos juntos, pois não negociamos nenhuma barganha.) E detalhe, ele chegou a nós também por uma indicação.

    (Segue print anexo)

    https://uploads.disquscdn.com/images/e8b82e73d98ed5d71929bb94dc6f010eb7ad5fa0e88797b28cd8f8b1858d800a.png

    E antes mesmo de me formalizar como empresa, conheci uma auto escola que topou fazer o site mais outros serviços em troca da carta, mas infelizmente não passei ainda :) Te entendo Menino Vinny!

    E só uma observação, eu quase fiquei reparando no meu nariz graças ao Walter! Vlw, jovem! Rs

    Parabéns e até a próxima! ;)

    • Boa, Luan!

      É isso aí, bacana encontrar clientes parceiros assim. Isso é uma relação saudável de negócios

      Foda é quando o cliente já tem um porte grande e sabe que tem uma file de profissionais dispostos a trabalhar pra ele só por causa do nome.

      Grande abraço e obrigado pelo comentário, jovem!

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