Como a economia colaborativa está revolucionando a vida de freelancers
 Publicado: 05/12/2015 Atualizado: 25/05/2017

Como a economia colaborativa está revolucionando a vida de freelancers

A troca de serviços consolida a visão de que juntos podemos ser mais fortes.
  Por Renato Contaifer
Que tal oferecer seu serviço em troca de outro?

Os modelos de colaboração entre redes de pessoas e instituições são uma tendência forte hoje em dia, entretanto não representam um conceito novo. Desde os tempos do escambo, a partir do momento em que existe uma relação de confiança, pode haver uma co-laboração ou permuta.

 O fenômeno de possibilidades que a tecnologia e a internet abrem, tem um impacto intenso nas relações sociais, no empreendedorismo e também nas relações profissionais. São criadas outras formas de fazer motivadas pela vontade de realizar algo em conjunto, trazendo vantagens para todos e inclusive incentivando a redução do consumismo. As necessidades se conectam com as habilidades, sem necessariamente ter uma transação financeira envolvida.

 As startups Airbnb e Uber trouxeram uma visão similar, rompendo com o formato tradicional e se utilizando fortemente do design de serviços para proporcionar experiências diferenciadas. O resultado é uma adesão imensa e também uma grande polêmica gerada por questões como regulação e livre concorrência.

Do ponto de vista do profissional freelancer, esse formato mais aberto e colaborativo representa um espaço enorme para realizar atividades em que pode-se contribuir, experimentar, aprender, e de quebra obter uma maior viabilidade econômica. Pessoas que decidem seguir um caminho alternativo ao sistema empregatício tradicional muitas vezes encontram uma eficiência maior no modelo colaborativo e criativo.

O freelancer tem espaço para empreender, economizar e ampliar o networking. Os próprios espaços de co-working materializam o conceito de compartilhamento – nesse caso de um espaço de trabalho onde os benefícios e experiência podem ir além de apenas um “escritório temporário”. É também uma forma de expandir a conexão em rede e ter acesso direto a múltiplos atores. Por exemplo, um web designer freelancer em algum momento precisará contar com um web developer, um fotógrafo e vice-versa. São inúmeras as possibilidades.

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Foto: Divulgação Nós Coworking

Para muitos, é tempo de fazer a diferença e as pessoas estão enxergando isso. Abrem-se as oportunidades e quem se descobre em algum caminho “autônomo” precisa se reinventar, surfando na onda de toda mudança que o mundo está vivendo, fazendo valer a sua “autonomia”. A troca de prestação de serviços consolida a visão de que juntos podemos ser mais fortes e realizar muito mais do que apenas entregar um trabalho. A atividade tem o poder de conectar pessoas, interesses, culturas e experiências.

Viajar para outros países também passa a ser algo possível e viável para o freelancer que deseja viver a experiência dos nômades digitais. Recentemente conheci um site que me fez abrir a mente sobre tudo isso. O Worldpackers, proporciona essa oportunidade para profissionais autônomos. O serviço conecta as necessidades com as soluções. Lá você pode viajar para diversos lugares do mundo, obtendo hospedagem, alimentação e outros benefícios em troca de prestar serviços de acordo com suas habilidades.

Em momentos da minha carreira como freelancer, utilizei do modelo colaborativo e isso fortaleceu bastante a conexão entre os envolvidos. Um fato muito interessante que podemos observar nesse movimento é o ressurgimento da confiança como elemento que estabiliza as relações. Para funcionar bem é preciso ter total responsabilidade e comprometimento, de ambos os lados.

Não sabemos o futuro do modelo colaborativo e as implicações que podem ocorrer, mas imaginando isso em uma escala ampla e variada, seria uma revolução do ponto de vista econômico e das relações sociais. Em tempos que se fala de crise econômica, o freelancer tem em suas mãos a possibilidade de criar e experimentar os mais diversos formatos livrando-se de padrões estabelecidos para alavancar sua carreira profissional e experiências de vida.

 

Todas as informações contidas neste artigo são de responsabilidade do seu autor e não necessariamente refletem a opinião do site. Quer publicar suas ideias no Aparelho Elétrico? Colabore.

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Publicado por:
Renato Contaifer
Renato Contaifer começou a trabalhar com design em 2009. Construiu sua experiência em projetos digitais e logo migrou para o desenvolvimento front-end. Trabalha remotamente há 5 anos e é entusiasta do estilo de vida que o home-office pode proporcionar. Você pode conferir alguns de seus projetos no seu site.

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  • Ontem mesmo estava conversando com um amigo sobre o quanto o dinheiro está perdendo relevância. Muita coisa está sendo resolvida na base da permuta. Confesso que sempre torci o nariz pra esse tipo de coisa. Sempre pensei que o profissional deve ser pago em moeda pelo seu serviço. Mas em se tratando de viagens, eu abro uma exceção. :)

    Hoje em dia, é comum vermos grandes blogueiros fazerem viagens com alimentação e hospedagem pagas em troca de produção de conteúdo para hotéis, agências de viagem, companhias aéreas…

    Belo texto, Renato! Parabéns e muito obrigado por compartilhar.

  • João Marcos Rosa

    Esse negócio de troca de serviços é incrível! Dei uma olhada no site do Worldpackers e nunca tinha visto nada igual… Muito bom o texto cara :)

  • Vandrei Jaques

    Acho que todo mundo sempre faz um freela que é tão bom que pensa em fazer em troca de algo. Esse sistema como foi dito no texto se volta muito para a confiança e tal, meio que voltando um pouco a origem do trabalho mesmo, quando o trabalho era uma moeda de troca, mas infelizmente precisamos pagar as contas também, não dá para ir na companhia de luz e trocar um freela por 1 mês gratuito de luz :'(

    Acho a troca muito mias importante hoje em dia, dá para aprender muita coisa com o cliente nesse tipo de job.

    Sei lá, talvez estejamos rumando para uma próxima geração de trabalho mesmo que é muito mais colaborativa, hoje com a internet, podemos nos conectar com trabalhos de profissionais do mundo inteiro, não existe uma barreira física e sim uma barreira muito mais mental.

    Agora pegando um pouco do comentário do Henrique Pochmann, também acho que o profissional deve ser pago em moeda pelo serviço, mas como já coloquei acima, é até uma forma de se sentir respeitado pelo que faz/produz. Mas claro, trocar serviço por viagem eu sempre acho um bom negócio, é ótimo poder conhecer outras culturas e enriquece a vida de quem viaja também.

    Eu mesmo sou CLT mas sempre faço freela quando posso ou quando necessito, mas já estou pensando em conversar com o meu chefe para poder trabalhar de casa ou em um coworking mas como MEI. Acho que é bom pra todo mundo ter essa flexibilidade e o legal do coworking é que te obriga a ir em um espaço trabalhar e conhecer pessoas, diferente de ter um escritório tanto em casa como uma sala comercial alugada que o seu negócio funciona nessas 4 paredes.

    Enfim, acho que extendi demais para um comentário, rs.

    • Mandou bem, Vandrei!

      Ótima colaboração. Concordo com teu ponto de vista.

      Obrigado por participar.

      Abraço!

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