Como adquirir experiência sem prostituir o mercado?
 Publicado: 12/01/2017 Atualizado: 16/01/2017

Como adquirir experiência sem prostituir o mercado?

Veja quatro formas simples de entrar no mercado de um jeito... digamos assim: "mais digno".
  Por Henrique Pochmann
É mais ou menos por aí...

Uma das maiores dificuldades de quem está começando é encontrar oportunidades para mostrar o seu trabalho. Devido ao fato de ter pouca experiência e ainda não ter um portfólio sólido, o profissional iniciante transmite pouca credibilidade para os clientes. E na ansiedade por experiência, ele chega ao mercado cobrando valores muito abaixo da média. Parece a maneira correta de começar, mas a longo prazo essa prática pode prejudicar a imagem do profissional e também de todo o mercado em que ele atua.

Algumas complicações de não valorizar o seu serviço

What?!
  • Você corre o risco de ficar conhecido como o “profissional barato” e não como o “profissional bom”. Trabalhar para clientes que só te procuram pelo preço baixo é um mau negócio;
  • Um cliente que pagou “x” da primeira vez não vai entender que numa próxima vai ter que pagar “5x” pelo mesmo serviço. Pois a primeira experiência deu a ele uma noção equivocada de valores;
  • Você vai passar a trabalhar desmotivado, pois a recompensa é pouca e a exigência do cliente será a mesma;
  • Quando seu preço é barato, você consegue fechar muitos projetos, logo tem muito trabalho por pouco dinheiro. Assim você não terá o tempo correto para se dedicar adequadamente a cada cliente e isso vai comprometer a qualidade do seu trabalho e aumentar o seu nível de estresse;
  • Você acaba afetando a imagem da sua própria profissão. Cobrar pouco afeta o prestígio de todos os profissionais da sua área e eles passam a ser vistos como mão de obra barata pela sociedade.

“Ok, mas como eu ganho experiência sem baixar meu preço?” você deve estar se perguntando. Veja abaixo 4 formas de adquirir experiência sem comprometer o mercado em que você atua.

Como adquirir experiência e preservar o mercado

Sim, é possível criar um bom currículo e portfólio sem associar o seu trabalho a preço de banana.

Leve a sério os trabalhos na faculdade

Se você ainda está na faculdade, aproveite essa oportunidade. Os trabalhos que você faz nessa época servem sim como comprovante de experiência e podem abrir portas para novos projetos no futuro.

A faculdade talvez seja a época onde a gente mais conhece pessoas interessantes e interessadas em criar algo novo e em fazer a diferença. Aproxime-se dessas pessoas e canalize toda essa vontade e energia para criar belos projetos. Mãos a obra!

Invista em projetos pessoais

Sou fã de projetos pessoais e estou sempre criando algum novo.

Na minha opinião, é a maneira mais rápida de ganhar experiência. Trabalhando em algo seu, você tem a oportunidade de participar em todos os pontos do projeto, na criação da ideia, na execução e na análise do que deu certo e errado. E, se precisar, pode voltar e fazer tudo de novo.

Projetos pessoais também servem como comprovação de experiência e, além disso, mostram o quanto você é proativo e engajado na sua área. Comece a criar um agora mesmo!

Se for pra fazer caridade, faça do jeito certo

Se for pra trabalhar (quase) de graça, trabalhe para organizações sem fins lucrativos. Entre em contato com uma instituição de caridade, projeto social ou algo do tipo e se ofereça como voluntário, diga o ramo em que você trabalha e que está disposto a ajudar no que precisar. Além de conquistar muita experiência, você vai passar a ser visto como um profissional socialmente ativo. Ponto pra você!

Seja sócio de outros iniciantes

Muitas pessoas que também estão começando vão procurar você. Ao invés de cobrar um valor ínfimo delas, sugira uma participação nos lucros. Assim seu serviço não fica associado a um valor irrisório e você preserva a sua imagem como profissional. Este tipo de proposta é interessante para o seu cliente também, porque ele está começando e provavelmente não tem muita grana para investir.

Concluindo

Não há como se desenvolver profissionalmente sem ser praticando, mas é também fundamental preservar o mercado em que você está inserido para garantir longevidade na carreira.

Aproveite as dicas aqui apresentadas e coloque a mão na massa. É o primeiro passo para começar a ganhar experiência.

Quer mais dicas como essa? Recomendo a leitura do meu eBook grátis “O Incrível Manual do Freelancer Moderno”.

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Este texto foi originalmente publicado com o título “4 formas de adquirir experiência sem prostituir o mercado” no blog 99freelas.

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Publicado por:
Henrique Pochmann
Criou o Aparelho Elétrico em 2014. Produz e apresenta o podcast do blog. Trabalha com marketing digital desde 2002. Quer mais tempo para colocar outros projetos em prática, quer uma bicicleta e quer uma bio mais legal também.

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Participe da Conversa
  • Diego Remus

    Eu não poderia concordar mais do que já concordo com as quatro dicas! A primeira é meio relativa a área de estudo e atuação e não se pode achar que trabalhinho de aula é igual a trabalho de trabalho, mas tenho visto casos em que isso faz diferença (é sua experiência e sua marca). Os motivos para não se prostituir também estão corretos.

    • Diego Remus

      E digo mais (hehe): fiquei perplexo (chocado chateado putinho) com a prostituição no Fiverr no jeito que os clientes fazem os pedidos, sem a mínima noção, e 10 frilas mandam proposta. Estou indo “na contramão” e elevando os preços.

      • Sim, cara!

        Infelizmente, me parece, que os profissionais nessas plataformas estão cada vez mais baixando o preço.

        Ainda não sei bem o que pensar disso. Porque me parece uma boa pra pequenas empresas terem acesso a um serviço que supostamente não teriam como pagar. Porém, isso pode estar estragando o mercado para quem precisa cobrar mais. Foda.

    • Boa, Diego!

      Verdade, existe suas diferenças. Até porque na faculdade a pessoa está em um ambiente controlado, nada pode dar muito errado. No mercado de trabalho não é bem assim. Mas mesmo assim, acho que um TCC (por exemplo) bem feito pode ser um bom cartão de visitas para o mercado de trabalho.

      • Diego Remus

        Meu amigo Charlley Luz transformou sua dissertação de Mestrado em um livro auto-publicado, vendeu mais de mil exemplares e dezemas de palestras. Dá pra fazer isso em várias áreas.

  • Ótimas dicas, principalmente por ter deixado claro que não tem como evoluir sem prática.

    Eu incluiria também a criação de portfólios fictícios (ou “concepts”) no caso de designers e profissionais criativos. Algo como esse exemplo de redesign do linkedin: https://www.behance.net/gallery/43661487/What-if-Linkedin-was-beautiful-Redesign-concept

    Além de ajudar a ampliar experiência pode também despertar a atenção e interesse de bons clientes.

    • Boa, Waltinho!

      Confesso que quase inclui essa dica no artigo, mas por alguma razão acabei deixando de fora. Mas ta aí agora, muito bem lembrado. ;)

    • Um redesign excelente! Não tinha visto ainda. Mas, o melhor é o título: “What if Linkedin was beautiful?” rsrs

      • Sim, ficou bonito pacas. Acho que inclusive já comentei em um podcast o quanto é feia aquela interface do linkedIn.

        • thiago neumann

          Já comentou sim, no podcast de “curriculum”

          • Curioso que há poucos dias eles atualizaram o layout. Acho que a galera de lá ouviu o podcast. ;)

  • Leandro Antonello

    Essas dicas deviam fazer parte da “Bíblia do Freelancer” que todos deveriam seguir.

    Durante algum tempo eu tentei utilizar as plataformas 99freelas e Workana para conseguir trabalhos. É absurdamente incrível como os profissionais, em geral, não dão o devido valor à seus próprios trabalhos! Projetos complexos são fechados por valores muito baixos. Daí quando eu faço minha proposta, com valor correto, calculado com base em meus 16 anos de experiência, não fecho projeto nenhum… :(

    • Verdade, cara. É bem complicado, acho que vivemos um momento onde os profissionais evoluíram mais do que o bolso das empresas. Muita gente tá superqualificada para trabalhar dentro de um mercado que ainda é imaturo.

  • Sebastian Baltazar

    Henrique, perfeitas as dicas aqui!! Muito show de bola!

    Vc citou algo ali sobre caridade e tals, acho super maneiro compartilhar aqui o Adote um Briefing, vc já conhece?

    Caso não, segue Link http://adoteumbriefing.org

    A proposta deles está bem alinhada com esse seu tópico!!

    Abs

    • Demais, Sebastian. Bela colaboração, cara. Dei uma olhada no site, uma ótima ideia. Só fiquei pensando: será que as empresas aceitariam se o serviço viesse de um freelancer? Nos briefings já realizados vi apenas agências. Abraços!

  • thiago neumann

    Essa questão do quanto cobrar é uma questão aflitiva e angustiante em qualquer etapa da carreira, confesso que hoje me sinto mais aflito com isso do que no inicio, o grau de juízo adquirido no trajeto do oficio nos deixa mais cheios de variáveis nesse momento do estabelecer o valor, essa dúvida do quanto cobrar é uma insegurança que iremos carregar até o fim, conversando esse semana com o Henrique, percebo que isso é algo que aflige a todos.

  • Marcelo Dantas

    Muito bom Henrique, acabei de me formar e preciso muito praticar tudo que aprendi na teoria, e já estava pensando em algumas instituições de caridade aqui da minha região. Valeu pelas dicas…

    • Bacana, Marcelo!

      Bela atitude, cara. Além de pegar experiência você já dá uma colaborada com algum instituição que tem um objetivo nobre.

      Abraço!

  • Isack Teles

    Ótimas dicas. Estou colocando a ultima em prática. Gostaria de saber quais formas de ter respaldo quanto a esse tipo de sociedade. Seria um contrato simples ou existe algo mais eficaz?

    • Fala, Isack!
      Bacana que curtiu as dicas.

      Acho que depende muito do seu estilo de trabalho. Eu sou um cara que gosta de primeiro dar confiança pra depois tirar, se for o caso. Então não gosto de colocar contrato na mesa logo de cara, na minha opinião isso sugere muita desconfiança e não me parece uma maneira muito humana de começar um relacionamento.
      Mas isso depende muito do seu tino pra fazer uma leitura adequada da situação e saber se é necessário um contrato ou não.

      Cada pessoa tem um estilo, um histórico profissional e isso vai determinar o que ela precisa pra se sentir bem dentro de uma sociedade.

      Numa dessas, converse com seu futuro parceiro e pergunte a opinião dele sobre usar ou não um contrato.

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