Como Steve Jobs me influenciou
 Publicado: 30/05/2017 Atualizado: 06/06/2017

Como Steve Jobs me influenciou

As características do Steve que podem te ajudar a dar um passo a frente como profissional e, por que não, como pessoa.
  Por Luedy Costa
Steve Jobs apresentando o Macbook Air
por Matthew Yohe via Wikimedia Commons

Steve Jobs dispensa apresentações. Não é preciso dizer o quanto ele e suas empresas revolucionaram a tecnologia, a música e até o cinema. Seus métodos talvez sejam controversos. Porém, existem alguns pontos que são muito importantes para nós e vou falar sobre alguns deles.

1. Foco

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Na metade final da década de 90, quando o Steve voltou para a Apple, a empresa tinha uma grande coleção de produtos a oferecer para o mercado, incluindo várias versões do Macintosh. Após algumas semanas de reuniões estratégicas sobre os produtos, ele gritou:

“BASTA! Isso é maluquice”

Pegou uma caneta e desenhou em um quadro branco uma tabela com 4 quadros. No alto das duas colunas, ele escreveu “consumidor” e “pro”, chamou as linhas de “desktop” e “portátil” e depois delegou a tarefa de preencher cada quadro com apenas um produto para cada perfil.

Assim temos a primeira lição: decidir o que não fazer é tão importante quanto decidir o que fazer.

Na convenção anual da Apple, Jobs levava os seus 100 melhores funcionários e pedia para que dissessem qual seriam as dez próximas coisas que eles deveriam fazer. Destas dez, eles removiam sete e então ele dizia:

“Para nós, bastam três”.

Talvez, devido aos seus estudos budistas, Jobs removia tudo que pudesse distrai-lo do seu redor e se recusava a desviar a sua atenção.

2. Simplifique

simplicidade-e-a-maxima-sofisticacao-apple

A capacidade de se concentrar no essencial vinha junto com um instinto semelhante de simplificar coisas buscando o seu fundamento e eliminando componentes desnecessários.

“A simplicidade é a máxima sofisticação” dizia o primeiro folheto promocional da Apple.

Na década de 70, numa conferência de design que aconteceu em um campus construído no estilo Bauhaus, com design bem funcional do Aspen Institute, ele aumentou o seu amor pelo design simples e refinado.

Jobs sempre buscou a simplicidade que vem da conquista da complexidade e não do seu desconhecimento. Por isso decidiu criar uma máquina que não seria um desafio aos usuários.

“Dá muito trabalho fazer algo simples, compreender de fato os desafios subjacentes e chegar a soluções elegantes”.

Quando encontrou Jony Ive, o designer da Apple, ele achou também sua alma gêmea na busca da simplicidade. Ambos acreditavam que para ser verdadeiramente simples era preciso ir muito fundo no que se estava fazendo.

3. Assuma a responsabilidade

Steve sabia que para alcançar a simplicidade ele teria que fazer com que hardwares, softwares e periféricos estivessem integrados como um verdadeiro organismo, o que permitiria uma experiência de usuário mais controlável por ele e sua equipe, o que muitas empresas preferem não fazer.

Do processador do iphone até a compra do telefone em uma loja da Apple, todos os aspectos da experiência foram cuidadosamente pensados. Uma nítida estrategia de branding que ia na contramão do mercado.

“A vida das pessoas é movimentada; existem mais coisas para fazer do que perder tempo pensando em como integrar seus computadores e aparelhos.”

4. Quando ficar pra trás, pule por cima

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por Ian Waldie / Getty Images

A equipe da Apple ficou tão focada em tornar o iMac o melhor editor de fotos e vídeos que esqueceu dos arquivos de música e viu os concorrentes superá-los neste quesito.

Então veio o pulo por cima, eles criaram o iTunes e revolucionaram o mercado da música.

Falar mais o que?

5. Transforme

Um dia Jobs entrou na sala de um dos engenheiros responsáveis pelo sistema operacional do Macintosh que tentava convencer Steve de que não tinha como diminuir o tempo de iniciar o sistema. Foi então que ele teve que ouvir:

“Se fosse para salvar a vida de uma pessoa, você acharia um jeito de diminuir em dez segundos esse tempo?”

Depois disso, ele conseguiu diminuir o tempo. Esta foi uma clara demonstração do que chamam de campo de distorção da realidade do Steve. Jobs conseguia fazer com que todos acreditassem que eram capazes de romper limites.

E como ele mesmo diria: one more thing.

Provavelmente a lição mais importante dada por Steve foi o ‘Stay hungry, stay foolish’ ou  ‘Permaneça faminto, permaneça tolo’.

Jobs acreditava que se você tivesse consciência da sua ignorância e continuasse em busca de conhecimento, já teria a fórmula para fazer grandes coisas. Foi esse pensamento que ele quis compartilhar com o mundo.

Steve Jobs era um grande observador e daí vem a lenda de que ele não gostava de pesquisas, na verdade ele acreditava que observar as pessoas trazia mais insights do que várias tabelas e números.

Então, continue sendo tolo como uma criança e sempre faminto por conhecimento.

E você, qual sua relação com a obra de Steve Jobs?

Comente abaixo e vamos levar o assunto adiante.

Todas as informações contidas neste artigo são de responsabilidade do seu autor e não necessariamente refletem a opinião do site. Quer publicar suas ideias no Aparelho Elétrico? Colabore.

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Publicado por:
Luedy Costa

Designer baiano especialista em Branding e papai esperando a chegada do pequeno Martin Ayô.


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  • Beto

    Post excelente e objetivo Luedy, parabéns e obrigado por compartilhar, já deu um up no dia por aqui.

    • Luedy Costa

      Obrigado, Beto.
      Que bom que pude te ajudar a dar esse up no dia. :)

    • A gente faz o que pode, Beto.

      Quanto mais conteúdo, mais qualificação pra todo mundo. Mercado mais qualificado é mercado mais valorizado. A jornada é longa, mas é só dar um passo de cada vez. :)

      [ me senti meio político com esse discurso ;) ]

  • Muito bem pontuado, Luedy!

    • Luedy Costa

      Muito obrigado pelo espaço, Henrique! :)

  • Rômulo Innocêncio

    Apesar de não conhecer muito a história de Steve, muito menos da Apple, as coisas relacionadas a ele nesse post, quebra de barreiras, pensamentos “fora da caixa”, métodos, simplicidade, valorização dos funcionário. Realmente algumas coisas mudaram complemente alguns conceitos…. gostei muito do post. Parabéns.

  • O meu ponto-chave: Foco.
    “Decidir o que não fazer é tão importante quanto decidir o que fazer.” É das lições mais valiosas para uma carreira com objetivo. Ótimo texto. Valeu, bro! 👏

    • Luedy Costa

      Obrigado, Bruno.
      Steve tinha uma mente focada como um laser. Talvez por isso ele não fosse muito bom no relacionamento interpessoal. Pra ele os fins justificavam os meios.

    • Boa, Bruno!

      Decidir o que não fazer é tão importante quanto decidir o que fazer.

      Isso me lembrou um artigo que a @TatiHardt:disqus publicou aqui, ela explica como identificar prioridades através da Matriz Urgente/Importante. Se alguém se interessar. O link é esse:

      http://aparelhoeletrico.com/gestao/pessoas-disciplinadas-vivem-alimentam/

      • Opa! Interessante.
        Vou lá dar uma vista d’olhos :D
        Obrigado, Henrique. 👊

  • Cara, sem palavras! Amei a matéria! Sempre fui fã viciado na Apple! Sempre fui fã também do Jobs. Mas agora só me dá nojo, de como os CEOs estão levando a empresa. O visionário, criador, inovador morreu, e agora?
    Parabéns pela matéria!

    • Luedy Costa

      Bruno, acho que mais tem pesado para nós é a falta do “Quando ficar para trás, pule por cima”. A apple não tem apresentado grande inovações disruptivas, mesmo trazendo bons produtos, e ela nos acostumou a esperar sempre algo inovador. Outro ponto que acabou se perdendo foi a forma como os produtos são apresentados. Mesmo você entendendo a metodologia por trás das apresentações do Steve, é muito difícil ser tão bom quanto ele.

  • Roberto Magalhaes

    Orgulho de ver um parceiro escrevendo uma matéria INTERRESSANTE no aparelhoeletrico, que tem contéudo que nos desafiam e inspiram.
    A V A N T E!

    • Luedy Costa

      Valeu, Betinho.
      Quero ver você escrevendo pro Aparelho Elétrico também. :D
      #TMJ

    • Opa! As portas do blog estarão sempre abertas pra quem estiver interessado em compartilhar conhecimento e gerar debates interessantes. :)

  • A minha relação com a obra de Steve é totalmente inspiracional. Eu nasci na terra de um inventor brasileiro, Alberto Santos Dumont e coincidentemente, desde pequeno amava estudar as histórias das invenções. Me lembro de dizer para minha mãe: “Não tem mais nada para inventar. Já inventaram tudo!” Isso era por volta dos anos 2000 quando tinha 10 anos. Mal sabia que nem ao menos o iPhone havia sido inventado ainda. Provavelmente porque morava em uma cidade pequena e levava uma vida humilde.

    Hoje, como designer e empreendedor, me remeto ao Steve quando quero ascender novamente a chama da inventividade em mim.

    Excelente post! Parabéns! Forte abraço.

    E seu filho, já nasceu?

  • Juan Felipe

    Post Excelente !

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