Lisboa para freelancers e criativos em geral
 geral
 Publicado: 21/06/2017 Atualizado: 30/08/2017

Lisboa para freelancers e criativos em geral

A segurança, a cultura e o custo de vida baixo fazem de Lisboa uma ótima opção pra quem quer morar fora do Brasil.
  Por Carolina Machado
Clássico Tram de Lisboa em frente ao Mosteiro dos Jerónimos
Tram de Lisboa / Shutterstock

Lisboa está na moda.

Todos os dias pipocam aqui e ali notícias de algum global que largou tudo no Brasil para se mudar de vez para a terra dos Pastéis de Belém. E parece que até mesmo a Madonna está querendo provar o que é que o fado tem.

Isso tudo não é à toa, e acho que ao final deste artigo você vai entender por que a cidade tem muito a oferecer não só para freelancers, mas também para qualquer um que queira ter mais qualidade de vida sem abrir mão do que uma cidade grande tem a oferecer.

 

 

#streetart #urban #lisbon

A post shared by Carol Machado (@caroldemachado) on

 

Então vem comigo e senta que lá vem história!

Tópicos

Segurança

Se você vier a Lisboa de qualquer capital brasileira, com certeza levará algum tempo até se acostumar a ver as pessoas andando normalmente às 4h da manhã na rua, mexendo em seus telemóveis ou a conversar despreocupadamente.

A primeira qualidade que os brasileiros vivendo em Lisboa provavelmente vão comentar como motivo para largar o Brasil de vez é a segurança que se tem por essas bandas.

Pode pôr seu notebook na mochila e vir de cabeça fresca: carregar seus devices de maior valor sem grandes preocupações é o padrão.

O que em geral mais impressiona os recém-chegados é a oferta de “drogas” que acontece nas regiões turísticas e noturnas da cidade, como Cais do Sodré e Bairro Alto. Mas quando pesquisamos o motivo de as autoridades nada fazerem a respeito caímos na gargalhada: a polícia afirma que de fato não pode fazer nada, pois não é ilegal vender louro na rua. Sim, é isso mesmo: vendem tempero de feijão como se fosse droga.

Ainda assim, uma precaução importante, e quase rotineira no Brasil, também é válida aqui: nas zonas apinhadas de turistas, incluindo transportes famosos, como o Eléctrico 28, você deve proteger seus bens contra a ação dos carteiristas, ou nossos conhecidos batedores de carteira ou trombadinhas.

 

 

Chegar e partir 🚞

A post shared by Carol Machado (@caroldemachado) on

 

Como se deslocar pela cidade

Lisboa oferece uma variada oferta de transportes públicos: há metrô, ônibus e VLT, como vemos em outras cidades europeias, além dos históricos elétricos amarelos e até mesmo barcos para quem precisa atravessar para a margem sul do Tejo.

Tudo o que você precisa é de um cartãozinho verde ou branco chamado Viva Viagem, que pode ser recarregado com valores para viagens individuais (€ 1,45) ou do tipo Zapping (€ 3, € 5 etc.), que dá desconto nas viagens – cada uma sai por € 1,30.

Além disso, há o cartão chamado Lisboa Viva, que dá direito à compra de passes mensais no valor de mais ou menos € 35 para viagens ilimitadas de ônibus e metrô durante 30 dias. (Basta preencher o formulário distribuído nas estações e apresentar seu passaporte mais uma foto 3 x 4 pagando a€ 7 para retirar o cartão em dez dias úteis ou € 12 para o prazo ser reduzido a um dia útil.)

 

 

A post shared by Carol Machado (@caroldemachado) on

 

Esses valores são para viagens de metrô na zona central, de onde você provavelmente não precisará sair num primeiro momento. Consulte aqui outros valores/passes.

Andar de Uber é bem barato. A tarifa mínima do Uber X é € 2,50, e o custo do minuto + quilômetro rodado ronda os € 0,70. Uber Black também é pagável (caso você precise, como eu, fazer mudança em um carro com porta-malas grande; a minha foi num Tesla 😁). A Cabify entrou recentemente na disputa, mas nem precisei usar ainda.

As ciclovias estão começando a aparecer pela cidade onde há mais espaços planos. Mas se você quiser morar ou trabalhar pela zona histórica da cidade, prepare o fôlego. A cidade das 7 colinas é caprichada nas subidas, o que praticamente inviabiliza as pedaladas dos ciclistas iniciantes.

Lugares para trabalhar

Aqui você estará bem servido de cafés, coworkings, bibliotecas etc.

Eu particularmente gosto muito do meu home office, porque trabalhar de boinha no meu canto condiz mais com a minha personalidade e com a minha profissão.

De qualquer forma, quando não estou a fim de ficar em casa ou quando o vizinho resolve fazer obras em plena segunda-feira, ponho o note na mochila e caminho até a unidade mais próxima daquela famosa rede de cafés ou sua concorrente nacional, a Padaria Portuguesa.

Se o seu trabalho for mais people friendly, não tem problema: além de coworkings, existem pela cidade pequenos shoppings de bairro onde há boa conexão Wi-Fi e pouca gente durante praticamente o dia todo.

Além dos free hotspots, há opções de planos 4G pré-pagos que custam € 15 euros por quinzena e são ilimitados. Você pode comprar um roteador 4G (ele tem até bateria – mobilidade!) na operadora também, caso não queira usar o smartphone como modem. Eu inclusive uso um desses em casa como internet principal.

Outra opção é levar o notebook para dar um passeio na beira do Tejo e usar uma das mesinhas que existem no Parque das Nações para trabalhar. Nesse caso, não se esqueça de levar um mousepad!

Cultura, diversão e arte

Por onde começar? Lisboa tem bastante a oferecer em questões de cultura.

Os cinemas estão espalhados entre shoppings e calçadas. Sim! Ainda existem cinemas de rua. Algo muito curioso: as sessões de cinema têm um intervalo quando o filme chega ao meio; você ganha cinco minutos para reabastecer a pipoca ou ir ao banheiro.

Mas se você não é lá apaixonado pelos blockbursters americanos, não se preocupe: é possível encontrar cinemas que passam só filmes mais cabeça.

É apaixonado por literatura? Existem caminhadas guiadas pela cidade que visitam pontos importantes na vida e obra de Fernando Pessoa. A casa dos bicos, sede da Fundação Saramago, também vale a visita caso você esteja passeando por Alfama.

 

 

A post shared by Carol Machado (@caroldemachado) on

 

Design e cultura pop? O Museu do Design (MUDE) é para você. Ele fica na Rua Augusta, impossível de passar batido durante uma caminhada turística em direção à Praça do Comércio. Nessa pegada, também vale o passeio ao Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), recém-inaugurado.

E ainda fica uma pro tip: no primeiro domingo do mês as entradas em museus da cidade são gratuitas durante todo o ano.

Por fim, mas bem importante, tenho que mencionar aqui a LX Factory. Um complexo de armazéns industriais restaurados que recebe diversas lojas alternativas, restaurantes, um escritório de coworking, estúdio de tatuagem, escola de teatro, hostel, e por aí vai. Lá também fica a livraria Ler Devagar, uma graça instalada numa antiga gráfica.

Tipos de visto

Há diferentes opções para se viver em Portugal legalmente.

A primeira é vir já com data para voltar: como brasileiros, não precisamos pedir visto no país de origem e recebemos a permissão de 90 dias para transitar pelo espaço de Schengen no guichê da imigração. Para isso você precisa ter € 70 por dia de estada, passagem de volta, comprovante de acomodação, passaporte válido e seguro saúde. Esse visto é renovável mediante agendamento no Serviço de Estrangeiros e Fronteiras.

Para estadias mais longas, se você não for cidadão europeu, será preciso solicitar um visto no Brasil.

Vou relatar aqui como foi conseguir o visto de estudante para mestrado, que foi o processo que fiz. Existem outros tipos de visto. Google it!

Admissão no curso

Até então só sei como é o processo de admissão na Universidade de Lisboa, que foi até bem simples. É preciso ficar de olho nas datas em que são disponibilizadas as candidaturas, que geralmente começam entre o fim de abril e o início de maio.

 

 

:)

A post shared by Carol Machado (@caroldemachado) on

 

Minha candidatura foi feita online; já o pagamento da taxa (€ 60), por transferência internacional.

Documentos que me foram solicitados:

  • certificado de conclusão da graduação (enviei sem carimbos do consulado/apostilamento, mas depende exclusivamente da faculdade aceitar ou não);
  • passaporte;
  • carta de candidatura.

Fui dispensada da entrevista presencial – não sei se por não residir no país ou se todos foram dispensados.

Depois de enviar a candidatura, é preciso aguardar a confirmação de aprovação ou não, que demora de um mês a um mês e meio.

Como se tira visto para estudar em Portugal?

Antes de rumar às terras de Camões, é preciso um visto para estudos. As exceções são: a) você tem cidadania de algum país europeu ou b) vem apenas a turismo.

Mas, Carol, minha amiga foi como turista e resolveu o visto de estudante lá.

Bueno, aqui estou falando como fazer as coisas do jeito recomendado. Subterfúgios não garantem que o investimento dará certo.

Então, tendo a carta de aprovação que a faculdade emite, é hora de correr atrás de todos os demais documentos.

Minha checklist tinha 17 documentos. Eles estão listados no site do Consulado Português em São Paulo. Você pode acessá-la aqui (as exigências variam de acordo com o consulado ou vice-consulado no qual você faz o processo).

Quando tiver a papelada reunida, é hora de dar entrada no pedido de visto.

Procedimentos nos consulados que conheço:

Em São Paulo, você preenche um requerimento online e paga por boleto (mais ou menos R$ 450). Depois disso, deve enviar ao consulado um envelope com todos os documentos e aguardar o chamado do cônsul, que pode ser para retirada do passaporte com o visto ou para uma breve entrevista. Se você não conseguir retirar o passaporte na hora, ele será enviado via Sedex 10 quando o processo terminar.

Em Porto Alegre, a marcação da entrevista é no site do vice-consulado. No dia, leve consigo todos os documentos reunidos na check list mais um envelope já endereçado a você. O passaporte é devolvido também por Sedex 10.

Esse processo todo envolve muitos passos e é até um pouco cansativo, mas não é impossível. Nós freelas temos resiliência de sobra. 😊

Ah, importante: esse visto tirado no Brasil dura 120 dias. Depois disso, já aqui, você solicita a autorização de residência, que tem duração de um ano.

Vida financeira

Portugal tem um sistema bancário bem particular. A movimentação é feita quase exclusivamente ou em dinheiro, ou na plataforma de débito portuguesa chamada Multibanco. Inclusive os caixas eletrônicos também são chamados de multibanco.

Aqui não existe boleto bancário. É sério, é tudo multibanco. Para pagar contas, a fatura fornece um código multibanco que você pode usar para pagamento via internet banking.

Cartões de crédito muitas vezes não são aceitos em lojas, então sempre tenha uma reservinha em dinheiro para não passar aperto. As pessoas em geral são compreensivas e deixam você correr até o ATM mais próximo para levantar o dinheiro se for o caso.

Agora comento de forma bem particular da minha experiência.

Trabalho exclusivamente para clientes brasileiros, ou seja, toda a minha renda no momento vem do Brasil.

Sendo assim, as formas que tenho de transformar reais em euros são via saque internacional (veja se o seu banco oferece esse serviço, ajuda bastante) e Transferwise.

O saque internacional não tem segredos: via internet banking ou app do banco é possível desbloquear a função. Depois disso, é só encontrar um multibanco que aceite o seu cartão e pronto: você retira em euros o valor que será debitado em reais na sua conta brasileira.

Quanto à conta no banco

O processo para tirar o NIF (CPF português) é um pouco burocrático se você chega sem conhecer portugueses. Isso porque para conseguir o documento antes de ter a autorização de residência é preciso ser representado por um português junto às finanças.

Assim como no Brasil, sem número fiscal você não consegue fazer muito, como abrir conta corrente. A solução que encontrei para não ficar sem uma conta que movimentasse euros foi o banco digital alemão N26.

No N26 é fácil e não burocrático fazer cadastro. Basta ter endereço em um dos países suportados pelo banco – Alemanha, França, Irlanda, Portugal, Espanha, entre outros.

Feito o cadastro, você passa pela verificação de identidade por videoconferência. Talvez essa seja a parte mais complicadinha, pois você terá de ditar seus dados básicos em inglês e entender as instruções da pessoa também em inglês.

Depois disso, é esperar de uma a duas semanas até que seu cartão chegue. A experiência e o design do app, comparando com uma fintech conhecida, é bem semelhante ao app do Nubank. O atendimento via chat evita que você tenha de gastar o inglês ao telefone.

Com a conta criada, precisamos transferir os suados reaizinhos. Para isso, há outra fintech famosa de quem vive com a mochila nas costas: Transferwise. Embora eu ache demorado o sistema de pagamento por boletos que eles adotaram, por enquanto é a opção que temos quando transferimos do Brasil para o exterior. O processo completo de transferência leva em torno de três dias para ser concluído.

Ah! Parece que no Rio de Janeiro há uma agência do banco Millennium que abre contas normalmente que podem ser usadas na chegada a Portugal. Pela internet você deve encontrar mais informações sobre isso.

Lugares para morar

Lembra que falei que Lisboa está na moda? Nem tudo são flores quando uma cidade entra na mira de muita gente em pouco tempo. Nos últimos meses/anos os preços dos aluguéis têm subido. Então, dependendo de onde você mora no Brasil, o valor convertido em reais pode parecer salgado.

No entanto, Portugal continua um país barato na minha opinião.

Você consegue alugar um quarto de solteiro bacana por € 300 a € 400. Se quiser fugir da burocracia do aluguel, pode procurar seu canto numa promissora startup portuguesa: a Uniplaces, cuja proposta é parecida com Airbnb, mas o público é de estudantes.

Já se o seu lance for alugar um apartamento inteiro, o custo sobe. Na plataforma, a média de preços fica entre € 800 e € 1.000.

É bom lembrar que esse valor em geral é para uma casa já mobiliada, e é comum as despesas de água, luz, gás, internet e TV a cabo serem incluídas, assim como não se tem o costume de pagar separadamente a taxa de condomínio.

Bairros

Se você quer mergulhar pelas zonas históricas de Lisboa e não se importa de andar pelas estreitas vielas de Lisboa, então seus lugares de busca serão Cais do Sodré, Mouraria, Santa Apolónia, Bairro Alto, Graça, Castelo, Alfama etc.

 

 

Fun with flag 🇵🇹

A post shared by Carol Machado (@caroldemachado) on

 

Já para você que curte um estilo mais moderno, há lugares como Parque das Nações, Olivais, Saldanha, São Sebastião, Alvalade (ao lado da Universidade de Lisboa), Areeiro etc.

Custo de vida

Bom, já falamos sobre custos com transporte, moradia e internet/celular. Fica faltando comentar sobre… comida!

Eu acho barato comer em Lisboa, sobretudo quando penso quão caro pode ser achar um bom prato de arroz e feijão em outros países europeus. Aqui existe um prato português chamado bitoque, que vem com arroz, ovo frito, bife, batata frita e algum molho. Os restaurantes brasileiros adaptam o bitoque para algo parecido com a nossa à la minuta.

A dica essencial para economizar na hora das compras no mercado é sempre procurar pelas marcas próprias, porque são muito mais baratas e têm basicamente a mesma qualidade das outras.

Em tempo: se você gosta de vinhos, já comece a amansar o fígado. É possível encontrar bons vinhos e espumantes de todos os tipos por menos de € 5 nos mercados.

Para ter ideia de quanto custam seus produtos favoritos, recomendo espiar o site do Continente.

Em relação a roupas e calçados, lojas de fast fashion, como H&M, Zara, C&A etc., aqui são acessíveis (você consegue camisetas básicas a partir de € 4). Já se estiver no modo economia de guerra, sempre pode recorrer à Primark, que também tem artigos baratos para casa.

Outro ponto interessante é que os shoppings grandes ficam abertos até a meia-noite, inclusive mercado, praça de alimentação e lojas. Se você, como eu, trabalha no horário comercial do Brasil, ainda vai dar tempo de escapar para fazer aquela comprinha para o café da manhã, caso more perto.

Você já pensou em morar em Portugal?

Portugal é o Brasil na Europa. Não há lugar onde você vá se sentir mais perto de casa do que aqui, principalmente se estiver vindo de outro país que não o próprio Brasil.

 

 

Tudo aqui é português. 🤓 #urban #lisbon #portugal

A post shared by Carol Machado (@caroldemachado) on

 

Se você nunca veio, recomendo vir, ver e sentir se gosta ou não. Depois com calma planeje como se mudar de forma tranquila e sem traumas.

Ainda há muitas outras coisas que poderiam ser mencionadas aqui, mas você provavelmente já não aguenta mais tanto blá-blá-blá.

Por isso, se você tiver mais alguma dúvida, ficarei de olho nos comentários para bater um papo com a galera sobre como é viver em Lisboa, combinado?

Comente abaixo e vamos levar o assunto adiante.

Todas as informações contidas neste artigo são de responsabilidade do seu autor e não necessariamente refletem a opinião do site. Quer publicar suas ideias no Aparelho Elétrico? Colabore.

Curta o Aparelho Elétrico no Facebook
Hey, GOSTOU DESTE POST?
Assine GRÁTIS nossa newsletter e receba nossas atualizações antes de todo mundo.

Você ainda leva uma cópia do “O Incrível Manual do Freelancer Moderno” direto no seu e-mail e sem pagar um tostão por isso.
 Enviamos conteúdo relevante, sem spam. E você pode se descadastrar quando quiser.
Publicado por:
Carolina Machado

Mestranda em Ciência Cognitiva na Universidade de Lisboa. Graduada em Letras pela PUCRS. Revisora desde 2008. Autora do Manual de Sobrevivência do Revisor Iniciante. :)


Recomendados para você
 podcast
A qualidade de vida e a semelhança com o Brasil são alguns fatores que têm feito os brasileiros migrarem pra Lisboa. Vem ouvir os outros!
  Por Henrique Pochmann
 geral
Pensando em passar um tempo fora do Brasil? Descubra por que você deveria considerar Melbourne, na Austrália, como o seu próximo destino.
  Por Henrique Pochmann
 geral
Com clima ensolarado e agitação constante, descubra o que faz de Barcelona uma cidade também atrativa para profissionais independentes.
  Por Andressa Meissner
 geral
Esta cidade da Tailândia - que atrai nômades digitais do mundo todo - conquista pelo networking, mas deixa a desejar na qualidade de vida.
  Por Vinny Campos
Participe da Conversa
  • Laura Pedri Pereira

    Oi Carol, que ótimo o seu guia, obrigada!
    Gostaria de saber como você faz com a formalização do seu trabalho de free lancer. Você tem MEI no Brasil? Recolhe algum tipo de imposto aqui ou em Portugal?
    Tenho muitas dúvidas sobre isso!
    Abraços!

    • Oi, Laura!

      Sim, sou MEI desde 2013. Pago os impostos relativos ao MEI. Há alguns acordos entre Brasil e Portugal para evitar a dupla tributação de IR também. Acho que pela internet você encontra mais detalhes sobre. :)

      Abraço!

      • Laura Pedri Pereira

        Uau, que ótimo. Muito obrigada!

  • Que belo post, Carolina!

    Confesso que achei que era mais fácil e barato pra brasileiro ir pra Portugal. Achei o valor de 70 euros/dia para turista um pouco salgado.

    Você sabe se tem como brasileiro tirar cidadania portuguesa sem ser por descendência? Se puder falar brevemente sobre isso, te agradeço. Já ouvi muito falar que é o jeito mais fácil do brasileiro “comum” conseguir um passaporte europeu. ;)

    No mais, brigadão pela colaboração!

    • snap: suhcarvalhooo

      ahahahha Henrique com esse teu sobrenome a coisa fica complicada hahha tenta Alemanha :V

      • hahaha, foi minha primeira opção: denied!

        • snap: suhcarvalhooo

          Hahahaha minha família mora na Alemanha, é treta mesmo.
          Eu até agora estou tentando achar um parente…como vcs fazem?
          Tentei uns sites… roubada do caramba.
          hahaha
          Sou Santos Lucena de Carvalho… é Portugal e Espanha na veia hahaha

          • O lance é perguntar às pessoas mais antigas na família. O problema é que tem o limite de gerações.

      • Cidadania alemã é uma das mais chatas e cheias de regras.
        Temos na família um descendente com toda a documentação que também não conseguiu.

        O negócio é pesquisar bem os antepassados e tentar cavocar um italiano!

    • Oi, Henrique!

      Dizem que é mais fácil o brasileiro pegar cidadania aqui porque existe um “jeitinho”. Vou te dizer como é e tu tira as tuas conclusões. :P

      É assim:
      • a pessoa vem como turista;
      • espera passar os 90 dias de turismo;
      • encontra um emprego nesse período, porque se trabalhar nos 90 dias não consegue autorização de residência;
      • começa a recolher os impostos da segurança social;
      • depois de 6 meses recolhendo esses impostos, pede ao Serviço de Estrangeiros a autorização de residência;
      • a partir do momento que essa autorização é deferida, a pessoa passa a ser legal;
      • estando legal por mais de 5 ou 6 anos (não sei bem), aí sim tem direito ao passaporte.

      Por isso dizem ser mais fácil, há certa tolerância do governo em relação a quem vem a turismo e “acaba ficando”. Mas parece que já não está tão fácil assim, e para conseguir concluir o processo é preciso contratar até consultoria jurídica.

      • Ah, saquei como a coisa funciona então. Brigadão pela resposta, Carol! ;)

      • Jony Anderson

        Tô afim de ir, mas muita mesmo!
        Conheço brasileiros q tem negócios estabelecidos por lá, será q pode facilitar em algo a questão de documentação para ir ficando legalmente?
        São amigos, já terei alguma ajuda pelo menos nos 90 dias que ficarei de início.
        Obrigado, ;)

        • @jony_anderson:disqus, para você vir legalmente, é preciso ter um visto correspondente à finalidade da sua vinda.

          Esse visto pode ser por motivo de trabalho (você precisa do contrato mesmo antes de vir); estudo; se você for casado com um cidadão europeu, pode pedir reagrupamento familiar; você pode ser um investidor (abrir uma empresa aqui); se você vive de renda no Brasil, também há um visto que permite fixar residência aqui.

          Enfim, há algumas opções. Talvez se algum dos seus amigos puder oferecer o contrato de trabalho facilite, sim.

          Tirando isso, o que facilita mesmo é o apoio emocional (e, acredite, faz muita diferença nos primeiros tempos).

          Abraço!

          • Jony Anderson

            Claro, claro. Minha ideia é mais ou menos como vc disse: vai, confere, ver qual é e decide. Nem que tenha q voltar pra ficar depois. Não quero ficar ilegal ou correr risco de dificultar a ida depois.
            Então é garantido os 90 dias, o resto só conferindo mesmo.
            Vc sabe como funciona a questão de ir para abrir um negócio?
            Valeu pelas dicas!
            ;)

          • Isso! É o melhor que você faz. :)
            Eles podem te mandar uma carta convite de hospedagem, aí já alivia a parte de hotel.

            Quanto à abertura de empresa, dá uma procurada sobre visto D2 Portugal.

  • snap: suhcarvalhooo

    Ai Carol… Só me deixou morta de vontade de conhecer.
    Achei as fotografias semelhantes a parte boêmia do Rio de Janeiro.
    Tudo muito lindo!!! Também fiquei curiosa de como acontece a formalização do seu Job no Brasil estando em Portugal.
    Tudo tranquilo? E para alugar, eles pedem comprovante de renda como aqui? Que tipo de doc a gente precisa apresentar?
    No mais, felicidades e sucesso!! Obrigada pelo rico conteúdo.
    Bjs

    • Oi, Suh!

      Sim, há lugares aqui em Lisboa que lembram bastante o Rio de Janeiro, principalmente as regiões mais históricas.

      Quanto à formalização: não mudou muito para mim, já que sou de Porto Alegre e não tenho nenhum cliente físico lá. Pessoal me contrata e resolve tudo comigo pela internet.

      Para alugar, se for pela Uniplaces, você faz como no Airbnb. A diferença é que você só paga o primeiro mês na plataforma, os demais meses do contrato são tratados diretamente com o(a) senhorio(a). Já se for alugar com pessoas físicas, valem as regras do senhorio; eles costumam pedir depósito e alguns meses de caução. Por imobiliária, acredito que as exigências sejam parecidas com as do Brasil.

      Obrigada pelo comentário! :)

  • Que bacana, Carolina!!

    Estou na LXFactory a trabalhar há alguns anitos.
    Inclusive, dá-me dois dedos de conversa (para enriquecer o meu network) quando por cá passar ;’)

    • Oi, Bruno! Que legal! Estás trabalhando no coworking que tem ali?

      • Sim!
        UTU Agency @ CoworkLisboa.

        • Massa! Lx não está muito na minha rota, mas se estiver pela zona do Saldanha dê um alô. :D

          • 🤙 tá fixe!
            E, parabéns pelo post 👌

  • Kelly Machado

    Ótimo compartilhamento de experiência!
    Sempre tive vontade de morar fora do Brasíl, começando pelo Portugal. Foi bem clara quando se trata de qualidade de vida, trabalho, estudo, etc.
    :)

    • Kelly Machado

      Henrique, não consigo compartilhar o link no meu G+! Dá como link inválido.

      • Oi, Kelly!
        Fiz um teste aqui no chrome, no botão do topo e do rodapé da postagem e funcionou.
        Por favor, recarrega a página e tenta novamente. Me avisa se deu certo. ;)
        Obrigado por avisar!

    • Que bom que gostou, Kelly!

      Imigração é algo cheio de detalhes e planejamento. Não tinha como escrever só duas linhas. :D

      Obrigada pela leitura!

  • Manuela Freire Lopes

    Acabou que eu comentei no Facebook mas quero deixar o meu recado aqui também. Eu já trabalhei em agência em Portugal, quando morei há uns quinze anos. Eu sou filha de português, então a cidadania ajuda muito nessa hora. O curioso que notei é que o metódo de trabalho era totalmente diferente do que estava acostumada no Brasil (até morar lá, eu só havia trabalhado em agência, minha vida de freelancer começou depois). Não sei se era um hábito dos designer portugueses ou se era algo particular da agência. Sobre os dias atuais: o custo de vida aumentou muito. Como tenho família e amigos no país, tenho ido com uma certa freqüência e notei o aumento dos preços dos restaurantes. Um amigo meu, que é corretor, mostrou-me como estão as coisas por lá. Um aluguel de um T1 (um quarto), num bairro central, gira em torno de 1.000 euros. É puxado se você não trabalha lá. Carolina, adorei o seu post, vi-me em cada detalhe descrito por você. Espero que a sua temporada em terras lusas seja muito proveitosa. Sucesso!

    • Oi, Manuela! Obrigada por compartilhar um pouquinho da tua história. Fiquei curiosa para saber as diferenças entre agências brasileiras e portuguesas. Já trabalhei em agência no Brasil também. :)

      Os preços estão subindo bem rápido em relação a moradia mesmo. Sentimos bem a diferença entre a primeira vez que viemos, em 2015, e agora. Deu um pulo! Mas transporte, comida e educação ainda acho barato, e me parece não fazer tanta diferença com o que gastava no Brasil.

      Abração pra ti!

    • Fernando Beletini de Oliveira

      Quais foram estes pontos que analisaste no ritmo de trabalho por aqui? (Só mesmo por curiosidade, pois também estou na mesmo área, mas já estou tão acostumado, que não sei no que diferente muito “habitual”)

      • Manuela Freire Lopes

        Oi Fernando! Como faz muito tempo que trabalhei em agência em Lisboa, não sei se houve mudança. Mas a minha experiência foi a seguinte: quando tínhamos que apresentar algum projeto a um cliente (por exemplo, um site), tínhamos que já montar o código, fazer o site funcionar de verdade. Até hoje, nunca fiz isso aqui no Brasil. Primeiro, faço tudo no Photoshop, como se fosse a página real, mas sem links nem animações, e só depois das alterações e aprovação final, é que parto para a programação. Como disse antes, não sei se este hábito era particularmente do setor da agência onde trabalhei ou se era algo comum no meio mesmo. Como você trabalha aí?

        • Fernando Beletini de Oliveira

          ehehe é mesmo austero este método que descreves… penso que tem mudado, vejo que há algumas que preocupam-se em apresentar algo melhor para os clientes, fazem motion video com as interações, mas foi o máximo que vi ainda em fase de proposta… agora já há bastante ferramentas de prototipagem (Invision, Marvel, etc…) que facilitam muito o processo, e é isto que tenho usado, mesmo em projetos para grandes marcas! Menos mau, não? :)

          eu sinceramente achei que tavas a se referir mais do estilo de trabalho, por exemplo, vejo aqui uma maleabilidade grande entre horários de entrada e saída, não tão rígido, ao menos como já tive no Brasil, os famosos cafézinhos durante o dia, saídas para cigarros, socializar mais… etc… mas acho que isto é mais latino num geral, pois falando com um colega Polaco, estas situações fizeram bastante confusão para ele, pois lá, costumam entrar cedo, sentar na secretária e não sair para quase nada, salvo almoço… mais rigido! mas nota-se que ele está bastante contente por aqui neste molde… hahah

          • Manuela Freire Lopes

            Sim, aqui nas grandes empresas o esquema é bem mais rígido, principalmente se você estiver empregado por carteira assinada. Agora, acredito que empresas gerenciadas por pessoas mais jovens, tipo startups, deve ser mais “light” a questão de horário. Eu trabalhava numa agência (há uns 17 anos) em que tinha que bater ponto mesmo, tipo fábrica. E quando fui trabalhar logo depois em Lisboa, tinha nada disso. Hoje em dia, “engessar” um profissional, com a tecnologia atual, é uma burrice, né? ;)

  • Marcelo Almeida

    Carolina boa noite.
    Ótima matéria. Aproveitando, eu profissional de Desenvolvimento Web, Mobile, Desktop.
    Como está o trabalho nesta área em Portugal ? Principalmente trabalho Freelancer nesta área ? É muito difícil conseguir projetos Freelancer aí, realizando-os no Brasil ? Você saberia por onde começar, caso exista possibilidade deste tipo de trabalho ?

    Obrigado desde já.

    • Oi, Marcelo!

      Como eu trabalho com língua, para mim a realidade é diferente de quem não depende dela.
      Então é melhor você ficar de olho em sites de emprego/freela portugueses, como o http://www.cargadetrabalhos.net/.

      Abraço!

  • Nathan Matos

    Excelente o texto. E já vou para o test-drive. Vou agora em julho, quem sabe nos encontramos, e depois quem sabe, viver por aí. Ai ai! :D

  • Roberta Martins

    Oi Carolina, tudo bem? Não nos conhecemos, o link para o seu texto apareceu aleatoriamente na minha TL do Facebook… por coincidência, também sou revisora e tenho bastante interesse em fazer mestrado em Portugal (de preferência na Nova de Lisboa). Você pode falar um pouco mais sobre isso? Você ganhou uma bolsa ou o curso é pago? Como foi feito o processo seletivo, você já tinha algum contato acadêmico aí, pré-projeto, essas coisas? Obrigada pelo texto, ele foi muito útil! Abraços

    • Oi, Roberta! Que legal, uma colega. :)
      O processo de seleção aqui é bem mais simples do que é no Brasil. Não é preciso apresentar pré-projeto, tampouco um longo Lattes. É basicamente só se inscrever e aguardar, mesmo. Se você conta aos portugueses o processo de mestrado no Brasil e quanto custa, eles dão risada e ficar preocupados ao mesmo tempo.

      Ah sim, também não tenho bolsa, pago as propinas normalmente. O custo total de um mestrado aqui costuma ser entre 2 e 2,5 mil euros, que podem ser parcelados durante os anos letivos.

      Eu estou esperando a resposta da Nova, porque quero mudar de curso. Se duvidar você ainda consegue participar da segunda chamada para começar em setembro. Haha

      Um abraço!

  • Ricardo Noschang

    Olá Carolina. Ótimo texto. Parabéns pela disposição em escrevê-lo. Com certeza ajudará muitos brasileiros. Se me permite a pergunta, saberia comentar sobre a atividade de fotógrafo em Portugal. Sou fotógrafo e professor desta área em porto alegre. É, geralmente, uma área com mais mercado como autônomo. Mas tenho certo receio dessa incerteza de não ter emprego fixo. Algo que tenho aqui como professor de fotografia. Saberia me orientar algo sobre isso? Como procurar emprego fixo na área? Grato desde já pela atenção. Abraços

    • Oi, Ricardo! Como fotografia não é minha área, não saberia te dizer se há muitos ou poucos empregos por aqui. Há diversos sites, no entanto, que podem dar uma luz sobre isso, dê uma olhada nas opções: https://goo.gl/HgqgDx.

      Sobre não ter emprego fixo: acho que eu não sairia do país antes de ter alguma experiência como freelancer, estudar como é ter um pequeno negócio, essas coisas. Isso porque na chegada você já se preocupa com um monte de outras novidades, então quanto menores forem outras preocupações, melhor.

      Obrigada pela leitura e pelo comentário! Abraço!

  • Fernando Beletini de Oliveira

    Dos melhores textos que já li direcionado a turistas brasileiros que visitam ou queiram vir para Portugal. Só discordo de um ponto: Portugal é o Brasil na Europa. Isto nunca foi, nem nunca vai ser assim. Quem vem para cá, com o jeitinho brasileiro, na grande parte das vezes, se dá mal, e prejudica a imagem de quem deseja estar tranquilo por estes lados.

    • Legal, Fernando!

      Bom, depois de quase um ano de Irlanda, quando cheguei aqui, me senti em casa. Muito mais em casa do que qualquer outro país europeu poderia me fazer sentir.
      Se olharmos somente os aspectos negativos do Brasil, com certeza veremos muitas diferenças em relação a Portugal. Mas não dá para negar que somos, sim, muito parecidos.

      Um abraço!

  • Artigo direto, leve, sem firulas. Parabéns, Carolina ! Boa sorte :-)

Publicidade
MAIS DE 9.000 PRofissionais independentes Já recebem ANTECIPADAMENTE AS nossas atualizações.
Cadastre-se na nossa newsletter e receba “O Incrível Manual do Freelancer Moderno” direto no seu e-mail, sem pagar nada por isso.
 Sempre enviamos conteúdo relevante, sem spam. E você pode se descadastrar quando quiser.