Como lidar com o isolamento causado pelo ideal de carreira?
 geral
 Publicado: 24/01/2017 Atualizado: 14/02/2017

Como lidar com o isolamento causado pelo ideal de carreira?

Além do isolamento físico, existe um outro tipo de isolamento que pode fazer você desistir dos seus projetos.
  Por Henrique Pochmann
Isolado pelo ideal de carreira - você já se sentiu assim?

Já de cara peço desculpas pelo tom meio autoajuda deste texto. Mas acho que ele pode realmente ser útil para aqueles momentos onde a inspiração acabou, a produtividade anda baixa e você se questiona diariamente se deve ou não continuar insistindo no seu projeto.

Considero o isolamento a maior dificuldade a ser combatida pelo freelancer que está começando. Não estou me referindo ao isolamento de quem trabalha em home office, falo do isolamento causado pelo ideal de carreira.

Ser profissional independente é ser dono do próprio negócio, é ser empresário, ou seja, é encarar uma realidade diferente da maioria. Somos educados para estudarmos muito para termos um bom cargo em uma grande empresa ou pra passarmos em um concurso público.

Falando diretamente: somos treinados para sermos funcionários.

Qualquer pessoa que vá contra esse senso comum está naturalmente exposta a um turbilhão de críticas e reprovações. As pessoas te perguntam: “Você vai abrir mão da estabilidade de um emprego por uma vida incerta?”. Quando esse tipo de pergunta parte de alguém querido, como uma pessoa da família, pode realmente te desestabilizar.  Pode te deixar bastante em dúvida quanto as suas escolhas.

Às vezes eu me pergunto, por que as pessoas tentam tanto nos dissuadir de ir contra o senso comum? Duas respostas me vêm de pronto. Penso que algumas pessoas se preocupam com a gente e não querem nos ver quebrando a cara. Mas também penso que muita gente vai se incomodar se conseguirmos o que queremos. Talvez isso cause aquele sentimento de “Putz! Por que eu não tentei também?”. E ninguém quer ter que lidar com arrependimentos, não é verdade? Enfim…

Voltando ao que estou chamando de ‘isolamento de ideal de carreira’. Em vários momentos da sua jornada você provavelmente vai sentir vontade de trocar uma ideia com alguém para dividir alguma angústia e percebe que não tem com quem falar. Pois é grande o receio de ouvir: “Eu avisei que não seria fácil. Que tal procurar um emprego agora?”.

Você se vê em uma bolha, tendo que lidar com toda essa insegurança e aborrecimento apenas com você mesmo e mais ninguém. É foda!

Minha dica, pra você diluir um pouco essa angústia, é que você se aproxime de outros freelancers e empreendedores. Essas pessoas vão te entender. Quem sabe criar um grupo de mastermind?

Além disso, leia revistas, sites, continue acompanhando e interagindo aqui no Aparelho Elétrico – claro!

Aprenda muito sobre negócios e finanças, isso é bastante importante. Assista a vídeos. Ouça podcasts. Enfim, se qualifique e continue buscando conteúdo que traga relatos e histórias de pessoas que se deram bem correndo atrás do que queriam.

À medida que você se qualifica, também se fortalece. Isso vai reduzir a sensação de isolamento. Vai fazer você ter mais convicção das suas escolhas, vai esclarecer várias das suas dúvidas, vai te reenergizar, vai manter a inspiração por perto, e com certeza vai te dar muito, mas muito fôlego para seguir em frente.

Infelizmente seguir por um caminho diferente do considerado “normal” faz você ter que matar um leão por dia. Não é fácil. Se fosse fácil, qualquer um faria, não é verdade?

Não deixe os questionamentos dos outros fazerem você se isolar. Tem um monte de gente por aí passando pelas mesmas coisas que você e muito afim de trocar uma ideia.

Qual a sua opinião sobre o assunto?

Quero muito saber o que você pensa a respeito disso, você já se sentiu assim? Deixe a sua participação nos comentários e vamos combater o isolamento.

Posso te pedir um favor?

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Grande abraço e até o próximo post.

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Publicado por:
Henrique Pochmann
Criou o Aparelho Elétrico em 2014. Produz e apresenta o podcast do blog. Trabalha com marketing digital desde 2002. Quer mais tempo para colocar outros projetos em prática, quer uma bicicleta e quer uma bio mais legal também.

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  • Marcelo Rodrigues Alves

    Oá Henrique, excelente texto! Foi para mim que escreveu? Estou brincando, mas se encaixa muito comigo. Eu não desisti ainda, e resolvi prolongar esse “ainda” por mais uma década pelo menos. Recentemente entrei num grupo no Facebook onde há muitos iniciando e alguns como eu com mais tempo de estrada. De ambos recolho faíscas de entusiasmo e procuro transformar em chamas. Tenho expectativas, projetos, metas me aguardando. E hoje, como sempre, é um bom dia para começar colocar em prática! Grande abraço, Estamos juntos!

    • Fala, Marcelo!

      “mais uma década” me parece um prazo bem interessante. :)
      É isso aí, cara. Temos que colher essas faíscas de entusiasmo diariamente. Por isso é sempre bom estar perto de outras pessoas que apostam em ideias fora do lugar comum. O lance é não perder o fôlego.

      Grande abraço e obrigado pelo comentário, meu caro!

  • Cara, muito inspirador este post.

    Estou sempre procurando novas fontes de conteúdo na internet. E de vez em quando encontro alguém “chorando” por não conseguir fazer a carreira freelancer dar certo. Isso me faz repensar.

    Porem, este post foi muito motivador. Percebi que para continuar eu preciso de pequenas “faíscas”(Como disse o Marcelo Rodrigues Alves aqui nos comentários) como este post.

    Obrigado Henrique!
    Até a próxima.

    • Isso aí, Marcos!

      Se a gente não encontra compreensão nas pessoas que estão perto da gente. Temos que procurar em outro lugar. Felizmente hoje temos a internet, um mar infinito de informações e relevantes e repleto de pessoas em situações parecidas com a nossa.

      Grande abraço e obrigado por participar, meu caro!

  • Sebastian Baltazar

    Hey!!! Maravilhoso! Como sempre, é claro!

    Passei por isso, e por vezes ainda passo, obviamente… Hoje conto com meu companheiro de jornada e vida, com quem compartilho as angustias e tenho total respeito… Ele sabe o que e quando dizer… Nem sempre foi assim, e por isso gosto tanto de conteúdos como do o Aparelho, do Quarto, da Thalita… Isso gera uma conexão imensa!

    Gratidão por existirem todos vcs! <3

    • Boa, Sebastian!

      Ter companhia fiel e leal é muito importante mesmo. Poder falar das suas ideias sem medo de ser repreendido não tem preço.

      Fico feliz que esteja acompanhando e sempre participando por aqui, jovem.

      Grande abraço!

  • passei por isso numa fase bem complicada da vida e o que eu posso dizer é que quanto mais você tenta, mais difícil é. as coisas ficam mais fáceis quando você pára de dar murro em ponta de faca e pára de tentar justificar pra CLT o lado bom de ser autônomo. cada um, cada um. são escolhas. são estradas. são caminhos. cada um faz o seu e lida com as consequências de suas decisões.
    vida que segue.
    tenho metas que dependem do meu trabalho e do meu foco e não são beneficiadas em nada pelo tipo de mente que não consegue enxergar outras possibilidades.
    por isso, amigo eu mantenho na mesa do bar. no trampo, só o trampo. hahaha
    texto pertinente demais. :)

    • Ótimo comentário, Gi!

      E muito bem lembrado, é uma questão de perfil. Tem gente que tem perfil pra CLT, tem gente que tem perfil pra empreendedor. Cada um na sua.

      Fico feliz que tenha curtido o texto.

      Grande abraço!

  • Show! Excelente artigo… acabei de compartilhar, merecidamente.

    • Fala, Ivanberg!

      Muito obrigado por compartilhar, meu caro! Fico feliz que tenha gostado. :)

      Grande abraço!

  • Gustavo Estevão

    Boa, Henrique!
    Esse é um dos grandes receios que sinto quando se trata da carreira “solo” mas a verdade é que ela não precisa ser tão solo assim. Munir-se de amigos e profissionais criativos que tem objetivos semelhantes é uma boa prática e deve se tornar um hábito. Crescer e fazer com que o entorno cresça com você.

    • Belo comentário, Gustavo!

      Muito bom cara. Se esses amigos ainda puderem ser profissionais com habilidades complementares as suas, vai ser melhor ainda. Tipo um designer que tem um amigo redator e outro programador. Tá feito o power trio do sucesso.

      Grande abraço e obrigado por participar!

  • Raoni Machado

    Henrique, de certo modo tive uma experiência contrária. Quando trabalhava em agência me sentia isolado e só, além de enclausurado. A rotina e as regras de trabalho me engessavam.
    Quando parti pra vida freelancer e passei a trabalhar em casa, com mais liberdade para fazer outras coisas e para falar com colegas, amigos e também com a família. Como você disse no texto, as vezes bate aquela angústia profissional e você não quer despejar isso em cima das pessoas. Não digo que hoje está um céu de brigadeiro, mas acho que estou melhor mentalmente agora do que antes. Financeiramente, claro que não. Freelancer tá sempre brincado de “De Volta para o Futuro”. Um detalhe errado no presente e lá estamos nós nos transportando para o futuro para saber o que este detalhe pode afetar lá na frente.
    Complementando a sua frase “Somos treinados para sermos funcionários”…Também somos educados desde cedo a ter medo.

    • Boa, Raoni!

      Isso aí, essa parte do medo, infelizmente, é bem verdade. “mas e SE algo der errado?”, “mas e SE você ficar sem clientes?”… sempre um “SE” nos gerando dúvidas e medo. Podemos pensar que tudo é 50/50… pode dar errado, mas pode dar certo também.

      Bacana saber que você tem uma galera legal perto de você com quem pode trocar ideia e falar abertamente sobre os problemas. Muito bom.

      Grande abraço e obrigado por participar, meu caro!

    • thiago neumann

      A insegurança em muitos casos nos move, ter medo não é algo ruim, o medo nos faz enxergar os riscos e tomar precauções e não virar uma bala perdida, se “acovardar” , isso sim é uma ação imobilizadora.

  • fulanodigital

    Henrique, eu tenho um mastermind com mais dois colegas que conheci em um curso online. Ter este tipo de grupo pequeno, com pessoas inteiramente focadas, ajuda muito mesmo.

    • Bacana, Milano!

      Sempre que alguém me diz que tem um grupo de mastermind, eu pergunto: “Qual a dinâmica das reuniões?”.
      Tem como você contar um pouco? Rolas por skype, cada um tem um tempo determinado pra falar, etc..?

  • Manuela Freire Lopes

    Adorei este post. Mostra toda a insegurança que nós, designers freelancers, temos. Eu trabalho sozinha há vários anos e sempre gostei muito. A liberdade de criação e de horários, da flexibilidade (cheguei a trabalhar durante dois meses de dentro de um hospital, na Noruega) superam o porém do isolamento. Agora, infelizmente, com a baita crise que atravessamos, a instabilidade financeira está cobrando um preço alto. Já perdi vários clientes, outrora fixos que, ou fecharam ou diminuíram absurdamente o número de projetos. E sem falar que os novos, quando mostro o meu preço, por mais que eu tenha baixado, não contratam, nem respondem ao meu orçamento. E sempre rola aquela pressão da família em querer que a pessoa tenha um emprego no setor público…

    • Que bom que gostou, Manuela! :)

      Fiquei curioso com essa parte do hospital na Noruega, você era freelancer dentro do hospital?

      E sim, infelizmente agora nessa época de crise bate mais forte a preocupação dos familiares quanto ao futuro do profissional independente. É natural que quem gosta da gente queira nos ver em uma carreira estável. Mas estabilidade é uma coisa que não existe, até mesmo agora muito funcionário público está com salário atrasado e até perdendo o emprego pois o país tá quebrado.

      Acho que tudo é uma questão de perspectiva. Se o freelancer trabalhar bem. Sempre terá clientes, independente de crise. Porém, leva tempo até firmar seu nome.

      Abraço e obrigado por participar, Manuela.

      • Manuela Freire Lopes

        Não, fiquei no hospital porque a minha sobrinha mais velha fraturou o fêmur e teve que ficar dois meses com um pino na perna, internada. Minha irmã pediu que eu fosse para lá, e fiquei no quarto trabalhando, enquanto ela se recuperava. Teve cliente que nem soube que não estava no Brasil. E até consegui um projeto nesse período, uma conhecida de lá contratou-me para fazer a identidade visual de sua nova empresa. Foi uma experiência única!

        • Maravilhas da mobilidade do trabalho freelancer. Realmente, uma experiência única, Manuela.

          Espero que tua sobrinha tenha se recuperado bem. :)

  • Eduardo Ouvido

    Olá Henrique!

    Interessante demais essa discussão!
    Na minha experiência, a pior parte do isolamento é que você acaba sentindo que não está subindo o sarrafo. Parece que está fazendo tudo igual e fica repetitivo desde seu processo até o resultado final. Sempre procuro trocar idéias não só de negócio, mas também da parte teórica e prática do ramo (design gráfico, no meu caso). Sempre dá aquela sensação boa de “tem alguma coisa rolando que não sei e preciso correr atrás”.

    Podcasts me ajudam muito também! E sempre que possível procuro ponto de vista de várias pessoas.
    Todo trabalho que estou finalizando por exemplo, antes de apresentar pro cliente, mando um preview pra um monte de amigos designers. Já cheguei a mandar até pra designer desconhecido mas que acho muito foda pra ter um ponto de vista completamente diferente hahaha. E esses feedbacks me ajudam muito!

    Agora, essa questão do isolamento, além de físico e psicológico que você citou, tem também aquele isolamento ideológico. Todos nós temos uma forma singular de ver o nosso negócio, o que é ótimo, mas as vezes esse ponto de vista do “ideal” te afasta da realidade do mercado e até mesmo de possíveis parceiros. É perigosa essa corda bamba que geralmente quem saiu do emprego pra fazer “jeito certo” caminha. É perigoso esse isolamento ideológico profissional.
    O que você acha? Consegui me explicar direito?

    Obrigado pelo ótimo conteúdo. Abraço!

    • Fala, Eduardo!

      Acho que você pontuou muito bem. Também acho perigoso essa questão de “não subir o sarrafo”. Trabalhando sozinho a gente acaba se acomodando, a gente cria certos vícios e numa dessas corremos o risco de ficarmos defasados pelo mercado.

      Acho muito legal essa postura de pedir feedbacks pra colegas de profissão, é uma boa opção pra contornar o isolamento e seguir relevante na área.

      Grande abraço e obrigado pelo belo comentário, cara!

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