Infográfico: pesquisa sobre o perfil do freelancer no Brasil 2017
 geral
 Publicado: 27/04/2017 Atualizado: 08/05/2017

Infográfico: pesquisa sobre o perfil do freelancer no Brasil 2017

Spoiler: a maioria não se considera bem-sucedida e não está se preparando para a aposentadoria. Vem ver esses e outros resultados!
  Por Henrique Pochmann
Veja o infográfico abaixo
Com fotos: Shutterstock

É com muito prazer que escrevo esse post. Realizar uma pesquisa não é fácil, criar um infográfico pra mostrar os resultados também não. Ainda mais levando em consideração que não somos uma empresa especializada e temos muito o que aprender quando se trata de pesquisa. Mas os resultados abaixo refletem muito bem, se não todo, ao menos uma parcela, do mercado freelancer brasileiro.

Como nosso papel aqui no Aparelho Elétrico é debater e divulgar boas práticas relacionadas ao mercado independente, espero que esses dados sejam o ponto de partida para ótimos debates e reflexões em torno do tema.

Tópicos

Motivações para essa pesquisa

Acho importante lembrar, conforme falamos neste post aqui, quais foram as nossas motivações para realizar essa pesquisa:

  • Desmistificar ou comprovar mitos relacionados ao trabalho freelancer;
  • Encorajar, desencorajar (por que não?) e reduzir os riscos de profissionais interessados em adotar esse formato de trabalho;
  • Incentivar o mercado a trabalhar mais com mão de obra freelancer;
  • Reduzir o preconceito associado a esse formato de trabalho;
  • Servir como referencial para estudos, publicações e empresas ligadas a este nicho de trabalho.

Espero que os resultados sirvam e sejam usados para cumprir esses objetivos.

Amostragem

Os dados para essa pesquisa foram coletados entre janeiro e abril de 2017 via Google Forms. Divulgamos o questionário para nossos leitores e também nas redes sociais de forma geral. No total 1036 pessoas participaram desta pesquisa.

Considerações

Com toda a razão, levamos um puxam de orelha a respeito da pergunta sobre sexo. Pedimos desculpas pelo vacilo de deixar tudo tão polarizado entre masculino e feminino, vamos melhorar na próxima para que todo mundo se sinta incluído e representado pela nossa pesquisa.

Alguns entrevistados também nos chamaram atenção quanto as opções dadas na pergunta ‘Outras fontes de renda’. Sentiram falta de opções de investimento em títulos públicos. Vamos levar isso em consideração para a próxima pesquisa.

Outro comentário recorrente foi a não possibilidade de marcar múltiplas respostas em algumas perguntas. Isso realmente foi intencional da nossa parte, pois nesses casos queríamos de fato saber a resposta mais relevante entre todas as opções.

Com certeza iremos analisar todos esses feedbacks para, na próxima vez, realizarmos uma pesquisa mais completa e mais condizente com o perfil dos profissionais independentes brasileiros.

Infográfico Perfil do Freelancer no Brasil 2017

infográfico com resultados da pesquisa sobre o perfil do freelancer no brasil em 2017

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O que você acha que devemos incluir, excluir ou reformular para a próxima pesquisa? Ajude a gente a melhorar e a criar uma pesquisa mais completa e condizente com a realidade.

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Publicado por:
Henrique Pochmann
Criou o Aparelho Elétrico em 2014. Produz e apresenta o podcast do blog. Trabalha com marketing digital desde 2002. Quer mais tempo para colocar outros projetos em prática, quer uma bicicleta e quer uma bio mais legal também.

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Participe da Conversa
  • Ryan Smallman

    Muito interessante! Que orgulho fazer parte desse meio! Valeu pela pesquisa, fico feliz de ter ajudado :) VAMO QUE VAMO!

    • Valeu, Ryan! Obrigado por ter participado, meu caro.

      Grande abraço!

  • Guilherme Brígido

    Que interessante essa pesquisa. Achei preocupante os dados sobre aposentadoria e plano de saúde. A maioria não paga. Vai fazer falta. Aliás, apesar do blog ter foco em freela (não empregados), vcs tem alguma opinião sobre essas reformas trabalhistas e previdenciária que estão em pauta no país? Pelo que vi, vai flexibilizar um pouco a negociação entre empregado e patrão. Enfim… abraço Henrique. Parabéns pelo teu blog. Gosto muito também do podcast.

    • Também achei preocupante esses dados, Guilherme. E a faixa de renda também.

      Cara sobre as reformas, eu não curto muito me posicionar politicamente porque acho um assunto bastante complexo e fica difícil se expressar em poucas linhas, não quero correr o risco de ser mal interpretado. E também não pude acompanhar tudo que anda rolando. Então, vou ficar te devendo essa resposta ;)

      Que bom que está curtindo o conteúdo do blog/podcast. Grande abraço!

    • Boa noite Guilherme, sobre a terceirização andei pesquisando e parece que para freelancer tem pontos bem positivos… Como permitir que empresas terceirizem atividade fim, ou seja, eu como programador freelancer posso prestar serviço para empresas de software sem problemas, coisa que hoje não é permitido pela lei. Claro que tem os pontos negativos, por exemplo: funcionários CLT dessas empresas poderão ser demitidos para cortar custos e contratar como PJ, penso que se a pessoa tiver visão, um espirito empreendedor e força de vontade pode tirar proveito disso. Mas claro que existem empresas que contratam ‘terceiros’ mas exigem como se fossem funcionários, cumprir horários, reuniões, etc…

  • Kelly Machado

    Estou nessa amostragem, tudo de fato descrito nessa pesquisa é a extrema realidade. Ainda sim a dificuldade maior é o mercado reconhecer o freelancer como o colaborador essencial e não como concorrente por exemplo. Ninguém quer se prostituir no mercado pra conquistar/disputar clientes.

    As pessoas optam por ser freelancer não porque é algo que ”todo mundo” está sendo, mas é de fato a real necessidade de renda extra para ”tranquilizar” num determinado momento, se flexibilizar e ter qualidade de vida. Algumas se tornam freelancers pelas frustrações no último trabalho, pela desmotivação e o ”medo” de largar o trabalho mesmo tendo total confiança em seu perfil profissional que pode prosperar como freelancer.

    Penso que, os pontos negativos que faz com que pessoas largam o trabalho, se tornam positivos: pessoas viram empreendedoras, criam novos produtos/serviços e melhoram a relação e qualidade no atendimento, ganham mais e trabalham menos.
    E é aí que as empresas ainda continuam a adotar o mesmo padrão de venda, etc, se ”ferram” literalmente, pois aquilo incentiva a mudar as estratégias, mas não, alguns acham que os ”concorrentes” (freelancers) estão ”destruindo’ o mercado. Exemplo disso aqui na cidade: festival de food trucks foi cancelado por vários fatores, mas o que se ouve de comerciantes locais é que os food trucks ”complica” o ramo alimentício sendo que eles vem 2x por ano de outras cidades, mas por outro lado, alimenta a economia municipal, gera emprego temporário pelos 3 dias e a população usufrui de algo diferente. Comerciantes que pensam assim, podem fechar as portas!

    • Isso aí, Kelly. Concordo com você. Acho que o profissional freelancer é uma alternativa para atender um nicho de mercado. O problema é quando passa a ser visto como mão de obra barata. “Vou contratar um freelancer porque quero investir pouco” deveria ser substituído por “Vou contratar um freelancer porque falo direto com a pessoa que cria, tem menos ruídos de informação e menos burocracia”.

      Enfim, pelos resultados do infográfico temos que correr muito atrás do prejuízo. A renda abaixo de R$ 1k por mês, ao meu ver, é muito baixa. Tenho minhas dúvidas se isso reflete mesmo a realidade do mercado.

      • Kelly Machado

        Super concordadíssimo!!!!! :)

  • Eduardo de Moraes

    Bom, minha humilde opinião é que essa pesquisa demonstra a grande desvalorização da mão de obra na economia brasileira, ironicamente trabalhar não é um bom negócio, e em localidades com culturas que se acostumaram a pagar menos ainda a situação é critica, que é o meu caso, moro em Manaus e encontrar clientes que entendem que você não trabalha de graça é um grande desafio, mas fazer o que, vamos enfrentar esses desafios e melhorar nosso padrão de vida, iniciativas como o Aparelho Elétrico me deixam muito feliz, obrigado por trazer essas informações, elas podem mudar todo o cenário do mercado se os profissionais começarem a se posicionar.
    Um forte abraço e parabéns pelo conteúdo sempre rico.

    • Fala, Eduardo!

      Infelizmente os trabalhadores independentes enfrentam muitos obstáculos até encontrar o modelo de negócio certo e os clientes certos. É preciso perseverança pra não deixar a petéca cair.

      Concordo com você, acho que os freelancers se qualificarem, começarem a trabalhar e a se posicionar de forma mais profissional, a gente consegue ter um impacto mais positivo no mercado. Daí a importância dos veteranos ajudarem os iniciantes.

      Espero que na próxima pesquisa a gente consiga publicar dados mais encorajadores sobre o mercado.

      Grande abraço e obrigado pelo comentário!

    • Raoni Machado

      Se fala muito que o Brasil mudou, da economia criativa, do empreendedorismo, mas a verdade é que ainda temos uma raiz muito forte e muito viva de que profissão de verdade é “Engenheiro, Médico e Advogado”. O resto para ser só palhaçada aos olhos de uma bem grande fatia da população.

  • Vini

    Fantástico, Henrique! Parabéns pelo trabalho que agrega e compartilha informação. Realmente alguns resultados são bem surpreendentes

    • Que bom que gostou, Vini. Quem sabe na próxima a gente consiga publicar dados mais positivos. Grande abraço!

  • Pedro Brisola

    Baita iniciativa, é legal ver em números como nossa profissão vem se desenvolvendo e quais são suas particularidades em geral.

    Abraço!

    • Legal que curtiu, Pedro. Obrigado pelo feedback, meu caro. Grande abraço!

  • fulanodigital

    Fazendo uns cruzamentos, fiquei bem curioso. Por exemplo, a especialidade disparada é Design Gráfico (45,3%) e ao mesmo tempo a ferramenta mais usada é Notebook (58,4%). Acho tão difícil trabalhar na tela do notebook pra fazer Webdesign, imagino pra fazer material impresso. Talvez muitos usem um segundo monitor conectado ao notebook, né?
    Outro dado que me surpreendeu foi a porcentagem de Windows (76,7%) em detrimento a Mac (20,8%). O que mais leio em grupos de discussão é que Mac é infinitamente superior para Design Gráfico. Aparentemente, o discurso não reflete a realidade do free lancer.

    Outro cruzamento interessante: praticamente um a cada três (31,4%) fariam um resgate de poupança se faltasse dinheiro. É curioso pois na renda atual, metade ganha menos de mil por mês. Ou seja, mesmo com uma renda baixa, o povo tem poupança. :)

    Parabéns, mais uma vez pela iniciativa e por mostrar os resultados em um gráfico tão bem feito!

    • Sim, Rodrigo! Fazendo esses cruzamentos a gente começa a encontrar algumas ‘incoerências’.

      Eu realmente uso aqui meu note ligado em um monitor maior. Sobre o Mac, curto muito a Apple, mas ainda não tive a chance de comprar um computador para o trabalho. Acho que isso é um privilégio pra poucos, devido ao custo do computador.

      Essa parte da grana é bem curiosa mesmo. Mas a gente tem que levar em consideração que muitos dos profissionais tem outra renda. Menos de mil por mês é a grana que vem do trabalho freelancer.

      Uma coisa que me chamou atenção é que a maioria é generalista e a maioria se julga não bem sucedido. Será que os especialista são mais bem sucedidos?

      Legal que curtiu a iniciativa, cara. Obrigado por estar sempre contribuindo. Abraço!

    • Oberdan Rodrigues

      Um cruzamento complementar a isso é o fato de 28,1% ter 1 ano ou menos de atuação. Isso cruza com o faturamento que gira em torno de 1 mil reais. Eu conclui que temos uma galera que tem pouco experiência e que talvez comece por conta própria. O que leva a ganhar menos, e ter acesso a ferramentas mais baratas como um notebook e uso do Windows (talvez). Acho que podemos também cruzar com as informações dos solteiros, que não possuem filhos e ainda moram com alguém. Sem grandes responsabilidades, pode haver menos compromisso. A profissão designer gráfico também me mostrou neste cenário que é a que tem mais pessoas por talvez ter menos barreiras para entrada no mercado. Ah e também tem uma grande parcela que tem trabalho fixo, e com pouco tempo para atuar como freela, ganha menos também (talvez) somente para complementar a renda, já que tem ali uma parcela maior desejando salario entre 2,5 a 5 mil reais. E´muito doido isso. Estava ansioso pra tentar entender. Obrigado @henriquepcm:disqus pelo grande trabalho!

      • Grande Oberdan! Bela análise.

        Já tinha pensado nisso. Tem uma galera iniciante, com menos de um ano, e ganhando menos de R$ 1 mil reais.

        A ideia pro ano que vem é tentar ampliar a amostragem, tentar atingir profissionais mais maduros. Assim a gente conseguiria tirar a prova e ver se isso é a realidade do atual mercado brasileiro.

        Acredito que no ano que vem as notícias serão melhores! :)

        • Oberdan Rodrigues

          Também acredito. Mais uma vez parabéns pela grande iniciativa.

  • Max Samaniego

    Parabens pela iniciativa desta pesquisa !! Muito interessante !! Mas os dados na minha opinião não fugiram em quase nada daquilo que eu já esperava.

    • Fala, Max!

      Pena, cara. Eu achei alguns dados bem surpreendentes. Galera com renda abaixo de R$ 1 mil reais. Mas o Brasil é um país pobre também. Numa dessas estamos numa bolha e não estamos percebendo. Fica o alerta aí. e quem sabe na próxima a gente consiga coletar resultados mais positivos. Aguardaremos.

      Abraço e obrigado por comentar.

  • Bruno Brender

    Esperava esses dados, não participei porém percebo que está na área é por amor ou necessidade, maioria das vezes necessidade. Então a pessoa coloca sua saúde e bem-estar de lado para que tenha uma melhor renda e possa sobreviver, esperamos que esses dados possam mudar com o tempo, Parabéns pela pesquisa, talvez a influencia do Aparelho mude inclusive esse quadro em uma próxima pesquisa.

    • É como aquela frase, Bruno.

      “O que mais me surpreende na humanidade são os homens. Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde.”

      Espero que na próxima a gente consiga aumentar a amostragem e trazer resultados mais positivos.

  • Que isso cara, sensacional esse infográfico, super completo e bom pra quem tem algum projeto para esse mercado né. Obg pelo trabalho :)

    • Fala, Willian! Legal que curtiu, cara.
      Espero que os dados sirvam pra nortear quem tem projetos na área
      e para encorajar (ou desencorajar) quem quer entrar na área. ;)

  • O que mais me impressionou é a média da faixa de renda (muito baixa na minha opinião). Achei que a galera que acompanhava o Aparelho Elétrico ganhava mais kkkkkk. No entanto, como metade disse ter um emprego fixo, o valor como freela seria uma renda extra. Seria interessante cruzar os dados e expor a faixa de renda dos freelancers full time. Acho que essa média iria subir bastante. (tá ai Henrique uma dica bem legal: você pode destrinchar mais esses dados para escrever muitos outros posts analisando esses cruzamentos de dados…)

    • Fala, Lucas!

      Também me surpreendi com a renda baixa. Mas como o blog aqui tem muito conteúdo focado em iniciantes, isso acabou refletindo no infográfico. Lembrando que o formulário não foi respondido exclusivamente pelos leitores do blog, ele foi também divulgado no em grupos do Facebook e nas redes sociais de forma geral.

      Penso na próxima pesquisa direcionar perguntas para quem trabalhar full-time e para quem trabalha ocasionalmente como freelancer. Acho que assim conseguiremos números mais reais.

      • zumblick

        Henrique! gostei bastante de conhecer estas informações e acredito que seja uma boa ideia separar a pesquisa. Acabei me vendo pouco nesta. Valores baixos, quase metade com emprego fixo, quase metade mora com os pais. Acaba sendo uma realidade um pouco diferente do full-time (:

        • Oi, Lya! Verdade. Acho que esse é o caminho. Penso em, de repente, focar a pesquisa só em quem trabalha full-time. Será que é uma boa? Acho que dá pra refletir a respeito disso.

  • Muito legal o trabalho. Seria interessante também um pesquisa/post na questão aposentadoria. Trabalho full time pois deixei o emprego há pouco tempo, ultimamente tenho analisado alternativas. A longo prazo é questão de disciplina financeira, alguma aplicação como tesouro direto por exemplo com aportes mensais. Minha preocupação seria com invalidez ou doença… O futuro é imprevisível e tenho um filho de 4 anos, estou olhando alguns seguros de vida voltados pra essa questão da invalidez, mas muitos dizem que receber em caso de sinistro é uma luta. Vejo que no Brasil muita gente não pensa no próximo, como o amigo de Manaus citou, aqui no interior de Minas também a galera quer muita coisa grátis, você faz um acordo de x trabalho e na cara de pau tentam levar muito mais do que foi combinado. Existe também a questão do ‘sobrinho’, me deparei com uma situação que o cara cobra 200,00/mês para gestão de Facebook + Instagram criando um post por dia (não sei como paga as contas, só morando com os país mesmo rsrs). Sobre a renda achei muito baixa também, porém como a maioria ainda tem um emprego fixo pode ser pela questão de carga horária, eu por exemplo aumentei minha renda de freelancer em 60% após sair do serviço, ou seja, na maioria dos casos: mais horas de trabalho = mais renda. Fazendo um paralelo entre CLT e Freela, notei que como freelancer a grana é mais ‘difícil’, alguns pensam que trabalhar home office é tranquilo, mas estou trabalhando muito mais pra tentar manter uma média salarial que tinha como empregado (não me arrependo nunca e sinceramente não quero voltar). Sucesso Henrique!!

    • Fala, Lourenço!
      Muitos pontos relevantes no teu comentário.

      1- Aposentadoria.
      Percebo que muito profissional trabalha no modo “Dinheiro é consequência de um trabalho bem feito”. E imaginam que de uma hora pra outra vai cair uma bolada do céu e não vão mais precisar se preocupar com dinheiro. Ele não vai cair do céu se você não estiver fazendo a coisa certa. É fundamental ler e se informar sobre finanças. Não adianta ser bom apenas na sua especialidade. Acho que começar a economizar dinheiro e investir com sabedoria é um ótimo plano para a aposentadoria. O pepino é a renda varíável. Já falei disso em outro post: ‘É possível ficar rico trabalhando como freelancer?’ https://goo.gl/2dhXOV

      2 – Sobrinhos
      Essa é uma discussão antiga. Eu sempre acho que tem clientes para todos os tipos de profissionais. É preciso saber se posicionar no mercado para atrair os clientes certos para o seu negócio. Isso leva tempo e não é fácil. Por isso muita gente desiste. Mas acho que não vale a pena brigar com os ‘sobrinhos’, eles tão aí pra atender uma parcela do mercado que, se eles não existissem, talvez nem investiria em marketing.

      3 – Expectativa x Realidade Freelancer
      Sim, as pessoas acham que o profissional que trabalha em casa, trabalha menos. A verdade é que quando você monta um negócio próprio, você nunca para de trabalhar. Como seu lucro depende unica e exclusivamente de você, não da pra dormir no ponto. A vantagem é que a renda não vem de uma única fonte, se um cliente, por ventura, resolver interromper o trabalho, há outros pra segurar a onda. O lance é furar a rebentação (dificuldades do começo) pra navegar mais tranquilo depois (com uma boa carteira de clientes).

      Grande abraço, Lourenço!

  • Michael Bastos

    Trabalho muito bem feito Henrique, inclusive os comentários somam bastante na apuração dos fatos, ou seja, galera interessante gerando valor umas para as outras. É preciso mesmo analisar com muito critério todos esses dados e tirar proveito do que vai nos favorecer e nos engrandecer e nos melhorar. Parabéns mesmo!! Irei “namorar” muito esses dados durante um bom tempo para entendê-los melhor e para poder trazê-los para o campo de batalha. ;)

    • Fala, Michel!

      Bacana que curtiu, cara. Sim, os comentários são um show a parte. ;)
      Muito bacana ver o pessoal participando, gerando novos insights, colaborando uns com os outros. Orgulho dessa comunidade engajada que estamos formando.

      Se chegar a alguma nova conclusão sobre os dados, por favor, passa aqui e compartilhar com a gente.

      Grande abraço!

  • Nina Leonel

    Henrique, parabéns por sua pesquisa!!!

    Sou publicitária e fui freelancer durante minha formação acadêmica, mesmo trabalhando em agências/veículos. Após o período de 6 meses no mercado tradicional de comunicação, decidi construir a partir da minha experiência nesse mercado cheio de oportunidades, o meu próprio negócio: uma agência livre (SCULPT//co). Trabalhamos com cocriação e gestão horizontal entre freelancers em projetos de branding e digital.

    Já estou com 1 anos e 3 meses imerso nesse mundo empreendedor e criativo, e vejo que a principal dificuldade de muitos profissionais que tenho contato, dentro ou não da minha red, é conciliar a execução do trabalho em si com a prospecção de novos clientes. Esse “comercial” individual, o “se fazer visto”, não é ensinado e isso resulta numa renda variável, que leva esse profissional a buscar um emprego fixo já que, obviamente, todos precisam pagar suas contas. Outra questão é a precificação, que também não é “ensinado”, e sim replicado, desvalorizando o mercado de freelancer e a estipulando uma baixa renda.

    O que quero dizer é que muitos profissionais maravilhosos, criativos e estratégicos acabam entrando nesse mundo sem ter o conhecimento macro do cenário que seu trabalho está inserido, da sua atividade e das possibilidades que existem na escolha por ter o seu “próprio negócio”. Afinal, ser freelancer é ter sua própria empresa e nem todos
    “sabem”disso. E sendo um pouco negativa, penso que curso nenhum dentro das profissões que são mais trabalhadas no mercado em questão preparam está “classe” criativa para andarem com suas próprias pernas.

    Então, o papel que eu, junto à SCULPT//co, tento desempenhar, que outros tantos portais, como o Aparelho Elétrico, DRAFT,.. desempenham com brilhantismo, e grupos de discussões em redes sociais, escolas e empresas criativas representam tem impacto muito positivos nesse mercado, pois servem de fonte conhecimento que abastece rodas de cafés e chimas!!

    Mais uma vez, parabéns pela pesquisa. E vamos continuar tentando ser melhores que ontem, planejamento melhor o futuro! ;)

  • Nina Leonel

    Henrique, parabéns por sua pesquisa!!!

    Sou publicitária e fui freelancer durante minha formação acadêmica, mesmo trabalhando em agências/veículos. Após o período de 6 meses no mercado tradicional de comunicação, decidi construir a partir da minha experiência nesse mercado cheio de oportunidades, o meu próprio negócio: uma agência livre (SCULPT//co). Trabalhamos com cocriação e gestão horizontal entre freelancers em projetos de branding e digital.

    Já estou com 1 anos e 3 meses imerso nesse mundo empreendedor e criativo, e vejo que a principal dificuldade de muitos profissionais que tenho contato, dentro ou não da minha red, é conciliar a execução do trabalho em si com a prospecção de novos clientes. Esse “comercial” individual, o “se fazer visto”, não é ensinado e isso resulta numa renda variável, que leva esse profissional a buscar um emprego fixo já que, obviamente, todos precisam pagar suas contas. Outra questão é a precificação, que também não é “ensinado”, e sim replicado, desvalorizando o mercado de freelancer e a estipulando uma baixa renda.

    O que quero dizer é que muitos profissionais maravilhosos, criativos e estratégicos acabam entrando nesse mundo sem ter o conhecimento macro do cenário que seu trabalho está inserido, da sua atividade e das possibilidades que existem na escolha por ter o seu “próprio negócio”. Afinal, ser freelancer é ter sua própria empresa e nem todos “sabem”disso ou interpretam dessa maneira. E sendo um pouco negativa, penso que curso nenhum dentro das profissões que são mais trabalhadas no mercado em questão preparam está “classe” criativa para andarem com suas próprias pernas.

    Então, o papel que eu, junto à SCULPT//co, tento desempenhar, que outros tantos portais, como o Aparelho Elétrico, DRAFT,.. desempenham com brilhantismo, e grupos de discussões em redes sociais, escolas e empresas criativas representam tem impacto muito positivos nesse mercado, pois servem de fonte conhecimento que abastece rodas de cafés e chimas!!

    Mais uma vez, parabéns pela pesquisa. E vamos continuar tentando ser melhores que ontem, planejamento melhor o futuro! ;)

    • Oi, Nina!

      Concordo muito com você. Infelizmente os cursos preparam os profissionais para serem empregados. E o que vemos por aí são profissionais fantásticos que funcionam muito bem no ambiente de agências/escritórios/empresas, mas quando precisam andar com as próprias pernas, não sabem como atender um cliente, não sabem como prospectar, não sabem como gerenciar o dinheiro… e o pior é que muitos pensam que não é preciso saber disso.

      Interessante esse trabalho que você faz. A Sculpt//co seria tipo uma agência de novos negócios para freelancers? Tipo, vocês são um intermediador entre o cliente e o freelancer, seria isso?

      Muito obrigado pelo belo comentário. :)

  • Manuela Freire Lopes

    Olá Henrique, só agora pude parar para analisar com calma o infográfico. Antes de mais nada, quero lhe dar os parabéns por ter feito um trabalho minucioso como este. Lendo os comentários abaixo, também fiquei surpresa pelo baixo retorno financeiro da profissão, mas reforço que o tempo de atividade da maioria é muito pequeno: menos de 1 ano. Desconfio de que o mercado esteja repleto de pessoas que cobram muito barato pelos projetos, os famosos “sobrinhos”. E que os contratantes ainda não sabem dar valor a um bom design. Eu sou procurada por pessoas que querem R$ 200 por um logo com cartão de visitas incluído. É triste.

    Mas, para ter conhecimento sobre o freelancer mais “maduro” profissionalmente, talvez seja melhor fazer uma nova pesquisa com somente profissionais com algum tempo de mercado, e que trabalhem full time. E saber a formação deles.

    Uma coisa que “gritou” para mim foi a incongruência de dois dados. Se 40% das pessoas não possuem outra fonte de renda e 43% trabalham com design em tempo integral, quem são estes 3%? São pessoas que fazem o projeto de freelancer no emprego? Como conseguem? :)

    Continue com este trabalho! Sucesso.

    • Oi, Manuela!

      Que bacana que curtiu a iniciativa da pesquisa. Realmente deu bastante trabalho reunir os dados e colocar no infográfico. Então é bem bacana receber esse gás que vem dos feedbacks positivos. :)

      Sobre tua dúvida no cruzamento de dados, não sei se isso responde tua dúvida, mas a pesquisa não é somente feita com designers, ok? Muita gente acha que o Aparelho Elétrico é um blog para designers, mas na somos um blog que publica conteúdo para todo mundo que trabalha de forma independente: programadores, redatores, arquitetos, social medias, analistas de SEO, etc…então várias outras especialidades responderam o questionário também. ;)

      Espero ter ficado mais claro agora.

      Abração e obrigado por participar!

      • Manuela Freire Lopes

        Sim, tem razão, lapso meu! Continue com o trabalho, é muito legal ver um infográfico como este. Se precisar de ajuda, é só me procurar. Abraço!

        • Obrigado pela disponibilidade, Manuela! Não oferece ajuda que eu acabo aceitando, hein? =)

  • Bill Szilagyi

    Adorei a proposta.
    Tenho produtora de vídeo/animação há 5 anos e antes disso fui freelancer por vários anos.
    Mantenho uma estrutura fixa bem pequena e costumo trabalhar bastante com freelancers e tem sido uma ótima troca.

    Alguns dados são realmente surpreendentes e é legal ver que está chegando bastante gente nova pra trabalhar como freelancer. Quase 30% estar trabalhando a menos de um ano demonstra que inevitavelmente o mercado de freelancer está crescendo muito.
    Pela minha experiência com freelas, de fato, quem se especializa mais num área ganha mais que um generalista, e o correto é realmente que a gente busque se superar numa função específica, mas infelizmente essa não é a realidade do mercado brasileiro, onde a galera precisa ser 10 em 1 pra sobreviver.

    Pena que pouca gente participou. Espero poder contribuir para divulgação nas próximas pesquisas.
    Parabéns pela iniciativa. E vamos valorizar esse mercado!

    • Fala, Bill!

      Também acredito que o freelancer especialista tende a ganhar mais que um generalista. Mas é um passo importante na vida de um profissional independente. O fluxo de demandas tende a cair. Mas quando aparece demandas, a tendência é que elas venham acompanhadas de um bom orçamento.

      Acho que os clientes mudam também. Vejo mais especialistas trabalhando como terceirizados de outras empresas do que para clientes finais.

      Bom, só quis pegar teu gancho pra falar disso. Quem se interessar, temos um podcast já falando sobre o assunto aqui no blog: ‘Podcast: É melhor ser um freelancer especialista ou generalista?’ https://goo.gl/ikoF8L

      Grande abraço e obrigado pelo comentário!

      • Bill Szilagyi

        Perfeito cara! Irei ouvir o cast. :)

  • Leandro Antonello

    Outro post sensacional. Parabéns, Henrique!

    Ultimamente eu ando procurando trabalho nos sites de freelancers e tem uma coisa muito nítida que é o fato dos “clientes” que querem um sistema completíssimo pagando muito (mas muito mesmo) pouco. E o pior é que esses projetos recebem muitas propostas. Quando eu mando a minha proposta, com valor que considero justo, muitas vezes o dono do projeto sequer responde. (Falei de sistema porque minha área é desenvolvimento)

    Penso que os iniciantes são os grandes responsáveis por essa realidade, pois como estão no início, pegam qualquer trabalho por qualquer valor, acredito que com o principal objetivo de ganhar experiência. Isso explica a baixa renda.

    Só que, fazendo isso, eles acabam prejudicando bastante os freelancers full-time, que não conseguem fazer os trabalhos pelo preço justo.

    • Fala, Leandro!
      Que bom que curtiu, cara.

      Acho que isso pode ser um dos influenciadores, sim, da baixa renda.

      Vejo essas plataformas de jobs para freelancers como uma forma de início para os profissionais inexperientes. Tive a mesma experiência que você. Vi que meu negócio não se sustentaria se ficasse tentando captar jobs ali. Ia perder tempo formulando propostas que nunca fechariam. Os valores são incrivelmente baixos e arrisco dizer que a qualidade de entrega também.

      Mas vejo que por um lado isso é positivo pois empresas pequenas, que nunca investiriam em marketing/TI podem começar a entrar em contato com essa realidade. Quem sabe mais pra frente, começando a ter bons resultados, não passem a valorizar mais os serviços?

      E os freelancers iniciantes precisam ter consciência de que não vão ter longevidade na carreira cobrando valores ínfimos.

      É uma discussão bastante complexa.

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